Justiça · 2026-11-01 · Redação Notícia ES

Defesa de Flávio Bolsonaro pede que Moraes seja impedido de relatar inquérito e quer troca por Mendonça

Advogados argumentam que ministro faz parte do caso por ter usado mesmo avião ligado a Willer e Vorcaro

Defesa de Flávio Bolsonaro pede que Moraes seja impedido de relatar inquérito e quer troca por Mendonça
Defesa de Flávio Bolsonaro pede que Moraes seja impedido de relatar inquérito e quer troca por Mendonça

A defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, nesta sexta-feira (30), que o ministro Alexandre de Moraes seja considerado impedido para relatar o inquérito que apura a relação entre o senador e o advogado Willer Tomaz .

O contexto da decisão judicial

A solicitação foi dirigida ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin .

Além disso, os advogados argumentam a Fachin que o caso deveria ser relatado pelo ministro André Mendonça e pedem a redistribuição do inquérito.

A investigação apura se Flávio e Willer tinham uma sociedade indireta para lavar dinheiro — inclusive por meio de uma casa de aposta .

Detalhes e consequências do caso

Foi no âmbito desse inquérito que a Polícia Federal pediu e Moraes autorizou o cancelamento dos passaportes brasileiros e a entrega do passaporte italiano de Flávio após ele ter perdido a eleição presidencial para Lula (PT) no domingo (25).

O senador não entregou os documentos , saiu do Brasil pela fronteira com a Argentina e fugiu para os Estados Unidos .

A defesa de Flávio pede ainda a revogação das medidas cautelares impostas ao senador. Além da entrega e cancelamento dos passaportes, Moraes havia determinado que Flávio e Willer não mantenham contato.

No total, foram três peças protocoladas, assinadas pelos advogados Tracy Reinaldet, Matteus Macedo e Leonardo Castegnaro.

Caso o STF não reconheça o impedimento de Moraes, os advogados pedem que, ao menos, sua suspeição seja reconhecida.

A defesa argumenta que Moraes está impedido de conduzir o caso porque a esposa do ministro tem relação com uma das sociedades de Willer investigadas no inquérito.

Moraes, inclusive, já utilizou o mesmo avião que é apontado pela PF como elo entre Flávio e Willer —e que tem relação com Daniel Vorcaro , dono do Banco Master .

Entre as diversas viagens compartilhadas entre Willer e Flávio, a PF identificou um voo de janeiro de 2025, quando o senador, sua mulher, duas filhas e o advogado viajaram de Fort Lauderdale (EUA) para Brasília.

O trajeto foi realizado no jato Legacy 650 (prefixo PP-NLR), de propriedade da Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A.

O capital da sociedade Fraction 024 se dividia em três partes iguais. Uma era de Willer, e outra, de Laércio Cosentino, fundador da TOTVS. A terceira foi comprada pela Prime You no fim de 2024 — Vorcaro foi sócio da Prime You de 2021 a setembro de 2025.

Como revelou a Folha , Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, voaram em jatos executivos de empresas de Vorcaro ou ligadas a ele, entre maio e outubro de 2025.

Viane foi contratada pelo Banco Master por R$ 130 milhões. A PF aponta que Vorcaro negociou a transferência de cotas da Fraction 024 —ou seja, a utilização desse jatinho e de um helicóptero— como parte do pagamento ao escritório de Viviane.

Moraes e Viviane voaram no jato Legacy 650 (prefixo PP-NLR) em julho e agosto de 2025, segundo reportagens mencionadas na petição.

Esse vínculo, segundo argumenta a defesa de Flávio, torna Moraes implicado na investigação e, portanto, exige que ele seja declarado impedido.

"A apuração tende, portanto, a alcançar fatos que envolvem Sua Excelência [Moraes], ainda que na condição de mero passageiro", diz a peça.

A petição diz que Moraes "deve ser afastado de uma investigação criminal sobre lavagem de capitais que tem por objeto a sociedade [Fraction 024] cujas ações teriam sido destinadas ao escritório de sua esposa e cuja aeronave Sua Excelência [Moraes] utilizou".

Em resumo

O que aconteceu?

A defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, nesta sexta-feira (30), que o ministro Alexandre de Moraes seja considerado impedido para relatar o inquérito que apura a relação entre o senador e o advogado Willer Tomaz . A solicitação foi dirigida ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin .

Qual é o ponto principal?

Além disso, os advogados argumentam a Fachin que o caso deveria ser relatado pelo ministro André Mendonça e pedem a redistribuição do inquérito.

Quais são os dados mais importantes?

A investigação apura se Flávio e Willer tinham uma sociedade indireta para lavar dinheiro — inclusive por meio de uma casa de aposta .

Qual é o contexto?

Foi no âmbito desse inquérito que a Polícia Federal pediu e Moraes autorizou o cancelamento dos passaportes brasileiros e a entrega do passaporte italiano de Flávio após ele ter perdido a eleição presidencial para Lula (PT) no domingo (25). O senador não entregou os documentos , saiu do Brasil pela fronteira com a Argentina e fugiu para os Estados Unidos .

Quais são os próximos desdobramentos?

A defesa de Flávio pede ainda a revogação das medidas cautelares impostas ao senador. Além da entrega e cancelamento dos passaportes, Moraes havia determinado que Flávio e Willer não mantenham contato.

Fontes