Tecnologia · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

De temor fiscal à espera por Vale: os fatores que fazem Ibovespa cair pela 4ª sessão

De temor fiscal à espera por Vale: os fatores que fazem Ibovespa cair pela 4ª sessão. Registro original em InfoMoney. A Redação Notícia ES reapurou a pauta para a editoria Tecnologia.

De temor fiscal à espera por Vale: os fatores que fazem Ibovespa cair pela 4ª sessão
De temor fiscal à espera por Vale: os fatores que fazem Ibovespa cair pela 4ª sessão

A queda dos índices das bolsas norte-americanas e a cautela fiscal doméstica impedem o Ibovespa de subir, nem mesmo com a forte valorização do minério de ferro , de 2,4% em Dalian (China).

Recuo ocorre apesar do crescimento na produção de óleo

O recuo ocorre apesar do crescimento na produção de óleo da Petrobras ( PETR4 ), embora o recuo do petróleo seja contraponto.

Entre as divulgações no Brasil estão o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e dados fiscais.

Às 12h40 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 0,95%, aos 169.360 pontos ante mínima em 169.156 pontos, depois de ter avançado 0,23%, na máxima em 171.402,97 pontos, próximo da abertura (171.006,10).

Agenda internacional também agrega parcimônia

A agenda internacional também agrega parcimônia. Depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deixou os juros inalterados, na véspera, conforme o esperado, investidores avaliam o Produto Interno Bruto (PIB), que mostrou alta de 3,4%, acima da esperada (3,2%) no terceiro trimestre.

Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,5% em setembro ante agosto. Na comparação anual, o PCE avançou 3,6% em setembro. Ambos vieram dentro do esperado.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa pelo terceiro pregão seguido. O índice caiu 2,68%, aos 171.006,10 pontos, ainda ecoando temores fiscais. “Seria natural ver um pouco de correção, o mercado aproveitando alguns preços.

Não vemos isso”, diz Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3.

Segundo Oliveira, é crescente a preocupação de investidores em relação à condução das contas públicas na próxima gestão do governo reeleito.

“O governo não está tratando os gastos com prioridade, mas só pensando em aumentar receitas, via IOF, por exemplo. Isso traz um sentimento ruim”, diz.

Contudo, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, negou nesta quinta-feira que o governo esteja discutindo medida para tributar com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) títulos de investimento isentos.

Em entrevista coletiva, Leal disse não ser de agora que o governo avalia formas de tributação desses títulos de forma a reduzir distorções no mercado e promover isonomia entre todos os instrumentos, mas afirmou ser necessário estudar a melhor forma de promover essa tributação e ressaltou que não há nenhuma medida colocada neste momento.

A correção em Nova York, após altas das bolsas , reforça o ambiente desfavorável do Índice Bovespa, completa o sócio da Blue3.

O mercado está ansioso por sinais concretos do governo quanto à agenda econômica no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como nomes que comporão a equipe econômica, especialmente a Fazenda.

Bolsas dos EUA recuam em meio a novos balanços, de PIB e PCE

“Há um grau de incerteza elevado. Incerteza é a palavra do momento. O mercado aguarda novidades para melhorar, para estabilizar”, reforça Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos.

De acordo com Santos, a espera de uma estabilização dos ativos decorre de um ajuste técnico, o que é visto como normal, depois de perdas, mas mais ainda da expectativa de sinais claros do governo sobre a política econômica, em especial a fiscal.

“O mercado aguarda ansiosamente sinais de como o governo vai endereçar a pauta econômica, se será de forma mais técnica ou se será política. A condução da política fiscal nos últimos anos vem sendo conectada à política.

Relatos são de que o presidente não está com pressa e uma decisão não é esperada antes de dezembro.

“A principal questão é que não vemos nenhuma medida concreta do governo para controlar os gastos públicos e estabilizar a divida”, reforça Eduardo Gonçalves, gestor de portfólio da Aurum Wealth Management.

Conforme Oliveira, da Blue3, quando existe um vácuo de noticia, prevalece um sentimento de que nada será feito. “Se vier uma equipe econômica que fará um corte de gastos, será ótimo.

Mas as sinalizações não vão nessa direção. A alíquota proposta de 11,3% para a a Contribuição sobre Bens e Serviços, CSBS, é pessima”, diz.

De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, investidores também estão com as atenções voltadas para a condução econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A principal preocupação é a capacidade do governo de estabilizar a dívida pública e recuperar a confiança dos investidores”, afirmou.

“Para o mercado, a questão central permanece fiscal. A ausência de uma estratégia clara para conter o crescimento da dívida poderá manter os juros elevados, pressionar o câmbio e limitar a recuperação da bolsa”, acrescentou Pedroso.

Em resumo

O que aconteceu?

A queda dos índices das bolsas norte-americanas e a cautela fiscal doméstica impedem o Ibovespa de subir, nem mesmo com a forte valorização do minério de ferro , de 2,4% em Dalian (China). O recuo ocorre apesar do crescimento na produção de óleo da Petrobras ( PETR4 ), embora o recuo do petróleo seja contraponto. Entre as divulgações no Brasil estão o Índice

Qual é o ponto principal?

Às 12h40 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 0,95%, aos 169.360 pontos ante mínima em 169.156 pontos, depois de ter avançado 0,23%, na máxima em 171.402,97 pontos, próximo da abertura (171.006,10).

Quais são os dados mais importantes?

A agenda internacional também agrega parcimônia. Depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deixou os juros inalterados, na véspera, conforme o esperado, investidores avaliam o Produto Interno Bruto (PIB), que mostrou alta de 3,4%, acima da esperada (3,2%) no terceiro trimestre.

Qual é o contexto?

Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,5% em setembro ante agosto. Na comparação anual, o PCE avançou 3,6% em setembro. Ambos vieram dentro do esperado.

Quais são os próximos desdobramentos?

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa pelo terceiro pregão seguido. O índice caiu 2,68%, aos 171.006,10 pontos, ainda ecoando temores fiscais. “Seria natural ver um pouco de correção, o mercado aproveitando alguns preços. Não vemos isso”, diz Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3.

Fontes