Política Nacional · 2026-10-13 · Redação Notícia ES

Direita muda posição e fim da escala 6x1 deve avançar no Senado

Oposição abandona estratégia de obstrução e deve apoiar PEC após avaliar risco eleitoral de votar contra proposta

Direita muda posição e fim da escala 6x1 deve avançar no Senado
Direita muda posição e fim da escala 6x1 deve avançar no Senado

A oposição no Senado mudou de estratégia e passou a indicar apoio à PEC que reduz a jornada semanal e acaba com a escala 6×1. A tendência aumenta as chances de aprovação da proposta antes do segundo turno da eleição presidencial.

Até a semana passada, senadores de direita discutiam formas

Até a semana passada, senadores de direita discutiam formas de adiar a votação para depois de 25 de outubro. Entre as alternativas estavam obstruir as sessões ou aprovar alguma emenda que obrigasse o texto a voltar para a Câmara.

A avaliação mudou nos últimos dias. Interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) passaram a considerar que uma posição contrária à PEC poderia gerar desgaste maior do que uma eventual aprovação que beneficiasse politicamente Lula (PT) na reta final das eleições.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu manter a proposta na pauta. A votação em primeiro turno estava inicialmente prevista para quarta-feira (14), mas líderes governistas e de oposição avaliam que pode ocorrer apenas na quinta (15).

PEC precisa de pelo menos 49 votos, em dois

A PEC precisa de pelo menos 49 votos, em dois turnos, para ser aprovada no Senado.

O texto já passou pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, estabelece duas folgas por semana e proíbe redução salarial.

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O petista voltou a cobrar um posicionamento do opositor na corrida à presidência em segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), que é senador, sobre o tema

Antes do primeiro turno, a principal preocupação da oposição era entregar a Lula uma bandeira de forte apelo popular durante a campanha.

Na semana passada, senadores de PL, PP e Republicanos ainda discutiam adiar a votação.

A avaliação era de que a aprovação poderia ajudar Lula, embora já admitissem que a maioria da oposição era favorável ao mérito da proposta.

Agora, a avaliação predominante é que bloquear a PEC pode produzir um custo próprio para Flávio.

O candidato evitou até o fim de semana declarar como votaria. Na semana passada, classificou a discussão como eleitoreira e disse ser favorável a mais tempo de descanso para os trabalhadores, mas defendeu que mudanças considerem efeitos sobre emprego e renda.

No domingo, voltou a não responder diretamente se apoiaria a PEC.

A mudança de postura não significa que as críticas da oposição desapareceram. Senadores de direita questionam principalmente a obrigação de duas folgas semanais e os efeitos da regra sobre setores com jornadas específicas.

Tereza Cristina (PP-MS), por exemplo, afirmou que a redução da carga horária está praticamente pacificada, mas defendeu ajustes para preservar regimes especiais.

Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, apresentou uma proposta alternativa baseada em remuneração por hora e maior liberdade para acordos individuais sobre a jornada.

A disputa, portanto, tende a sair da tentativa de impedir a votação e se concentrar no formato da mudança.

Para o governo, a aprovação antes do segundo turno continua sendo uma oportunidade de colocar a redução da jornada no centro da campanha.

Para a oposição, o novo cálculo é evitar que a votação transforme o PL em alvo de uma agenda com apoio popular expressivo.

Em resumo

O que aconteceu?

A oposição no Senado mudou de estratégia e passou a indicar apoio à PEC que reduz a jornada semanal e acaba com a escala 6×1. A tendência aumenta as chances de aprovação da proposta antes do segundo turno da eleição presidencial.

Qual é o ponto principal?

Até a semana passada, senadores de direita discutiam formas de adiar a votação para depois de 25 de outubro. Entre as alternativas estavam obstruir as sessões ou aprovar alguma emenda que obrigasse o texto a voltar para a Câmara.

Quais são os dados mais importantes?

A avaliação mudou nos últimos dias. Interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) passaram a considerar que uma posição contrária à PEC poderia gerar desgaste maior do que uma eventual aprovação que beneficiasse politicamente Lula (PT) na reta final das eleições.

Qual é o contexto?

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu manter a proposta na pauta. A votação em primeiro turno estava inicialmente prevista para quarta-feira (14), mas líderes governistas e de oposição avaliam que pode ocorrer apenas na quinta (15).

Quais são os próximos desdobramentos?

A PEC precisa de pelo menos 49 votos, em dois turnos, para ser aprovada no Senado.

Fontes