Disney diz que Trump pratica censura e viola Constituição
Em julgamento, empresa afirma que alterou decisões por receio de represálias do governo, citando "dano irreparável". Leia no Poder360.

Em julgamento, empresa afirma que alterou decisões editoriais por receio de represálias do governo, citando “dano irreparável”
Walt Disney Company pediu nesta 3ª feira (6
A Walt Disney Company pediu nesta 3ª feira (6.out.2026) à Justiça federal dos Estados Unidos o bloqueio da renovação antecipada das licenças de 8 emissoras de TV da ABC , que pertence à empresa.
A ação foi movida sob o argumento de que o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) tenta censurar e punir a companhia por produzir conteúdo do qual discorda.
Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD . Inscreva-se Inscreva-se
Audiência, a 1ª do processo aberto em agosto
Segundo o The Guardian , a audiência, a 1ª do processo aberto em agosto contra a FCC (Comissão Federal de Comunicações), durou cerca de 2 horas no Tribunal do Distrito de Columbia .
A Disney e o grupo de emissoras da ABC foram à Justiça para impedir que a FCC adote novas medidas de punição ou pressão contra a empresa.
A advogada Beth Wilkinson, que representa a ABC , afirmou à juíza Loren AliKhan que as ações da FCC violam a Constituição norte-americana. Segundo ela, a emissora já alterou decisões editoriais por receio de represálias do governo.
Ela argumentou que a ABC enfrenta um “efeito inibidor” que afeta seu processo editorial. Como exemplo, disse que a emissora tem evitado dar espaço a políticos ou tomar decisões de programação que possam irritar o presidente e o chefe da FCC, Brendan Carr .
“Esse efeito inibidor está acontecendo e vai acontecer todos os dias” , disse. Segundo ela, a situação provoca “dano irreparável” à emissora e à sua capacidade de transmitir notícias independentes em benefício do público norte-americano.
A ABC disse que deixou de receber políticos no programa diurno “The View” e optou por transmitir no YouTube uma entrevista conduzida por Jimmy Kimmel com o candidato ao Senado pelo Texas James Talarico (Partido Democrata), em vez de exibi-la na televisão.
Segundo a emissora, a decisão foi tomada “porque a FCC não tem controle sobre o YouTube” .
A FCC determinou que a ABC solicitasse a renovação das licenças de suas emissoras locais com anos de antecedência. O órgão regulador relacionou a medida a uma investigação sobre práticas de contratação da Disney, incluindo políticas de diversidade, equidade e inclusão.
Dimitar Georgiev, advogado da FCC, argumentou que “não há razão para acreditar que a ordem de renovação antecipada tenha provocado mudanças nas decisões editoriais” da emissora.
Ele também afirmou que o Tribunal do Distrito de Columbia não seria a jurisdição adequada para o caso e que a ABC poderia recorrer de eventual decisão desfavorável ao Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia.
A juíza AliKhan questionou por que a comissão só concluiu há poucos meses que as respostas da Disney às solicitações de documentos eram “insuficientes” , se a investigação sobre práticas trabalhistas havia sido aberta no ano anterior.
A juíza também perguntou por que a empresa foi obrigada a apresentar pedidos de renovação para as 8 emissoras ao mesmo tempo.
A magistrada encerrou a audiência sem tomar uma decisão.
Em resumo
Em julgamento, empresa afirma que alterou decisões editoriais por receio de represálias do governo, citando “dano irreparável”
A Walt Disney Company pediu nesta 3ª feira (6.out.2026) à Justiça federal dos Estados Unidos o bloqueio da renovação antecipada das licenças de 8 emissoras de TV da ABC , que pertence à empresa.
A ação foi movida sob o argumento de que o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) tenta censurar e punir a companhia por produzir conteúdo do qual discorda.
Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD . Inscreva-se Inscreva-se
Segundo o The Guardian , a audiência, a 1ª do processo aberto em agosto contra a FCC (Comissão Federal de Comunicações), durou cerca de 2 horas no Tribunal do Distrito de Columbia .