Dívida pública avança a 82,9% do PIB e bate R$ 11 trilhões sob Lula
Indicador disparou mais de 11 pontos porcentuais desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Também teve passagens por Metrópoles, InfoMoney, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura. É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”.
Dívida bruta do setor público brasileiro atingiu R$ 11,1
A dívida bruta do setor público brasileiro atingiu R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, representando 82,9% do PIB, conforme dados do Banco Central divulgados em 30 de setembro. Desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2023, a dívida aumentou 11,2 pontos porcentuais, comparada a dezembro de 2022. A Dívida Líquida do Setor Público ficou em 69,3% do PIB, e o setor registrou um déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, com um total de R$ 82,1 bilhões de déficit acumulado no ano
A dívida bruta do setor público do Brasil permanece em trajetória ascendente sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 30, pelo Banco Central (BC) , o indicador chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto deste ano, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
A Dívida Bruta do Governo Geral é o valor total de todas as contas que o governo precisa pagar. O índice soma as dívidas do governo federal, dos Estados e dos municípios com bancos, pessoas físicas e outros países, sem descontar o que a União tem guardado em dinheiro ou reservas.
Trata-se, em linhas gerais, de uma espécie de termômetro
Trata-se, em linhas gerais, de uma espécie de termômetro sobre a solvência do país — ou seja, sobre sua capacidade de honrar os compromissos financeiros. Quanto mais alto o índice, maior o risco de um eventual calote em uma conjuntura mais desfavorável no futuro.
Os dados do BC mostram que a dívida pública brasileira vem escalando desde o início do terceiro mandato de Lula na Presidência da República, em janeiro de 2023.
Ao final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em dezembro de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Ou seja, o avanço foi de 11,2 pontos porcentuais no período.
De acordo com o BC, também é o maior patamar da dívida pública do Brasil em relação ao PIB desde março de 2021, no auge da pandemia de covid-19.
O resultado já se aproxima do recorde histórico registrado pelo país, de 87,6% do PIB, em outubro de 2020, também durante a pandemia.
No acumulado deste ano, segundo os dados do BC, a dívida bruta brasileira subiu 6,1 pontos porcentuais.
Já a Dívida Líquida do Setor Público não financeiro ficou em 69,3% do PIB em agosto de 2026 (R$ 9,2 trilhões). No mês anterior, era de 69,1% (cerca de R$ 9,16 trilhões).
A Dívida Líquida do Setor Público é o valor total das obrigações financeiras do governo menos os seus créditos. O índice engloba os dados da União, de Estados, municípios, BC e empresas estatais e mostra o tamanho real do endividamento do país perante o setor privado e o exterior.
Em resumo
Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Também teve passagens por Metrópoles, InfoMoney, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deput
A dívida bruta do setor público brasileiro atingiu R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, representando 82,9% do PIB, conforme dados do Banco Central divulgados em 30 de setembro. Desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2023, a dívida aumentou 11,2 pontos porcentuais, comparada a dezembro de 2022. A Dívida Líquida do Setor
A dívida bruta do setor público do Brasil permanece em trajetória ascendente sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 30, pelo Banco Central (BC) , o indicador chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto deste ano, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
A Dívida Bruta do Governo Geral é o valor total de todas as contas que o governo precisa pagar. O índice soma as dívidas do governo federal, dos Estados e dos municípios com bancos, pessoas físicas e outros países, sem descontar o que a União tem guardado em dinheiro ou reservas.
Trata-se, em linhas gerais, de uma espécie de termômetro sobre a solvência do país — ou seja, sobre sua capacidade de honrar os compromissos financeiros. Quanto mais alto o índice, maior o risco de um eventual calote em uma conjuntura mais desfavorável no futuro.