Defesa de Vorcaro aponta alterações em celular sob custódia da PF
Advogados cobram acesso aos dados originais da extração e afirmam que pedido está sem análise no STF há mais de oito meses

• A defesa de Daniel Vorcaro informou que uma análise preliminar revelou alterações em arquivos do celular do investigado enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, apresentando uma petição ao Supremo Tribunal Federal para a preservação dos dados originais.
• O celular, apreendido em 17 de novembro
• O celular, apreendido em 17 de novembro de 2025, é considerado prova central da Operação Compliance Zero.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, afirmou nesta quinta-feira, 29, que uma análise técnica preliminar identificou registros de alterações em arquivos do celular do investigado enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal (PF).
Os advogados informaram ter apresentado uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a preservação e a entrega dos dados originais da extração.
Trabalho foi elaborado pelo perito Marcos Monteiro, da MM
O trabalho foi elaborado pelo perito Marcos Monteiro, da MM Forense, contratado como assistente técnico da defesa do ex-banqueiro. Segundo os advogados, Vorcaro não reconhece a veracidade de parte dos conteúdos atribuídos ao aparelho e divulgados pela imprensa.
A defesa afirma que o celular, apreendido em 17 de novembro de 2025, é a prova central da Operação Compliance Zero. Dele teriam sido extraídas conversas utilizadas na investigação, além de mensagens íntimas e diálogos com advogados que chegaram ao noticiário.
Segundo a nota da defesa de Vorcaro, o relatório oficial da PF registra 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo componente de reconhecimento facial e três conexões USB entre 23h22 do dia da apreensão e 2h25 do dia seguinte.
Nesse período, o aparelho já estava sob custódia policial e em modo avião, afirma a defesa.
Os advogados destacam que o banco de dados do WhatsApp apresentou um registro de modificação à 1h48min14s, seis segundos depois de uma das conexões USB. Também teriam sido identificados registros de criação ou alteração de senhas entre 2h03 e 2h25.
A defesa afirma que a documentação disponibilizada não identifica os responsáveis pelo manuseio, a finalidade dos procedimentos nem seus resultados.
No dia 18 de novembro, conforme os números apresentados na nota, 657 arquivos foram modificados e outros 436 foram criados. Entre os modificados, havia 59 bancos de dados. Entre os criados, estavam 94 imagens e cinco bancos de dados.
Outro questionamento envolve 340 arquivos com datas de modificação em 13 e 14 de maio de 2026. Segundo os advogados, a extração do conteúdo do telefone está datada de 19 de novembro de 2025.
A defesa afirma que não encontrou nos autos uma explicação técnica para a diferença de quase seis meses entre a extração e os registros de modificação.
Os advogados também apontam supostas falhas na documentação da cadeia de custódia — o conjunto de registros que permite acompanhar a coleta, a guarda, o transporte e o exame de uma prova.
Entre as lacunas citadas estão a ausência de informações sobre marca, número de série e lacres no termo de apreensão. A nota também afirma que a mesma fotografia foi utilizada para representar dois aparelhos distintos e que o rompimento dos lacres originais não foi documentado.
Segundo os advogados de Vorcaro, o material disponibilizado consiste em um relatório derivado, no formato UFDR, sem os arquivos originais da coleta realizada com o equipamento GrayKey.
A defesa afirma que o perito demonstrou, em um arquivo público de teste, a possibilidade de editar o conteúdo desse formato e gerar um novo relatório sem alerta de integridade.
O teste descrito, contudo, não demonstra que as conversas utilizadas na investigação tenham sido adulteradas.
Os advogados cobram os dados brutos e os códigos hash , utilizados para verificar a integridade digital dos arquivos.
Também pedem os registros técnicos da coleta, a versão da ferramenta empregada, o método de desbloqueio e a identificação de quem teve a posse ou manuseou o telefone.
De acordo com a nota, o acesso a esses elementos é solicitado desde 19 de fevereiro de 2026, sem que o pedido tenha sido apreciado pelo STF. A defesa afirma que a ausência do material impede a verificação independente do conteúdo entregue.
Em resumo
• A defesa de Daniel Vorcaro informou que uma análise preliminar revelou alterações em arquivos do celular do investigado enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, apresentando uma petição ao Supremo Tribunal Federal para a preservação dos dados originais. • O celular, apreendido em 17 de novembro de 2025, é considerado prova central da Operação Compl
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, afirmou nesta quinta-feira, 29, que uma análise técnica preliminar identificou registros de alterações em arquivos do celular do investigado enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal (PF). Os advogados informaram ter apresentado uma petição ao Supremo Tribunal Feder
O trabalho foi elaborado pelo perito Marcos Monteiro, da MM Forense, contratado como assistente técnico da defesa do ex-banqueiro. Segundo os advogados, Vorcaro não reconhece a veracidade de parte dos conteúdos atribuídos ao aparelho e divulgados pela imprensa.
A defesa afirma que o celular, apreendido em 17 de novembro de 2025, é a prova central da Operação Compliance Zero. Dele teriam sido extraídas conversas utilizadas na investigação, além de mensagens íntimas e diálogos com advogados que chegaram ao noticiário.
Segundo a nota da defesa de Vorcaro, o relatório oficial da PF registra 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo componente de reconhecimento facial e três conexões USB entre 23h22 do dia da apreensão e 2h25 do dia seguinte. Nesse período, o aparelho já estava sob custódia policial e em modo avião, afirma a defesa.