Cidades · 2026-10-27 · Redação Notícia ES

Cury, que declarou apoio a Flávio, cumprimenta Lula pela vitória

Escritor diz que respeita o resultado das urnas e pede ao presidente que governe para todos os brasileiros. Leia no Poder360.

Cury, que declarou apoio a Flávio, cumprimenta Lula pela vitória
Cury, que declarou apoio a Flávio, cumprimenta Lula pela vitória

Escritor diz que respeita o resultado das urnas e pede ao presidente que governe para todos os brasileiros

Psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante), que disputou

O psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante), que disputou a eleição presidencial deste ano e declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no 2º turno, cumprimentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter sido eleito para o 4º mandato .

Em vídeo publicado no Instagram na 2ª feira (26.out.2026), Cury disse que mantém sua posição contra a reeleição, mas que aceita o resultado das urnas.

“Eu sou contra a reeleição, pois ela gera o amor pelo poder e financia o culto à personalidade! E nenhum líder pode ser maior que seu povo” , declarou no texto da publicação. “ Mas a regra está vigente e a democracia está acima de tudo” , disse o escritor.

No vídeo, Cury pediu que o petista governe

No vídeo, Cury pediu que o petista governe para todos os brasileiros, “sem revanchismo e sem sentimento de vingança” . Segundo ele, problemas como a violência contra a mulher, as dificuldades na educação e o endividamento das famílias “não têm cor partidária” .

Cury defendeu a responsabilidade fiscal e a redução dos juros. Sugeriu que o governo chame economistas para a equipe econômica e citou nomes como Mansueto Almeida, Fábio Barbosa, Armínio Fraga e Rafael Fonteles.

O escritor disse que eventuais questionamentos sobre as urnas e sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal no processo eleitoral, devem ser feitos dentro das regras democráticas. Segundo ele, o país “não suporta mais uma polarização e uma radicalização” .

“A sociedade brasileira precisa estar acima do nome de uma pessoa, de uma família, de um partido ou de uma ideologia. Entretanto, a reeleição faz parte das regras vigentes e o presidente Lula obteve um 4º mandato.

Reitero minha posição. Considero que um 4º mandato dificulta a renovação das ideias, projetos, equipes e motivações, mas respeito o resultado e quero cumprimentá-lo, fazendo um apelo sincero ao presidente, que governe sem revanchismo e sem sentimento de vingança, que governe para mais de 210 milhões de brasileiros, não apenas para a esquerda, mas também para todos os eleitores da direita.

“As dores humanas, como disse ao longo de toda a campanha, não têm cor partidária. Nunca teve. São suprapartidárias.

A dor de uma mulher vítima de violência não pertence à esquerda nem à direita, tampouco a dor de um adolescente que perdeu o prazer de aprender, de um professor que enfrenta o enfraquecimento de sua autoridade em sala de aula ou de um jovem que concluiu o ensino médio estéril, sem perspectivas de uma formação profissional, porque apenas 21% deles têm formação técnica, algo muito cruel.

“Essas dores precisam encontrar respostas em uma educação que desperta o pensamento, valorize os professores e prepare os estudantes para um novo mundo que talvez não sobre pedras sobre pedras nos próximos 4 ou 5 anos.

Por isso, precisamos financiar mais de dez milhões de microempresas para dar uma oportunidade para jovens e milhões de profissionais, inclusive liberais, que poderão perder os seus empregos com o advento da inteligência artificial e da robótica.

Também precisamos de olhar para a dor do empreendedor, do comerciante e do agricultor, que trabalham, produzem e geram empregos, mas têm uma lucratividade muito baixa, não chega a 5 ou 6 ou 7% e eles pagam cerca de 20%, no mínimo, para se autofinanciar.

“Por isso, eu suplico para o presidente do país. Nós precisamos de responsabilidade fiscal, sem gastar menos do que arrecadamos.

O que acontece é que a taxa Selic permanece alta e, consequentemente, cada vez mais as famílias se endividam. Há 82% das famílias endividadas pagando juros de 30, 40 ou 50% ao ano. E isto é cruel.

