Deputados do PT acionam PGR e PF para apurar demissão a eleitores de Lula
Os parlamentares pedem investigação das campanhas de boicote econômico, ameaças e perseguição a comerciantes, empresários e trabalhadores

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros quatro parlamentares do PT acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir uma investigação nacional sobre campanhas de b oicote econômico, ameaças e perseguição a comerciantes, empresários e trabalhadores identificados como eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .
Na representação, os parlamentares também pedem que a PGR
Na representação, os parlamentares também pedem que a PGR investigue uma publicação atribuída ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que incentivaria comerciantes de esquerda a expor publicamente suas preferências políticas.
No post questionado, Nikolas disse: “Você que é comerciante de esquerda” e “Desafio lançado: coloque a bandeira do PT no seu estabelecimento”, sobrepostos à fotografia de uma loja com a bandeira do partido estendida na fachada.
O documento é assinado por Paulo Pimenta e pelos deputados Erika Kokay (PT-DF), Maria do Rosário (PT-RS), Bohn Gass (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP).
Desde o fim do segundo turno, em 25
Segundo os parlamentares, desde o fim do segundo turno, em 25 de outubro, passaram a circular em redes sociais e aplicativos de mensagens listas com nomes de estabelecimentos comerciais, empresas, profissionais liberais e trabalhadores apontados como apoiadores de Lula.
As publicações teriam sido identificadas em municípios de pelo menos oito estados e acompanhadas de orientações para que consumidores deixassem de frequentar determinados estabelecimentos, empregadores demitissem funcionários e empresas evitassem contratar pessoas identificadas com o PT.
Os deputados argumentam que a semelhança entre as mensagens, a circulação praticamente simultânea em diferentes regiões do país e o uso de grupos ligados à mobilização eleitoral levantam suspeitas sobre uma possível articulação nacional.
“A simultaneidade do surgimento dessas listas, a semelhança de formato e de linguagem entre elas e o aproveitamento de estruturas de mobilização eleitoral para a sua difusão constituem elementos objetivos que justificam a apuração da existência de articulação ou de comando centralizado”, afirmam.
A representação ressalta, no entanto, que ainda não existem elementos suficientes para atribuir a responsabilidade pela organização das campanhas a pessoas determinadas.
A representação reúne episódios registrados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Pernambuco, além de mencionar publicações de parlamentares do Rio de Janeiro.
Em um municípioi de Mato Grosso, por exemplo, integrantes de grupos de WhatsApp identificados como “Movimento Direita LRV” e “Engenheiros e Arquitetos” teriam organizado listas de comerciantes apontados como apoiadores de Lula.
Entre as mensagens reproduzidas na representação estão pedidos de exoneração de trabalhadores petistas e manifestações de conteúdo violento. Também foram identificadas propostas para impedir a chegada de ônibus com trabalhadores vindos do Nordeste.
No Paraná, uma lista intitulada “Boicote aos Comércios da Esquerda – PR” teria reunido 60 nomes de empresas e profissionais de Ponta Grossa.
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Em resumo
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros quatro parlamentares do PT acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir uma investigação nacional sobre campanhas de b oicote econômico, ameaças e perseguição a comerciantes, empresários e trabalhadores
Na representação, os parlamentares também pedem que a PGR investigue uma publicação atribuída ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que incentivaria comerciantes de esquerda a expor publicamente suas preferências políticas.
No post questionado, Nikolas disse: “Você que é comerciante de esquerda” e “Desafio lançado: coloque a bandeira do PT no seu estabelecimento”, sobrepostos à fotografia de uma loja com a bandeira do partido estendida na fachada.
O documento é assinado por Paulo Pimenta e pelos deputados Erika Kokay (PT-DF), Maria do Rosário (PT-RS), Bohn Gass (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP).
Segundo os parlamentares, desde o fim do segundo turno, em 25 de outubro, passaram a circular em redes sociais e aplicativos de mensagens listas com nomes de estabelecimentos comerciais, empresas, profissionais liberais e trabalhadores apontados como apoiadores de Lula.