Política Nacional · 2026-11-07 · Redação Notícia ES

De direita, Cleitinho é chamado de socialista nas redes sociais; entenda

Governador eleito de Minas Gerais criticou patrocínios a clubes de futebol e já defendeu fim da escala 6 X 1, isenção do IR e manutenção da Cemig como estatal.

De direita, Cleitinho é chamado de socialista nas redes sociais; entenda
De direita, Cleitinho é chamado de socialista nas redes sociais; entenda

Governador eleito de Minas Gerais criticou patrocínios a clubes de futebol e já defendeu fim da escala 6 X 1, isenção do IR e manutenção da Cemig como estatal

O contexto do cenário político

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), eleito governador de Minas Gerais, tem sido chamado de “socialista” e “comunista” por internautas nas redes sociais.

Apesar de se identificar como um político de direita e apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, o mineiro tem feito declarações e defendido medidas que parte dos usuários associa a pautas tradicionalmente vinculadas à esquerda.

A repercussão ganhou força depois que Cleitinho publicou um vídeo sobre a decisão do TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais) de suspender patrocínios anunciados pelo governo estadual de Mateus Simões (PSD) a clubes de futebol, como alternativa à perda de receitas com a proibição das casas de apostas.

Informações e repercussões do episódio

A iniciativa previa R$ 32 milhões, por meio da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), destinados a Atlético-MG (R$ 15 milhões), Cruzeiro (R$ 15 milhões) e América-MG (R$ 2 milhões).

No vídeo, o senador questionou o uso de recursos de empresas estatais para patrocinar equipes que, segundo ele, são administradas como SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) e pertencem à iniciativa privada.

Cleitinho também afirmou que o anúncio dos patrocínios foi uma medida eleitoreira e disse ter procurado o Tribunal de Contas depois de vencer a eleição para tentar barrar os repasses.

O mineiro justificou a oposição à medida com a situação financeira do Estado. Segundo ele, durante o período de transição, recebeu informações de que o governo poderia enfrentar dificuldades para pagar servidores e de que faltaria merenda em escolas estaduais .

“Vamos investir no povo” , declarou ao defender que os recursos fossem destinados a outras áreas.

Depois da publicação, internautas passaram a chamar o senador de “socialista” e “camarada”. As manifestações também recuperaram declarações anteriores do mineiro sobre temas econômicos, trabalhistas e sociais.

Em 20 de maio de 2026, Cleitinho levou uma caixa de pizza à tribuna do Senado e exibiu uma nota de R$ 50 para questionar o poder de compra dos trabalhadores.

O senador afirmou que o valor não era suficiente para comprar uma pizza e usou o exemplo para defender mudanças na jornada de trabalho.

O gesto foi uma crítica à demora na tramitação de propostas que alteram a escala 6 X 1 , entre elas a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 4/2025.

O texto prevê reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com 2 dias de descanso remunerado e sem redução salarial.

A proposta foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado em setembro de 2026.

A defesa do fim da escala 6 X 1 também foi lembrada por internautas por contrastar com posições anteriores de Flávio Bolsonaro , apoiado por Cleitinho na disputa presidencial, que já havia se manifestado contra a mudança na jornada de trabalho.

Em outubro, porém, Cleitinho afirmou que Flávio havia se comprometido a votar a favor da proposta.

Outra posição recuperada foi a defesa da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000.

Em 5 de fevereiro de 2025, Cleitinho publicou um vídeo cobrando a aprovação da medida e afirmou que a mudança poderia representar uma economia de até R$ 500 por mês para os beneficiados.

Na ocasião, o senador defendeu que a proposta recebesse apoio inclusive de integrantes da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao Poder360 , afirmou que não era “oposição ao Brasil, apenas ao governo Lula” e que os demais oposicionistas deveriam apoiar a iniciativa, por se tratar de uma ideia também defendida pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em outra manifestação, em 1º de novembro de 2026, Cleitinho criticou políticos que incentivam boicotes a trabalhadores e empresários por divergências eleitorais.

Em vídeo publicado no Instagram, direcionou as críticas a representantes da direita e da esquerda e desafiou os políticos a abrirem mão dos próprios salários .

O senador argumentou que remunerações, benefícios e verbas de gabinete são custeados com dinheiro dos contribuintes.

Outra posição destacada nas redes sociais foi a oposição de Cleitinho à privatização da Cemig. Ao questionar a possibilidade de venda da companhia, afirmou: “Por que venderia uma empresa que dá lucro?” .

Em resumo

O que aconteceu?

Governador eleito de Minas Gerais criticou patrocínios a clubes de futebol e já defendeu fim da escala 6 X 1, isenção do IR e manutenção da Cemig como estatal

Qual é o ponto principal?

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), eleito governador de Minas Gerais, tem sido chamado de “socialista” e “comunista” por internautas nas redes sociais.

Quais são os dados mais importantes?

A repercussão ganhou força depois que Cleitinho publicou um vídeo sobre a decisão do TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais) de suspender patrocínios anunciados pelo governo estadual de Mateus Simões (PSD) a clubes de futebol, como alternativa à perda de receitas com a proibição das casas de apostas.

Qual é o contexto?

No vídeo, o senador questionou o uso de recursos de empresas estatais para patrocinar equipes que, segundo ele, são administradas como SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) e pertencem à iniciativa privada.

Quais são os próximos desdobramentos?

O mineiro justificou a oposição à medida com a situação financeira do Estado. Segundo ele, durante o período de transição, recebeu informações de que o governo poderia enfrentar dificuldades para pagar servidores e de que faltaria merenda em escolas estaduais . “Vamos investir no povo” , declarou ao defender que os recursos fossem destinados a outras áreas.

Fontes