O dinheiro não garante a felicidade do ponto de vista psiquiátrico e psicológico, mas a falta do dinheiro garante a ansiedade, gera dores musculares, dores de cabeça, taquicardia, insônia, angústia, humor depressivo, inclusive riscos para o suicídio.

“Precisamos de caminhar para uma realidade em que as famílias, comércio, agricultura e indústria tenham acesso a crédito com taxas que permitam trabalhar, investir e crescer, inclusive pagar o seu próprio financiamento.

O endividamento não pode continuar consumindo a capacidade de realização dos brasileiros.

“Eu espero, sinceramente, que não apenas a responsabilidade fiscal faça parte do próximo governo, mas que ele governe sem revanchismo, sem a necessidade neurótica de atacar adversários.

Que ele possa governar abraçando todos os brasileiros, porque no fundo, não há família A ou B, não há direita ou esquerda, há a família brasileira.

E eu disse clara e convictamente que nós precisamos pacificar essa nação. Nós precisamos considerar cada ser humano como um ser humano único, irrepetível e insubstituível.

“Neste 4º mandato, eu honestamente digo que se o atual presidente não fizer um governo sem revanchismo, um governo que tenha responsabilidade fiscal, um governo que investe de maneira intensa em milhões de microempresas, que possa repaginar a educação, inclusive chamar grandes economistas para dirigir a nação.

É fundamental que esses economistas possam fazer parte do corpo de técnicos para reorganizar a nação brasileira do ponto de vista econômico, do ponto de vista do seu próprio desenvolvimento.

Vou citar alguns aqui, como Mansueto Almeida, Fábio Barbosa. Vou citar também Armínio Fraga, o Rafael Fonteles e vários outros profissionais, porque se tivermos um corpo de economistas que organizam a economia brasileira, nós preparamos, consequentemente, a nação para diminuir os juros e também para que a indústria, a agricultura, o comércio e as famílias sejam oxigenadas com juros muito mais baixos, com a taxa Selic civilizada.

“Assim, eu, Augusto Cury, digo para todos vocês: o Brasil precisa de estadistas, e estadistas são pessoas que pensam não apenas no seu legado pessoal, legado familiar ou legado de seu partido.

Pensam no legado da humanidade, legado da sociedade brasileira. Eu também espero que nós possamos todos os dias dizer que não há vida mais plena do que uma vida onde você dá o melhor de si para os outros serem felizes, porque o egocentrismo, o individualismo e o egoísmo é totalmente incompatível com a saúde mental e com a felicidade.

“E eu espero que aqueles que sofreram perdas nas urnas. Por favor, se vocês tiverem que fazer questionamentos, tanto da interferência no STF em relação ao tempo para abertura das urnas, quanto às próprias urnas, eu reitero, façam dentro das regras da democracia, porque o Brasil não suporta mais uma polarização e uma radicalização, porque nós não podemos experimentar o caos que a Europa está experimentando atualmente.

As instituições estão colapsando. Eu espero que as regras da democracia sejam obedecidas.

“Sei que tem muita gente que se sente ferida, se sente angustiada, mas a democracia é assim. Você respeita as urnas e você questiona juridicamente com todas as forças, mas dentro de todos os ditames, de todas as linhas da Constituição brasileira.

Em resumo

O que aconteceu?

Escritor diz que respeita o resultado das urnas e pede ao presidente que governe para todos os brasileiros

Qual é o ponto principal?

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Quais são os dados mais importantes?

“Eu sou contra a reeleição, pois ela gera o amor pelo poder e financia o culto à personalidade! E nenhum líder pode ser maior que seu povo” , declarou no texto da publicação. “ Mas a regra está vigente e a democracia está acima de tudo” , disse o escritor.

Qual é o contexto?

No vídeo, Cury pediu que o petista governe para todos os brasileiros, “sem revanchismo e sem sentimento de vingança” . Segundo ele, problemas como a violência contra a mulher, as dificuldades na educação e o endividamento das famílias “não têm cor partidária” .

Quais são os próximos desdobramentos?

Cury defendeu a responsabilidade fiscal e a redução dos juros. Sugeriu que o governo chame economistas para a equipe econômica e citou nomes como Mansueto Almeida, Fábio Barbosa, Armínio Fraga e Rafael Fonteles.

Fontes