Debate entre candidatos ao Senado pelo RJ é marcado pelo domínio da direita e nacionalização de temas
O debate entre os candidatos ao Senado do RJ foi realizado pela CBN em parceria com O Globo, Extra e Valor.

O debate entre os candidatos ao Senado pelo RJ realizado pela CBN em parceria com O Globo, Extra e Valor foi marcado pela presença majoritária de candidatos do campo da direita e pela nacionalização das discussões, principalmente, com críticas ao PT e ao presidente Lula.
Em vários momentos, as perguntas ficaram mais concentradas
Em vários momentos, as perguntas ficaram mais concentradas na disputa política nacional. Isso apareceu logo na primeira pergunta. Carlos Jordy, do PL, escolheu Carlos Portinho, também do PL, para comentar uma declaração feita por Lula durante um evento em que o presidente falava sobre prevenção ao câncer de próstata e comparava a resistência dos homens aos exames com a rotina das mulheres de fazer acompanhamento ginecológico desde mais novas.
Um trecho dessa fala passou a ser usado por adversários para acusar Lula de normalizar o abuso infantil, embora esse não fosse o assunto tratado pelo presidente naquele momento. Foi a partir dessa interpretação que Jordy abriu o debate questionando Portinho.
Pergunta de Carlos Jordy: Portinho, ontem, o presidente Lula fez uma fala, ele disse que mulheres são acostumadas a serem tocadas desde pequenas. Você acredita que o presidente Lula está com a sua saúde mental debilitada?
Resposta de Carlos Jordy: Isso é uma manifestação, infelizmente,
Resposta de Carlos Jordy: Isso é uma manifestação, infelizmente, do que ele realmente pensa. (...) Já vi manifestações da Mônica, defende as mulheres. Eu tenho certeza que deve ter se espantado com o sincericídio do presidente Lula.
Em outra parte da dobradinha, Portinho perguntou a Jordy quais as propostas dele para o equilíbrio entre os Poderes, fazendo referência a supostos abusos cometidos pelo STF. Ambos defenderam reformas no Judiciário e o impeachment de ministros, em especial do ministro Alexandre de Moraes, alvo de ataques da oposição pelo envolvimento da sua família com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Houve poucos momentos de confronto direto entre os candidatos ao Senado, enquanto Mônica Benício, do PSOL, única representante da esquerda presente, acabou ficando para o fim da primeira rodada de perguntas.
Um dos momentos que mais chamou atenção aconteceu no segundo bloco, quando Marcelo Crivella, do Republicanos, reconheceu que fez uma má gestão quando foi prefeito do Rio. Ele respondeu a uma pergunta de Mônica sobre episódios como o “Fala com a Márcia”, os chamados Guardiões do Crivella e problemas no auxílio para alimentação dos alunos durante a pandemia. Crivella atribuiu as dificuldades da gestão à queda na arrecadação e às dívidas da Olimpíada.
"Nós assumimos a prefeitura quebrada. Claro que eu fiz uma má gestão, porque eu tive que tirar R$ 200 milhões da mídia. Eu não podia botar anúncio nas televisões, nos rádios, nos jornais. Tive que tirar o dinheiro do carnaval, R$ 70 milhões Pronto, também foi uma crise. E tive que acabar com o pedágio, que cá pra nós é um escândalo no Rio de Janeiro".
Um dos raros momentos de confronto direto aconteceu entre Carlos Portinho, do PL, e Marcos Dias, do Podemos, que acusou Portinho de tentar desqualificar a candidatura dele e lembrou que o senador chegou ao cargo como suplente de Arolde de Oliveira.
"Você entrou nessa semana nas minhas redes pessoais, minha rede social, para desqualificar a minha capacidade de vencer a eleição, tá? E eu quero dizer para você, você foi eleito numa carona, tá lá, e eu postei agora na minha rede social onde você declara voto em mim, Portinho, e não no seu colega. Então essa incoerência, isso tem que acabar".
"Me surpreendi, Marcos Dias, porque eu tenho uma relação honesta com você e eu nunca iria denegrir nenhum candidato".
Em resumo
O debate entre os candidatos ao Senado pelo RJ realizado pela CBN em parceria com O Globo, Extra e Valor foi marcado pela presença majoritária de candidatos do campo da direita e pela nacionalização das discussões, principalmente, com críticas ao PT e ao presidente Lula.
Em vários momentos, as perguntas ficaram mais concentradas na disputa política nacional. Isso apareceu logo na primeira pergunta. Carlos Jordy, do PL, escolheu Carlos Portinho, também do PL, para comentar uma declaração feita por Lula durante um evento em que o presidente falava sobre prevenção ao câncer de próstata e comparava a resistência dos homens aos e
Um trecho dessa fala passou a ser usado por adversários para acusar Lula de normalizar o abuso infantil, embora esse não fosse o assunto tratado pelo presidente naquele momento. Foi a partir dessa interpretação que Jordy abriu o debate questionando Portinho.
Pergunta de Carlos Jordy: Portinho, ontem, o presidente Lula fez uma fala, ele disse que mulheres são acostumadas a serem tocadas desde pequenas. Você acredita que o presidente Lula está com a sua saúde mental debilitada?
Resposta de Carlos Jordy: Isso é uma manifestação, infelizmente, do que ele realmente pensa. (...) Já vi manifestações da Mônica, defende as mulheres. Eu tenho certeza que deve ter se espantado com o sincericídio do presidente Lula.