Justiça · 2026-10-13 · Redação Notícia ES

Corregedor cobra julgamento sobre "Exército do Lula" no plenário do TSE

Ministro Ricardo Cueva pediu urgência na análise colegiada, e defendeu que o caso já "transcende" o canal apenas, envolvendo também questões de competência de cada área da Corte Eleitoral

Corregedor cobra julgamento sobre "Exército do Lula" no plenário do TSE
Corregedor cobra julgamento sobre "Exército do Lula" no plenário do TSE

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral , ministro Ricardo Villas Bôas Cueva , voltou a cobrar que o julgamento do caso envolvendo o canal de WhatsApp "Exército do Lula" seja analisado com urgência pelo plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em nova decisão, nesta terça-feira (13), Cueva notificou

Em nova decisão, nesta terça-feira (13), Cueva notificou o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques , para que ele tome as "providências regimentais cabíveis" para levar o caso a análise colegiada.

Segundo Cueva, o julgamento em plenário é "urgente" por conta da série de decisões sobrepostas, concedidas por ministros do TSE, sobre o canal .

Além disso, para o corregedor, o caso transcendeu apenas o canal em si , envolvendo também os limites de competência de cada setor da Justiça Eleitoral – nesse caso, da presidência do TSE e da Corregedoria-Geral Eleitoral.

"A necessidade dessa deliberação torna-se ainda mais evidente diante

"A necessidade dessa deliberação torna-se ainda mais evidente diante dos pronunciamentos supervenientes, que não contêm determinação expressa de submissão ao colegiado, embora produzam efeitos diretamente relacionados à decisão jurisdicional já encaminhada a referendo", afirmou Cueva em referência à decisão que ele mesmo tomou no último domingo (11) determinando o reestabelecimento do canal "Exército do Lula" até que o plenário do TSE decidisse sobre o assunto .

Na ocasião, Cueva suspendeu a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que, também no domingo (11), havia determinado a derrubada do canal .

O pedido do corregedor-eleitoral vem no contexto de mais uma atualização no caso ocorrida nesta terça-feira (13) após decisões do ministro Kássio Nunes.

O presidente do TSE determinou que o canal só poderia continuar em funcionamento depois que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrasse a plataforma no WhatsApp junto à Justiça Eleitoral.

Depois, Kássio reconheceu o registro como meio de propaganda da campanha e autorizou a retomada do funcionamento do canal após o período de 48 horas .

No entanto, o presidente do TSE não encaminhou ainda quando e se a matéria será julgada no plenário da Corte, como havia determinado o ministro Ricardo Cueva.

No novo pedido de análise pelo colegiado, Cueva defendeu que a proximidade do segundo turno exige urgência de Kássio em pautar o caso no plenário, para que se tenha uma decisão "em tempo útil" que garanta a "harmonia" dentro da Corte eleitoral.

"A urgência da providência decorre da proximidade do segundo turno das eleições e da necessidade de assegurar, em tempo útil, uma solução colegiada que prestigie o diálogo, a harmonia institucional e a delimitação das competências da Presidência e da Corregedoria-Geral Eleitoral", disse Cueva.

Ele afirmou, ainda, que já havia determinado a submissão ao plenário desde o reestabelecimento do canal, por conta de, segundo Cueva, "reconhecer a importância do diálogo" no TSE.

"Ressalto que desde a decisão proferida em 11/10/2026 determinei a submissão da matéria ao referendo do Plenário, precisamente por reconhecer a importância do diálogo, da harmonia institucional e da atuação coordenada dos órgãos deste Tribunal", alegou o corregedor-eleitoral.

Fachada da sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral , ministro Ricardo Villas Bôas Cueva , voltou a cobrar que o julgamento do caso envolvendo o canal de WhatsApp "Exército do Lula" seja analisado com urgência pelo plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em nova decisão, nesta terça-feira (13), Cueva notificou o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques , para que ele tome as "providências regimentais cabíveis" para levar o caso a análise colegiada.

Segundo Cueva, o julgamento em plenário é "urgente" por conta da série de decisões sobrepostas, concedidas por ministros do TSE, sobre o canal .

Além disso, para o corregedor, o caso transcendeu apenas o canal em si , envolvendo também os limites de competência de cada setor da Justiça Eleitoral – nesse caso, da presidência do TSE e da Corregedoria-Geral Eleitoral.

Em resumo

O que aconteceu?

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral , ministro Ricardo Villas Bôas Cueva , voltou a cobrar que o julgamento do caso envolvendo o canal de WhatsApp "Exército do Lula" seja analisado com urgência pelo plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Qual é o ponto principal?

Em nova decisão, nesta terça-feira (13), Cueva notificou o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques , para que ele tome as "providências regimentais cabíveis" para levar o caso a análise colegiada.

Quais são os dados mais importantes?

Segundo Cueva, o julgamento em plenário é "urgente" por conta da série de decisões sobrepostas, concedidas por ministros do TSE, sobre o canal . Além disso, para o corregedor, o caso transcendeu apenas o canal em si , envolvendo também os limites de competência de cada setor da Justiça Eleitoral – nesse caso, da presidência do TSE e da Corregedoria

Qual é o contexto?

"A necessidade dessa deliberação torna-se ainda mais evidente diante dos pronunciamentos supervenientes, que não contêm determinação expressa de submissão ao colegiado, embora produzam efeitos diretamente relacionados à decisão jurisdicional já encaminhada a referendo", afirmou Cueva em referência à decisão que ele mesmo tomou no último domingo (11

Quais são os próximos desdobramentos?

Na ocasião, Cueva suspendeu a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que, também no domingo (11), havia determinado a derrubada do canal .

Fontes