Crédito rural: o que Flávio Bolsonaro e Lula propõem para o Plano Safra
Programas divergem sobre as prioridades para o financiamento do agro; Flávio não estabelece metas para o crédito oficial, enquanto Lula promete ampliar recursos e adequar juros à rentabilidade do produtor.

Programas divergem sobre as prioridades para o financiamento do agro; Flávio não estabelece metas para o crédito oficial, enquanto Lula promete ampliar recursos e adequar juros à rentabilidade do produtor.
Acesso ao crédito rural será um dos desafios
O acesso ao crédito rural será um dos desafios do próximo presidente da República.
Com juros elevados e uma diferença crescente entre a necessidade de financiamento do agronegócio e os recursos disponíveis no Plano Safra, produtores enfrentam dificuldades para custear a produção, renovar máquinas e investir em tecnologia.
Os programas de governo de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam propostas para o financiamento do setor, mas com níveis diferentes de detalhamento.
Enquanto Flávio relaciona o acesso ao crédito à
Enquanto Flávio relaciona o acesso ao crédito à regularização fundiária e à reorganização das fontes de financiamento, Lula promete ampliar o crédito rural, assegurar juros compatíveis com a rentabilidade da atividade e simplificar a contratação.
Nenhum dos dois programas, porém, apresenta uma estimativa completa dos recursos necessários para atender à demanda do setor nem estabelece taxas específicas para as linhas oficiais no próximo mandato. Confira o que cada candidato propõe:
O programa de Flávio Bolsonaro relaciona o acesso ao financiamento à regularização das propriedades rurais. O documento propõe retomar o ritmo de titulação de pequenos imóveis, sob o argumento de que a documentação permite ao produtor acessar crédito e investir com segurança.
A medida busca ampliar as possibilidades de financiamento para proprietários que enfrentam dificuldades para comprovar a situação fundiária de seus imóveis.
O programa, entretanto, não estabelece metas de expansão do crédito rural oficial, valores para custeio e investimento ou compromissos específicos para o orçamento do Plano Safra.
O documento também menciona o plano em um trecho sobre incentivos à produção de biomassa, mas não detalha como pretende ampliar a disponibilidade de recursos para financiar a atividade agropecuária.
A proposta de reorganização das dívidas rurais aparece em outra frente do programa, assim como a intenção de ampliar o seguro rural. Não há, contudo, detalhamento sobre a articulação dessas medidas com as linhas tradicionais de financiamento.
Mais recursos e juros compatíveis com a rentabilidade
O programa de Lula estabelece o compromisso de ampliar o crédito rural e assegurar juros compatíveis com a rentabilidade da atividade agropecuária.
O documento prevê priorizar o financiamento de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. Também propõe diversificar as fontes de recursos, com estímulo ao mercado de capitais e aos títulos do agronegócio.
“Queremos consolidar o crédito como instrumento de modernização, priorizando o financiamento de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e tecnologias para o aumento da produtividade.
Buscaremos também continuar diversificando as fontes de financiamento, estimulando o mercado de capitais e títulos do agronegócio.
Haverá medidas para simplificar ainda mais o acesso ao crédito, com processos menos burocráticos e critérios claros”, diz o programa.
Na agricultura familiar , a proposta é expandir o Plano Safra específico para esse segmento, com juros adequados ao perfil do produtor e ao tipo de produto financiado. A produção de alimentos da cesta básica aparece entre as prioridades.
O documento também prevê reforçar linhas destinadas à agroecologia, à produção orgânica, à sociobiodiversidade, à inovação e à aquisição de máquinas adaptadas às propriedades familiares.
Jovens agricultores, mulheres, cooperativas e associações teriam condições diferenciadas de acesso.
Apesar dos compromissos, o programa não informa o volume de recursos que pretende destinar ao Plano Safra no próximo mandato nem estabelece metas quantitativas de expansão do crédito ou taxas de juros para as linhas oficiais.
Em resumo
Programas divergem sobre as prioridades para o financiamento do agro; Flávio não estabelece metas para o crédito oficial, enquanto Lula promete ampliar recursos e adequar juros à rentabilidade do produtor.
O acesso ao crédito rural será um dos desafios do próximo presidente da República. Com juros elevados e uma diferença crescente entre a necessidade de financiamento do agronegócio e os recursos disponíveis no Plano Safra, produtores enfrentam dificuldades para custear a produção, renovar máquinas e investir em tecnologia.
Os programas de governo de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam propostas para o financiamento do setor, mas com níveis diferentes de detalhamento. Enquanto Flávio relaciona o acesso ao crédito à regularização fundiária e à reorganização das fontes de financiamento, Lula promete ampliar o crédito rural, assegurar juros compatívei
Nenhum dos dois programas, porém, apresenta uma estimativa completa dos recursos necessários para atender à demanda do setor nem estabelece taxas específicas para as linhas oficiais no próximo mandato. Confira o que cada candidato propõe:
O programa de Flávio Bolsonaro relaciona o acesso ao financiamento à regularização das propriedades rurais. O documento propõe retomar o ritmo de titulação de pequenos imóveis, sob o argumento de que a documentação permite ao produtor acessar crédito e investir com segurança.