Política Nacional · 2026-10-04 · Redação Notícia ES

Direita amplia presença no Senado

Direita amplia presença no Senado. Registro original em Revista Oeste - Feed. A Redação Notícia ES reapurou a pauta para a editoria Política Nacional.

Direita amplia presença no Senado
Direita amplia presença no Senado

O Novo e o Partido Liberal (PL) conquistaram 22 das 54 cadeiras do Senado em disputa neste domingo, 4. Esse resultado corresponde a mais de 40% das vagas renovadas.

Legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro respondeu pela maior parte

A legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro respondeu pela maior parte desse desempenho, com 19 senadores eleitos, enquanto o Novo conquistou três cadeiras.

O PL conseguiu eleger os dois senadores em quatro unidades da Federação. No Distrito Federal, venceram Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Em Mato Grosso do Sul, foram eleitos Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.

No Rio de Janeiro, Carlos Portinho e Carlos Jordy conquistaram as duas vagas. Em Santa Catarina, o partido repetiu o resultado com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.

Legenda também elegeu Márcio Bittar, no Acre; Nicoletti,

A legenda também elegeu Márcio Bittar, no Acre; Nicoletti, em Roraima; Fernando Máximo e Bruno Scheid, em Rondônia; Eduardo Gomes, no Tocantins; Gustavo Gayer, em Goiás; José Medeiros, em Mato Grosso; Domingos Sávio, em Minas Gerais; André do Prado, em São Paulo; Filipe Barros, no Paraná; e Ubiratan Sanderson, no Rio Grande do Sul.

O Novo conquistou as outras três cadeiras desse grupo. Lahesio Bonfim venceu no Maranhão; Deltan Dallagnol, no Paraná; e Marcel van Hattem, no Rio Grande do Sul.

Com isso, PL e Novo elegeram senadores nas cinco regiões do país. O PL teve o melhor desempenho no Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul, onde também conseguiu as quatro dobradinhas.

A renovação deste ano alcançou dois terços do Senado. Os 54 eleitos terão mandato de oito anos, de 2027 a 2035. Eles se juntarão aos 27 senadores escolhidos em 2022, cujos mandatos terminam em 2031.

O resultado da direita não se restringe aos candidatos eleitos pelas duas legendas. Há vencedores de outros partidos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência .

Em São Paulo, Guilherme Derrite, eleito pelo PP, declarou apoio a Flávio. Durante a campanha, afirmou que sua entrada no Progressistas ocorreu sob a condição de poder manter esse apoio.

Derrite chegou a dizer que havia “possibilidade zero” de o PP paulista não apoiar o candidato do PL.

No Amazonas, Plínio Valério, do PSDB, declarou que votaria em Flávio para presidente. A posição na disputa nacional não significou uma aliança automática com o PL no Estado , onde Plínio manteve a própria composição política.

Em Roraima, Teresa Surita, do MDB, declarou apoio a Flávio meses antes da votação. Ela conquistou uma das duas vagas. A outra ficou com Nicoletti, do PL.

No Espírito Santo, Evair de Melo, do Republicanos, também apoiou Flávio e foi eleito senador.

No Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim, do Podemos, declarou apoio ao candidato do PL. Em outro momento da campanha, afirmou estar “retraído” em relação a Flávio, mas disse que não havia retirado o apoio.

No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem mudou o voto presidencial nos últimos dias da campanha. O candidato do Novo havia apoiado Romeu Zema, seu correligionário, mas anunciou que votaria em Flávio no primeiro turno.

Ubiratan Sanderson, eleito pelo PL no mesmo Estado, também declarou apoio ao candidato.

A direita tratou a renovação do Senado como uma oportunidade de aumentar a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente sobre Alexandre de Moraes.

O ministro acumulava 67 pedidos de impeachment no Congresso em setembro. Naquele mês, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que havia 109 pedidos contra ministros do STF.

Moraes tornou-se o principal alvo depois de anos de embates com parlamentares da oposição e, mais recentemente, da divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro no contexto do escândalo do Banco Master.

O assunto entrou na campanha eleitoral. Em agosto, Flávio Bolsonaro reuniu candidatos ao Senado em Brasília e perguntou aos presentes se eram favoráveis ao impeachment de Moraes.

Entre os participantes estavam Bia Kicis (PL-DF), Evair de Melo (Republicanos-ES), Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Guilherme Derrite (PP-SP). Os candidatos responderam afirmativamente. Os quatro foram eleitos neste domingo.

Em resumo

O que aconteceu?

O Novo e o Partido Liberal (PL) conquistaram 22 das 54 cadeiras do Senado em disputa neste domingo, 4. Esse resultado corresponde a mais de 40% das vagas renovadas. A legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro respondeu pela maior parte desse desempenho, com 19 senadores eleitos, enquanto o Novo conquistou três cadeiras.

Qual é o ponto principal?

O PL conseguiu eleger os dois senadores em quatro unidades da Federação. No Distrito Federal, venceram Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Em Mato Grosso do Sul, foram eleitos Reinaldo Azambuja e Capitão Contar. No Rio de Janeiro, Carlos Portinho e Carlos Jordy conquistaram as duas vagas. Em Santa Catarina, o partido repetiu o resultado com Carol de Toni e Carlo

Quais são os dados mais importantes?

A legenda também elegeu Márcio Bittar, no Acre; Nicoletti, em Roraima; Fernando Máximo e Bruno Scheid, em Rondônia; Eduardo Gomes, no Tocantins; Gustavo Gayer, em Goiás; José Medeiros, em Mato Grosso; Domingos Sávio, em Minas Gerais; André do Prado, em São Paulo; Filipe Barros, no Paraná; e Ubiratan Sanderson, no Rio Grande do Sul.

Qual é o contexto?

O Novo conquistou as outras três cadeiras desse grupo. Lahesio Bonfim venceu no Maranhão; Deltan Dallagnol, no Paraná; e Marcel van Hattem, no Rio Grande do Sul.

Quais são os próximos desdobramentos?

Com isso, PL e Novo elegeram senadores nas cinco regiões do país. O PL teve o melhor desempenho no Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul, onde também conseguiu as quatro dobradinhas.

Fontes