Debate com candidatos ao governo do ES se divide entre críticas e propostas
Concorrentes participaram de encontro promovido por A Gazeta e CBN Vitória para apresentar suas ideias para o comando do Estado

No debate promovido nesta terça-feira (22) por A Gazeta e CBN Vitória com candidatos ao governo do Espírito Santo , a participação se dividiu entre críticas aos adversários e algumas propostas, entre outras áreas, em educação, segurança e economia. Helder Salomão (PT), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) tentaram imprimir uma postura propositiva e, ao mesmo tempo, combativa.
Contexto
O embate, que marca a cobertura da Rede Gazeta das Eleições 2026 , foi realizado com mediação do editor-chefe de A Gazeta e da CBN Vitória, Geraldo Nascimento, e pela âncora e editora-executiva da rádio, Fernanda Queiroz. As regras sobre como se daria a participação de cada concorrente, com a ordem para fazer e responder perguntas, foram definidas e aprovadas previamente com representantes dos candidatos.
No bloco de abertura do debate, os candidatos fizeram perguntas entre si. Nessa etapa, a abordagem versava sobre temas livres. O confronto direto foi centrado em pautas econômicas, direitos trabalhistas, reforma tributária e segurança pública, principalmente quanto à violência contra a mulher.
O primeiro a perguntar foi Helder Salomão, que direcionou a indagação a Ricardo Ferraço, questionando a atuação do emedebista como relator da reforma trabalhista no Congresso Nacional .
Desdobramentos
Helder criticou medidas como a liberação do trabalho de gestantes e lactantes em locais insalubres — regra declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019 — e a flexibilização das leis de terceirização, questionando qual postura do adversário representava o verdadeiro compromisso com a população.
Em resposta, Ricardo Ferraço defendeu os resultados da atual gestão estadual, ressaltando que Espírito Santo registrou, em 2025, a menor taxa de desemprego de sua história e atingiu a situação de pleno emprego no primeiro semestre de 2026, com o Produto Interno Bruto (PIB) capixaba crescendo mais do que o dobro da média nacional.
“É por conta desse ambiente responsável e equilibrado que nós estamos conseguindo atrair para o Espírito Santo pequenas, médias e grandes empresas que encontram aqui um ambiente seguro, um ambiente estável, de previsibilidade, de segurança jurídica para que eles possam continuar gerando emprego e gerando trabalho”, defendeu Ferraço.
No segundo confronto, Ricardo Ferraço questionou Lorenzo Pazolini sobre como pretende manter a trajetória de crescimento do Estado e o financiamento das políticas públicas diante das alterações no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ( ICMS) promovidas pela reforma tributária.
Em resposta, Pazolini criticou a atual administração estadual por, segundo ele, não ter preparado o Espírito Santo a tempo para os efeitos da reforma, prevendo uma perda de arrecadação estimada entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões com a migração da cobrança para o destino e o fim dos incentivos fiscais do Compete e do Investe.
“Os especialistas dizem que a saída para o Espírito Santo é o turismo, por um motivo muito simples: a tributação com a reforma tributária se dará sobre o consumo e não sobre a produção. Este é o nosso compromisso: levar desenvolvimento para todas as regiões”, disse Pazolini.
Na réplica, Ferraço afirmou que o Estado vai usar recursos do Fundo Soberano e do Fundo de Desenvolvimento Regional para preservar a competitividade e manter a atração de empresas.
O terceiro embate abordou a violência contra as mulheres . Na pergunta direcionada para o candidato Helder Salomão, Pazolini citou episódios recentes de feminicídio no Norte capixaba e destacou que o Espírito Santo lidera os índices de violência contra a mulher na Região Sudeste, questionando o candidato por que o Estado é um dos que mais matam mulheres.
Em resumo
No debate promovido nesta terça-feira (22) por A Gazeta e CBN Vitória com candidatos ao governo do Espírito Santo , a participação se dividiu entre críticas aos adversários e algumas propostas, entre outras áreas, em educação, segurança e economia. Helder Salomão (PT), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) tentaram imprimir uma postura prop
O embate, que marca a cobertura da Rede Gazeta das Eleições 2026 , foi realizado com mediação do editor-chefe de A Gazeta e da CBN Vitória, Geraldo Nascimento, e pela âncora e editora-executiva da rádio, Fernanda Queiroz. As regras sobre como se daria a participação de cada concorrente, com a ordem para fazer e responder perguntas, foram definidas e aprovada
No bloco de abertura do debate, os candidatos fizeram perguntas entre si. Nessa etapa, a abordagem versava sobre temas livres. O confronto direto foi centrado em pautas econômicas, direitos trabalhistas, reforma tributária e segurança pública, principalmente quanto à violência contra a mulher.
O primeiro a perguntar foi Helder Salomão, que direcionou a indagação a Ricardo Ferraço, questionando a atuação do emedebista como relator da reforma trabalhista no Congresso Nacional .
Helder criticou medidas como a liberação do trabalho de gestantes e lactantes em locais insalubres — regra declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019 — e a flexibilização das leis de terceirização, questionando qual postura do adversário representava o verdadeiro compromisso com a população.