Dívida bruta deve chegar a 83,7% do PIB no fim de 2026
Relatório aponta R$ 2,27 trilhões em ações judiciais e alerta para efeitos de decisões judiciais nas contas públicas.

Tesouro estima alta de 5,1 pontos percentuais no ano e dívida de 86,3% do PIB em 2036, com riscos de piora
Dados e contexto do setor
A dívida bruta do governo geral deve alcançar 83,7% do Produto Interno Bruto no fim de 2026 , segundo estimativa do Tesouro Nacional.
O percentual representa uma alta de 5,1 pontos percentuais em relação ao encerramento de 2025.
O avanço indica maior pressão sobre as contas públicas e amplia a exposição do governo ao custo dos juros e às mudanças no desempenho da economia.
Impactos e informações adicionais
A estimativa consta da 8ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União , divulgada nesta 3ª feira (3.nov.2026). Leia a íntegra (PDF – 2 MB).
O documento analisa como alterações nos juros, na inflação, no câmbio e na atividade econômica podem afetar a trajetória da dívida pública e a capacidade do governo de cumprir suas obrigações.
A dívida bruta reúne os compromissos financeiros do governo federal, dos Estados e dos municípios. Sua relação com o PIB é um dos principais indicadores utilizados para avaliar a sustentabilidade das contas públicas.
Pelas estimativas do Tesouro, o endividamento brasileiro continuará elevado na próxima década.
No cenário de referência, a DBGG chegará a 86,3% do PIB em 2036 .
O relatório também apresenta cenários de risco que consideram mudanças desfavoráveis nas condições econômicas. Na hipótese de combinação de choques macroeconômicos, a dívida poderá ficar 17,1 pontos percentuais acima da trajetória de referência em 2036 .
Isso significa que, nesse cenário adverso, a DBGG poderia alcançar, aproximadamente, 103,4% do PIB ao final do período, resultado obtido pela soma do impacto estimado à trajetória de referência.
A trajetória da dívida depende de fatores como o custo dos juros, o crescimento econômico e os resultados fiscais do governo.
Juros mais elevados aumentam as despesas financeiras e dificultam a estabilização do endividamento. Já um crescimento menor da economia reduz a arrecadação e limita a expansão do PIB, utilizado como referência no cálculo do indicador.
O Tesouro afirma que as mudanças nas variáveis macroeconômicas também afetam diretamente as receitas federais.
Segundo o relatório, 94,6% das receitas primárias da União apresentam sensibilidade a fatores econômicos.
Uma variação de 1 ponto percentual no crescimento real do PIB pode alterar a arrecadação em R$ 16,6 bilhões. Uma mudança de igual magnitude na inflação tem impacto estimado de R$ 15 bilhões. Para o câmbio, o efeito calculado é de R$ 2,5 bilhões.
Essas oscilações podem comprometer o cumprimento das metas fiscais e aumentar a necessidade de financiamento do setor público.
Além das projeções para a dívida pública, o Tesouro identificou R$ 4,87 trilhões em exposição a riscos fiscais específicos em 2025 .
Em resumo
Tesouro estima alta de 5,1 pontos percentuais no ano e dívida de 86,3% do PIB em 2036, com riscos de piora
A dívida bruta do governo geral deve alcançar 83,7% do Produto Interno Bruto no fim de 2026 , segundo estimativa do Tesouro Nacional. O percentual representa uma alta de 5,1 pontos percentuais em relação ao encerramento de 2025.
A estimativa consta da 8ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União , divulgada nesta 3ª feira (3.nov.2026). Leia a íntegra (PDF – 2 MB).
O documento analisa como alterações nos juros, na inflação, no câmbio e na atividade econômica podem afetar a trajetória da dívida pública e a capacidade do governo de cumprir suas obrigações.
A dívida bruta reúne os compromissos financeiros do governo federal, dos Estados e dos municípios. Sua relação com o PIB é um dos principais indicadores utilizados para avaliar a sustentabilidade das contas públicas.