Cultura · 2026-11-01 · Redação Notícia ES

Direita perde eleições por ignorar a ‘guerra cultural’, afirma deputado

Claudio Branchieri diz que conservadores precisam investir em cinema, educação e literatura para enfrentar influência da esquerda

Direita perde eleições por ignorar a ‘guerra cultural’, afirma deputado
Direita perde eleições por ignorar a ‘guerra cultural’, afirma deputado

O deputado estadual Claudio Branchieri (PL-RS) afirmou que a direita brasileira perdeu as eleições presidenciais porque concentrou a campanha em indicadores econômicos e deixou de disputar espaços na cultura.

As informações principais do assunto

Em vídeo divulgado neste sábado, 31, nas redes sociais, o parlamentar disse que os conservadores deveriam investir em filmes, livros, universidades e formação de professores.

“O erro fatal da direita foi focar apenas na economia”, declarou Branchieri, ao citar a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário.

De acordo com o deputado, apresentar dados sobre inflação, desemprego e endividamento não é suficiente para convencer eleitores que já possuem uma visão política consolidada.

Contexto e informações complementares

“Enquanto discutíamos PIB, juros e empregos, eles venciam esta guerra”, disse Branchieri, em referência à esquerda.

Para explicar o argumento, o parlamentar citou o filósofo comunista italiano Antonio Gramsci, conhecido pelos estudos sobre hegemonia cultural.

Na interpretação de Branchieri, a esquerda compreendeu que precisava conquistar influência sobre a sociedade antes de alcançar o poder político. “Quem domina a cultura, controla a narrativa”, ensinou.

O deputado também mencionou os pensadores Max Horkheimer, Theodor Adorno e Herbert Marcuse, associados à Escola de Frankfurt.

Ele atribuiu a essas correntes intelectuais parte das mudanças culturais que critica, sobretudo em relação à religião, à família e ao patriotismo.

“A revolução marxista não viria pela luta de classes, viria pela escola, pela arte, pela imprensa”, observou.

Branchieri disse que a esquerda ampliou a presença nas universidades, nas editoras, no jornalismo e na indústria cinematográfica enquanto a direita priorizava a economia.

“Enquanto a direita fingia que isso não existia, a esquerda ocupava a universidade, formava professores, dominava as editoras, pautava os jornais, controlava até o critério do Oscar”, afirmou.

Branchieri mencionou o filme Dark Horse , que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, para defender a participação dos conservadores na produção audiovisual.

“Se não contarmos a história de Bolsonaro, vai prevalecer a tese do genocida, do golpista”, disse o parlamentar.

O longa-metragem foi idealizado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial da Cultura do governo Bolsonaro. A direção é do cineasta Cyrus Nowrasteh, e o ator norte-americano Jim Caviezel interpreta o ex-presidente.

Em setembro, a Polícia Federal (PF) realizou uma operação para apurar suspeitas de desvio de emendas parlamentares e outras irregularidades relacionadas à produção do filme.

Frias e representantes da produtora Go Up Entertainment estiveram entre os alvos. O deputado federal negou irregularidades e afirmou que os recursos de suas emendas tiveram destinação social.

Na parte final do vídeo, Branchieri afirmou que a direita precisa ampliar a atuação para além das campanhas eleitorais e dos debates econômicos. “A direita precisa entrar no jogo da cultura”, declarou.

“Formar professores com coragem, produzir filmes, escrever livros que não sejam panfletos, ocupar a universidade, usar as redes sociais com inteligência.”

O parlamentar também citou o filósofo Olavo de Carvalho ao defender uma postura mais ativa dos conservadores na divulgação de suas ideias.

Para Branchieri, a disputa política depende da capacidade de influenciar valores e interpretações da realidade. “A guerra nunca foi só política ou econômica”, salientou.

“É uma disputa pela alma do povo, pelo domínio da narrativa.”

O deputado encerrou a gravação com o argumento de que a direita continuará perdendo eleições se não dedicar à cultura a mesma atenção que concede à economia.

Em resumo

O que aconteceu?

O deputado estadual Claudio Branchieri (PL-RS) afirmou que a direita brasileira perdeu as eleições presidenciais porque concentrou a campanha em indicadores econômicos e deixou de disputar espaços na cultura.

Qual é o ponto principal?

“O erro fatal da direita foi focar apenas na economia”, declarou Branchieri, ao citar a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário.

Quais são os dados mais importantes?

De acordo com o deputado, apresentar dados sobre inflação, desemprego e endividamento não é suficiente para convencer eleitores que já possuem uma visão política consolidada. “Enquanto discutíamos PIB, juros e empregos, eles venciam esta guerra”, disse Branchieri, em referência à esquerda.

Qual é o contexto?

Para explicar o argumento, o parlamentar citou o filósofo comunista italiano Antonio Gramsci, conhecido pelos estudos sobre hegemonia cultural. Na interpretação de Branchieri, a esquerda compreendeu que precisava conquistar influência sobre a sociedade antes de alcançar o poder político. “Quem domina a cultura, controla a narrativa”, ensinou.

Quais são os próximos desdobramentos?

O deputado também mencionou os pensadores Max Horkheimer, Theodor Adorno e Herbert Marcuse, associados à Escola de Frankfurt. Ele atribuiu a essas correntes intelectuais parte das mudanças culturais que critica, sobretudo em relação à religião, à família e ao patriotismo.

Fontes