Economia · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

Custo da dívida pública sobe para 12,63% ao ano em setembro

Quase 20% da dívida federal vence em até 12 meses; estrangeiros reduziram posições em R$ 20,8 bilhões. Leia no Poder360.

Custo da dívida pública sobe para 12,63% ao ano em setembro
Custo da dívida pública sobe para 12,63% ao ano em setembro

Quase 20% da dívida federal vence em até 12 meses; estrangeiros reduziram posições em R$ 20,8 bilhões

Custo médio do estoque da DPF (Dívida Pública Federal),

O custo médio do estoque da DPF (Dívida Pública Federal), acumulado em 12 meses, subiu de 12,59% ao ano, em agosto, para 12,63% em setembro de 2026. O aumento ocorre em um cenário de juros elevados e de maior concentração de vencimentos no curto prazo.

Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta 5ª feira (29.out.2026), no RMD (Relatório Mensal da Dívida Pública Federal). Eis a íntegra (PDF – 1 MB).

O documento mostra que 19,95% da dívida vence nos próximos 12 meses, ante 16,39% em agosto. O percentual equivale a R$ 1,87 trilhão em compromissos a vencer em até 1 ano.

Dívida federal atingiu R$ 9,38 trilhões em setembro, alta

A dívida federal atingiu R$ 9,38 trilhões em setembro, alta de R$ 90,22 bilhões no mês. No acumulado de 2026, o crescimento foi de R$ 747,9 bilhões, ou 8,7%.

Na dívida interna, o custo médio acumulado em 12 meses recuou de 13,06% para 13,03% ao ano. Na externa, aumentou de 0,94% para 2,49%. Já o custo das novas emissões no mercado interno caiu de 13,96% para 13,89%.

A parcela da dívida com vencimento em até 12 meses aumentou 3,56 pontos percentuais em setembro, para 19,95%. O percentual está dentro do intervalo de 18% a 22% estabelecido pelo Tesouro no PAF (Plano Anual de Financiamento) de 2026.

O prazo médio da dívida permaneceu em 4,10 anos. A maior concentração de vencimentos no curto prazo amplia a necessidade de refinanciamento do governo e a exposição às condições do mercado financeiro.

Os investidores estrangeiros reduziram em R$ 20,76 bilhões suas posições em títulos públicos federais em setembro. A participação dos não residentes na dívida interna ficou em 9,58%.

As instituições financeiras permaneceram como os maiores detentores de títulos, com 31,33% do estoque, seguidas pelos fundos de investimento (22,93%) e pelas entidades de previdência (22,41%).

Os fundos ampliaram suas posições em R$ 57,95 bilhões no mês, enquanto as instituições financeiras aumentaram seus investimentos em R$ 39,09 bilhões.

A reserva de liquidez do Tesouro Nacional cresceu 5,33% em setembro, de R$ 1,21 trilhão para R$ 1,27 trilhão. Em relação ao mesmo mês de 2025, o aumento foi de 23,30%.

O chamado colchão da dívida reúne recursos destinados ao pagamento dos compromissos do governo federal. Segundo o Tesouro, a reserva é suficiente para cobrir 7,71 meses de vencimentos da dívida interna, ante 7,18 meses em agosto.

O estoque da dívida federal permanece abaixo do intervalo de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões estabelecido pelo Tesouro para o encerramento de 2026.

Os dados se referem à Dívida Pública Federal em poder do público, indicador diferente da DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral), calculada pelo Banco Central.

Em resumo

O que aconteceu?

Quase 20% da dívida federal vence em até 12 meses; estrangeiros reduziram posições em R$ 20,8 bilhões

Qual é o ponto principal?

O custo médio do estoque da DPF (Dívida Pública Federal), acumulado em 12 meses, subiu de 12,59% ao ano, em agosto, para 12,63% em setembro de 2026. O aumento ocorre em um cenário de juros elevados e de maior concentração de vencimentos no curto prazo.

Quais são os dados mais importantes?

Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta 5ª feira (29.out.2026), no RMD (Relatório Mensal da Dívida Pública Federal). Eis a íntegra (PDF – 1 MB).

Qual é o contexto?

O documento mostra que 19,95% da dívida vence nos próximos 12 meses, ante 16,39% em agosto. O percentual equivale a R$ 1,87 trilhão em compromissos a vencer em até 1 ano.

Quais são os próximos desdobramentos?

A dívida federal atingiu R$ 9,38 trilhões em setembro, alta de R$ 90,22 bilhões no mês. No acumulado de 2026, o crescimento foi de R$ 747,9 bilhões, ou 8,7%.

Fontes