Justiça · 2026-10-27 · Redação Notícia ES

Denúncias de assédio eleitoral no trabalho mais que dobram em outubro | G1

Pressão pelo voto, ameaças de demissão e exigência de participação em campanhas podem caracterizar a prática, que também ocorre por WhatsApp e redes sociais.

Denúncias de assédio eleitoral no trabalho mais que dobram em outubro | G1
Denúncias de assédio eleitoral no trabalho mais que dobram em outubro | G1

Urna eletrônica eleições mulher — Foto: Tribunal Superior Eleitoral/TSE

Denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público

As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) chegaram a 2.009 em 2026, até as 17h desta segunda-feira (26).

Somente em outubro, foram registradas 1.190 denúncias, alta de 115,6% em relação a setembro , quando o órgão recebeu 552 relatos. O volume representa cerca de 59,2% de todas as denúncias recebidas pelo MPT no ano até o momento.

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Nos 26 primeiros dias de outubro, até as 17h

Nos 26 primeiros dias de outubro, até as 17h desta segunda-feira (26), a média foi de aproximadamente 46 denúncias por dia. ( veja o levantamento completo abaixo )

São Paulo lidera o número de registros , com 350 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169. Somente entre o primeiro e o segundo turnos, o MPT recebeu 946 queixas.

O número ainda está abaixo do registrado nas eleições de 2022, quando houve mais de 3,3 mil denúncias — um aumento de 1.600% em comparação com 2018.

➡️ O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo, ou promove atividades políticas, como distribuição de santinhos e eventos, no ambiente de trabalho.

Assédio eleitoral no trabalho em 2026 — Foto: Arte g1

Assédio eleitoral no trabalho em 2026 (por estado) — Foto: Arte g1

Além das denúncias recebidas pelo MPT, dados da Justiça do Trabalho mostram que, desde maio de 2023, foram registrados 863 processos relacionados ao assédio eleitoral no país , sendo 233 somente em 2026.

Os processos são cadastrados de acordo com o assunto e, por isso, o registro não significa que o assédio eleitoral tenha sido comprovado pela Justiça em todos os casos.

Os dados fazem parte do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado para identificar e acompanhar esses casos na Justiça do Trabalho.

O número de processos também aumentou entre o primeiro e o segundo turno das eleições . Segundo dados parciais do Centro de Pesquisas Judiciárias da Justiça do Trabalho, foram registrados 135 processos entre janeiro e 4 de outubro, data do primeiro turno.

Entre 4 e 24 de outubro, o total chegou a 185, com 50 novas ações trabalhistas no período — um aumento de 37%.

O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores, gestores ou outras pessoas tentam constranger, pressionar ou influenciar um trabalhador a votar, a poiar ou manifestar preferência por determinado candidato, partido político ou posição ideológica.

Em resumo

O que aconteceu?

Urna eletrônica eleições mulher — Foto: Tribunal Superior Eleitoral/TSE

Qual é o ponto principal?

As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) chegaram a 2.009 em 2026, até as 17h desta segunda-feira (26).

Quais são os dados mais importantes?

Somente em outubro, foram registradas 1.190 denúncias, alta de 115,6% em relação a setembro , quando o órgão recebeu 552 relatos. O volume representa cerca de 59,2% de todas as denúncias recebidas pelo MPT no ano até o momento.

Qual é o contexto?

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Quais são os próximos desdobramentos?

Nos 26 primeiros dias de outubro, até as 17h desta segunda-feira (26), a média foi de aproximadamente 46 denúncias por dia. ( veja o levantamento completo abaixo )

Fontes