Justiça · 2026-11-06 · Redação Notícia ES

Debate sobre 2º turno no RJ mantém atuação do STF na política estadual por um ano

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Debate sobre 2º turno no RJ mantém atuação do STF na política estadual por um ano
Debate sobre 2º turno no RJ mantém atuação do STF na política estadual por um ano

A ação proposta pelo PSD para tentar a realização do segundo turno na eleição para o Governo do Rio de Janeiro faz com que a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) na política fluminense se prolongue por quase um ano.

O contexto da decisão judicial

O Supremo é o responsável pelos desdobramentos da Operação Unha e Carne , que atingiu políticos sem foro especial na corte e alterou candidaturas , e por manter o desembargador Ricardo Couto , presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), como governador interino com uma liminar.

Agora, discute se a eleição deste ano se encerrou ou não no primeiro turno.

O destino do Palácio Guanabara está de novo nas mãos do ministro Cristiano Zanin , relator do processo movido pelo PSD.

Detalhes e consequências do caso

O magistrado foi o autor da liminar que mantém Couto no cargo desde março, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL).

O plenário posteriormente referendou a decisão, mas o tema nunca mais foi levado a plenário após pedido de vista do ministro Flávio Dino .

O PSD pediu ao STF a realização do segundo turno da disputa pelo governo fluminense entre o presidente da Assembleia do Rio de Janeiro, Douglas Ruas ( PL ), e o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD).

A legenda questiona a anulação dos votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno, determinada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador.

A decisão ampliou o percentual de votos válidos de Ruas de 49,27% para 50,88%, levando à proclamação como governador eleito pela Justiça Eleitoral.

Os advogados do partido afirmam que a Constituição considera como votos nulos apenas aqueles decorrentes de manifestação apolítica do eleitor ou de erro de digitação.

Ao decidir anular os votos após o pleito, o tribunal estaria alterando a escolha política dos 274 mil eleitores do ex-governador.

A retotalização seguiu as regras definidas em resolução do TSE para candidatos sub judice , que estão na urna aguardando análise de recurso, como era o caso de Garotinho.

Após o fim da eleição presidencial e a virada do presidente Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), Paes e aliados iniciaram uma mobilização nas redes sociais para tentar pressionar o Supremo.

Artistas realizaram um segundo encontro nesta quinta-feira (5) em apoio ao novo pleito.

Ruas, por outro lado, se encontrou em Brasília na terça-feira (3) com Zanin para defender o resultado proclamado. Ele também tentou bloquear o canal "Exército do Dudu" criado para mobilizar apoiadores do ex-prefeito.

O governador eleito afirmou à Justiça Eleitoral que o grupo distribui informações falsas sobre a possibilidade de realização de um segundo turno no estado. O pedido foi negado.

Ao mesmo tempo, já indicou secretários e faz a transição de governo com a gestão Couto.

Zanin aguarda as manifestações da AGU (Advocacia-Geral da União) e da PGR (Procuradoria-Geral da República) para dar andamento à ação.

O ministro também foi o responsável pela liminar que manteve o desembargador Ricardo Couto no Palácio Guanabara.

A decisão foi questionada por Ruas, que pediu por duas vezes ao STF para assumir o governo, apontando que o cargo de presidente da Assembleia do Rio de Janeiro está à frente do de chefe do Judiciário fluminense na linha sucessória definida pela Constituição estadual.

A liminar de Zanin, referendada depois pelo plenário, foi concedida no âmbito de duas ações propostas pelo PSD para discutir como deveria ser escolhido o governador-tampão, que concluiria o mandato em 5 de janeiro de 2027, se por eleição indireta ou direta.

A primeira opção considerava válida a renúncia de Castro , como decidida pelo TSE. A segunda classificava a saída do cargo como uma manobra para evitar a cassação do mandato decidida pela Justiça Eleitoral um dia depois, o que levaria à escolha pelo voto popular.

Sete meses depois, o tema não voltou ao plenário do Supremo e o desembargador segue no cargo. A manutenção de Couto no governo foi descrita por integrantes do PL como uma intervenção judicial no estado.

O grupo de Paes, que defendeu a medida, afirma que o cenário foi resultado da infiltração do crime organizado no governo.

Último na linha sucessória, Couto assumiu o governo após a renúncia de Castro em razão de outro vácuo de poder provocado por decisão do STF, desta vez do ministro Alexandre de Moraes.

Em resumo

O que aconteceu?

A ação proposta pelo PSD para tentar a realização do segundo turno na eleição para o Governo do Rio de Janeiro faz com que a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) na política fluminense se prolongue por quase um ano.

Qual é o ponto principal?

O Supremo é o responsável pelos desdobramentos da Operação Unha e Carne , que atingiu políticos sem foro especial na corte e alterou candidaturas , e por manter o desembargador Ricardo Couto , presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), como governador interino com uma liminar.

Quais são os dados mais importantes?

O destino do Palácio Guanabara está de novo nas mãos do ministro Cristiano Zanin , relator do processo movido pelo PSD. O magistrado foi o autor da liminar que mantém Couto no cargo desde março, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL).

Qual é o contexto?

O PSD pediu ao STF a realização do segundo turno da disputa pelo governo fluminense entre o presidente da Assembleia do Rio de Janeiro, Douglas Ruas ( PL ), e o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD).

Quais são os próximos desdobramentos?

A legenda questiona a anulação dos votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno, determinada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador.

Fontes