Dengue recua no país, mas presença do Aedes mantém alerta no Espírito Santo - Século Diário
Sesa mantém vigilância e prepara Estado para período crítico por conta do El Niño

Sesa redobra vigilância e prepara Estado para período crítico por conta do El Niño
Queda expressiva dos casos de dengue no Brasil
A queda expressiva dos casos de dengue no Brasil em 2026 não significa que o risco provocado pelo Aedes aegypti tenha desaparecido.
O segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (7), mostra que 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram informações ao Governo Federal apresentam situação de alerta ou de risco para a presença do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.
No Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mantém acompanhamento contínuo das arboviroses por meio de informes epidemiológicos, vigilância laboratorial, monitoramento de ovitrampas e do painel estadual de arboviroses.
Estado publicou em 1º de outubro o informe referente
O Estado publicou em 1º de outubro o informe referente à 38ª Semana Epidemiológica e mantém também boletins entomológicos atualizados, indicando que a vigilância do vetor continua ativa mesmo diante da redução dos casos.
Os números nacionais mostram uma redução importante da transmissão. Até 26 de setembro, o Brasil contabilizava 470,5 mil casos prováveis de dengue em 2026, contra 1,5 milhão no mesmo período de 2025, uma redução de aproximadamente 70%.
A chikungunya caiu de 118.885 para 67.902 casos, enquanto os registros de zika passaram de 3.724 para 2.141.
O cenário capixaba também apresenta redução da pressão epidemiológica em relação ao período mais crítico, mas não permite relaxamento das medidas de controle.
Os dados estaduais são atualizados permanentemente a partir do e-SUS/VS, e a própria Sesa ressalta que os números podem sofrer alterações à medida que as notificações são qualificadas e os casos são investigados.
Um retrato regional ajuda a dimensionar a situação. No informe da Superintendência Regional de Saúde de Colatina referente às semanas epidemiológicas 1 a 37, até 18 de setembro, foram registrados 2.230 casos prováveis de dengue na região, com incidência acumulada de 416,47 casos por 100 mil habitantes.
Baixo Guandu e Pancas concentravam incidências particularmente elevadas, de 2.957,73 e 3.238,19 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.
O mesmo informe registrava dois casos de dengue grave na região e um óbito, além de 97 casos de dengue com sinais de alarme.
Os números mostram que, embora a circulação do vírus esteja menor do que nos grandes ciclos epidêmicos, ainda existem territórios com transmissão significativa.
O LIRAa nacional mostra que o problema continua concentrado principalmente em ambientes domésticos. Vasos e pratos de plantas, garrafas e pequenos recipientes responderam por 42,3% dos criadouros identificados.
Outros 26,1% estavam em reservatórios de água, como caixas-d’água e tonéis, enquanto pneus e resíduos sólidos representaram 23%.
A constatação reforça a necessidade de manter a vigilância mesmo fora do auge da transmissão.
No Estado, a Sesa mantém o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Arboviroses, criado para integrar ações de vigilância e resposta à dengue, chikungunya, zika e outras arboviroses.
Segundo a secretaria, a estrutura tem como objetivo “fortalecer a vigilância, qualificar profissionais e direcionar as ações de controle do vetor.”
A estrutura estadual também conta com monitoramento por ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença e a intensidade da circulação do mosquito a partir da coleta de ovos.
A Sesa disponibilizou, inclusive, informes entomológicos referentes às semanas 31, 32, 36 e 37 de 2026, evidenciando a continuidade da vigilância do vetor.
A vigilância laboratorial também permanece ativa. O Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) publica boletins sobre dengue e seus sorotipos, chikungunya e zika, além de acompanhar geneticamente os vírus em circulação no território capixaba.
O boletim de vigilância genômica de setembro foi atualizado em 30 de setembro.
O Ministério da Saúde relaciona a necessidade de antecipação das medidas de controle à aproximação do Verão e às condições climáticas associadas ao El Niño.
A combinação de calor e chuva pode criar condições favoráveis à reprodução do mosquito, razão pela qual a orientação federal é que estados, municípios e população intensifiquem as ações antes do aumento sazonal da transmissão.
No Espírito Santo, a preocupação com a preparação para o período crítico também aparece nas recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES).
Em documento divulgado em setembro, o órgão recomendou a intensificação da vigilância entomológica, inclusive com a realização do LIRAa antes do período crítico previsto para este mês (outubro) e o próximo (novembro), além do dimensionamento e eventual reforço das equipes de agentes de endemias.
A recomendação inclui ainda o mapeamento de unidades de saúde sujeitas a alagamentos e a preparação de planos de continuidade dos serviços, além do reforço das ações de comunicação e mobilização para eliminar criadouros.
Em resumo
Sesa redobra vigilância e prepara Estado para período crítico por conta do El Niño
A queda expressiva dos casos de dengue no Brasil em 2026 não significa que o risco provocado pelo Aedes aegypti tenha desaparecido. O segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (7), mostra que 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram informações ao Governo Federal apresenta
No Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mantém acompanhamento contínuo das arboviroses por meio de informes epidemiológicos, vigilância laboratorial, monitoramento de ovitrampas e do painel estadual de arboviroses. O Estado publicou em 1º de outubro o informe referente à 38ª Semana Epidemiológica e mantém também boletins entomológicos atual
Os números nacionais mostram uma redução importante da transmissão. Até 26 de setembro, o Brasil contabilizava 470,5 mil casos prováveis de dengue em 2026, contra 1,5 milhão no mesmo período de 2025, uma redução de aproximadamente 70%. A chikungunya caiu de 118.885 para 67.902 casos, enquanto os registros de zika passaram de 3.724 para 2.141.
O cenário capixaba também apresenta redução da pressão epidemiológica em relação ao período mais crítico, mas não permite relaxamento das medidas de controle. Os dados estaduais são atualizados permanentemente a partir do e-SUS/VS, e a própria Sesa ressalta que os números podem sofrer alterações à medida que as notificações são qualificadas e os casos são in