Economia · 2026-11-06 · Redação Notícia ES

Custo Brasil passa a incluir crime e juros reais no cálculo

Movimento Brasil Competitivo amplia escopo da medição; nova estimativa será divulgada em 18 de novembro

Custo Brasil passa a incluir crime e juros reais no cálculo
Custo Brasil passa a incluir crime e juros reais no cálculo

O Movimento Brasil Competitivo (MBC), com apoio da Monitor Deloitte, irá incluir custos da insegurança, ilegalidade e juros reais no cálculo do Custo Brasil, com nova estimativa a ser divulgada em 18 de novembro em São Paulo.

Dados e contexto do setor

A revisão reorganiza indicadores de 12 para sete eixos, destacando a segurança como categoria própria. Estudos indicam que a criminalidade gera um custo anual de 4,2% do PIB, ou mais de R$ 450 bilhões.

O Movimento Brasil Competitivo (MBC) , com apoio técnico da Monitor Deloitte, vai incluir os custos da insegurança, da ilegalidade e dos juros reais no cálculo do Custo Brasil. A informação é da Revista Veja .

A nova estimativa, que terá escopo ampliado, será revelada em 18 de novembro, durante evento com autoridades e lideranças empresariais em São Paulo.

Impactos e informações adicionais

A revisão também reorganiza os indicadores de 12 para sete eixos. A segurança passa a ter uma categoria própria, considerando os impactos da violência, do roubo de cargas e de mercados ilegais sobre a atividade econômica e a concorrência.

No financiamento, os juros reais entram no cálculo ao lado do spread bancário e do risco-país.

A criminalidade organizada impõe ao país um custo anual equivalente a 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) apenas em impactos sobre o setor privado, segundo estudos citados pelo Nexo Jornal.

Em valores absolutos, isso representa mais de R$ 450 bilhões por ano. O valor considera gastos com segurança privada, seguros mais caros, interrupções logísticas e riscos contratuais.

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 81% dos empresários industriais afirmam que a violência contribui para encarecer o Custo Brasil. Para 62% das empresas do setor, os gastos com segurança ampliam os custos de produção.

O Brasil mantém a maior taxa de juro real do mundo, de 9,49% ao ano, segundo levantamento com 40 economias. A Turquia aparece em segundo lugar, com 7,77%, seguida pela Argentina, com 6,80%.

O patamar elevado encarece o crédito para empresas e consumidores e limita o investimento produtivo.

O spread bancário e o risco-país completam o eixo de financiamento do Custo Brasil. A inclusão dos juros reais na conta busca captar o efeito do custo do dinheiro sobre a competitividade da indústria nacional.

A última medição divulgada pelo MBC, com dados de 2021, estimou o Custo Brasil em R$ 1,7 trilhão por ano, o equivalente a 19,5% do PIB.

O valor reúne entraves como infraestrutura ineficiente, burocracia, carga tributária e dificuldades de acesso ao crédito. A CNI trabalha com a mesma ordem de grandeza: quase 20% do PIB.

“A economia está em constante transformação, e novos desafios ganham urgência”, afirmou Tatiana Ribeiro, diretora-executiva do MBC, à Veja . “O Brasil já tem um diagnóstico consistente dos entraves à competitividade.

Agora, ampliamos esse olhar para incorporar outros fatores que pesam sobre quem produz e investe.”

O evento de divulgação da nova estimativa reunirá autoridades e lideranças empresariais em São Paulo. A expectativa é que o valor atualizado supere a marca anterior, tanto pela inclusão dos novos eixos quanto pela atualização dos dados de infraestrutura, burocracia e tributação.

“O objetivo é acompanhar essas mudanças e orientar prioridades para o crescimento do país”, declarou Tatiana Ribeiro. O MBC não informou se a nova medição será usada como base para propostas de políticas públicas.

Em resumo

O que aconteceu?

O Movimento Brasil Competitivo (MBC), com apoio da Monitor Deloitte, irá incluir custos da insegurança, ilegalidade e juros reais no cálculo do Custo Brasil, com nova estimativa a ser divulgada em 18 de novembro em São Paulo. A revisão reorganiza indicadores de 12 para sete eixos, destacando a segurança como categoria própria.

Qual é o ponto principal?

O Movimento Brasil Competitivo (MBC) , com apoio técnico da Monitor Deloitte, vai incluir os custos da insegurança, da ilegalidade e dos juros reais no cálculo do Custo Brasil. A informação é da Revista Veja . A nova estimativa, que terá escopo ampliado, será revelada em 18 de novembro, durante evento com autoridades e lideranças empresariais em São Paulo.

Quais são os dados mais importantes?

A revisão também reorganiza os indicadores de 12 para sete eixos. A segurança passa a ter uma categoria própria, considerando os impactos da violência, do roubo de cargas e de mercados ilegais sobre a atividade econômica e a concorrência. No financiamento, os juros reais entram no cálculo ao lado do spread bancário e do risco-país.

Qual é o contexto?

A criminalidade organizada impõe ao país um custo anual equivalente a 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) apenas em impactos sobre o setor privado, segundo estudos citados pelo Nexo Jornal. Em valores absolutos, isso representa mais de R$ 450 bilhões por ano.

Quais são os próximos desdobramentos?

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 81% dos empresários industriais afirmam que a violência contribui para encarecer o Custo Brasil. Para 62% das empresas do setor, os gastos com segurança ampliam os custos de produção.

Fontes