Política Nacional · 2026-10-30 · Redação Notícia ES

Da direita à esquerda, como a eleição do Brasil pode influenciar a política no mundo

Vitória de Lula nas urnas tem sido utilizada pela direita e esquerda em diversos países para impulsionar seus próprios projetos políticos

Da direita à esquerda, como a eleição do Brasil pode influenciar a política no mundo
Da direita à esquerda, como a eleição do Brasil pode influenciar a política no mundo

A virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial passou a influenciar o debate político fora do Brasil.

Estratégias eleitorais repercutem no exterior

Enquanto lideranças progressistas buscam reproduzir a estratégia de mobilização que garantiu a reeleição do petista, aliados de Donald Trump utilizam o resultado para alimentar questionamentos sobre a segurança das eleições americanas.

A repercussão ganhou força às vésperas das eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3), e durante a campanha eleitoral da Espanha, onde o primeiro-ministro Pedro Sánchez tenta conter o avanço da direita.

Um dos principais personagens dessa movimentação é o deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reuniu mais de 10 milhões de participantes durante a campanha.

Campanha digital atrai interesse internacional

A estratégia ganhou destaque na imprensa internacional e despertou o interesse de partidos europeus.

Presidente do partido rejeitou declaração em que senador questiona vitória de Lula; encontro ocorre em meio à disputa pela liderança da direita

Levantamento aponta dependência de acordos com o Centrão e avanço da oposição no Senado, mas indica espaço para o governo ampliar sua base parlamentar

Para a esquerda, o resultado das urnas brasileiras também interrompe a sequência de cinco vitórias da direita na América Latina e pode assentar o terreno para vitórias eleitorais futuras, em países como França e Argentina.

Adotado como mote de campanha petista, o “faz o L” ultrapassou as eleições brasileiras e, após a vitória de Lula, tem sido utilizado como símbolo internacional de resistência progressista.

O símbolo foi replicado pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, na segunda-feira (26) ao comemorar a vitória de Lula no pleito brasileiro.

Desde então, o símbolo já foi visto sendo feito por manifestante em Móstoles, na região de Madri, na Espanha, durante mobilização do grupo Frente Amplio.

Na França, apoiadores de Jean-Luc Mélenchon passaram a utilizar referências à campanha brasileira em meio às discussões sobre a eleição presidencial de 2027.

A mobilização digital organizada por Janones foi apontada pelo jornal espanhol El País como um dos fatores que contribuíram para a recuperação eleitoral de Lula entre o primeiro e o segundo turno.

O deputado coordenou ações de compartilhamento de vídeos, divulgação de mensagens e mobilização de apoiadores pelas redes sociais. Após a vitória, recebeu um agradecimento público do presidente reeleito.

A movimentação chamou atenção ao ponto de Janones ser convidado a colaborar com a campanha de Pedro Sánchez, que enfrenta eleições na Espanha em novembro. O contato teria ocorrido por intermediários, e a participação ainda depende de negociações.

O interesse ultrapassou a Espanha. Integrantes da esquerda francesa e argentina também passaram a acompanhar a experiência brasileira de organização digital, enquanto ativistas americanos discutem estratégias semelhantes para enfrentar o trumpismo.

Em resumo

O que aconteceu?

A virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial passou a influenciar o debate político fora do Brasil. Enquanto lideranças progressistas buscam reproduzir a estratégia de mobilização que garantiu a reeleição do petista, aliados de Donald Trump utilizam o resultado para alimentar questionamentos sobre a seg

Qual é o ponto principal?

A repercussão ganhou força às vésperas das eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3), e durante a campanha eleitoral da Espanha, onde o primeiro-ministro Pedro Sánchez tenta conter o avanço da direita.

Quais são os dados mais importantes?

Um dos principais personagens dessa movimentação é o deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reuniu mais de 10 milhões de participantes durante a campanha. A estratégia ganhou destaque na imprensa internacional e despertou o interesse de partidos europeus.

Qual é o contexto?

Presidente do partido rejeitou declaração em que senador questiona vitória de Lula; encontro ocorre em meio à disputa pela liderança da direita

Quais são os próximos desdobramentos?

Levantamento aponta dependência de acordos com o Centrão e avanço da oposição no Senado, mas indica espaço para o governo ampliar sua base parlamentar

Fontes