Dólar recua no dia, mas avança 1,75% na semana
Moeda fechou a sexta-feira a R$ 5,073, com baixa próxima de 0,3%, mas acumulou valorização semanal em meio à cautela externa e eleitoral.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (16) cotado a R$ 5,073 para venda, com recuo próximo de 0,3% no dia. A baixa não apagou o movimento da semana: a moeda norte-americana acumulou valorização de 1,75% frente ao real.
O fechamento foi informado pelo InfoMoney e confirmado por levantamentos da Folha de S.Paulo e do UOL. As pequenas diferenças de arredondamento entre R$ 5,072 e R$ 5,073 decorrem da forma como cada serviço apresenta a cotação final, sem alterar a direção do pregão.
A sessão combinou dois vetores. No exterior, o dólar perdeu força diante de outras moedas; no Brasil, investidores acompanharam pesquisas sobre o segundo turno presidencial e tentaram medir os possíveis efeitos do resultado eleitoral sobre contas públicas, inflação e juros.
Semana termina com cautela
Durante a sexta-feira, a cotação oscilou perto da estabilidade. O InfoMoney registrou mínima de R$ 5,0686 e máxima de R$ 5,0958, enquanto o mercado reagia a novas sondagens eleitorais e ao ambiente internacional. O movimento intradiário mostra que a queda do fechamento foi pequena, embora consistente com o enfraquecimento global da moeda.
Na semana, porém, prevaleceu a valorização de 1,75%. O avanço ocorreu depois de sessões marcadas por receio de juros mais altos nos Estados Unidos e pela incerteza sobre a política econômica brasileira a partir de 2027. No acumulado de 2026, o dólar ainda registra queda de 7,58%, segundo os números divulgados pelo InfoMoney.
A disputa presidencial entrou no preço dos ativos porque os candidatos apresentam prioridades fiscais diferentes. Pesquisas publicadas ao longo da semana indicaram corrida apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Esse quadro elevou a sensibilidade do câmbio a declarações de campanha, mas não permite atribuir cada oscilação a um único fato político.
Atividade econômica entra no radar
O mercado também recebeu o IBC-Br de agosto, indicador do Banco Central usado como referência para acompanhar o ritmo da economia. O índice avançou 0,3% em relação a julho, na série com ajuste sazonal, resultado que ficou próximo das projeções e reforçou a leitura de perda de fôlego no segundo semestre.
A combinação entre atividade, inflação esperada e câmbio influencia as apostas para a taxa Selic. Uma moeda mais cara pode pressionar preços de produtos importados e insumos, enquanto uma desaceleração econômica tende a abrir espaço para cortes de juros. Os investidores, por isso, observam os dois sinais ao mesmo tempo.
Para consumidores e empresas, a cotação afeta viagens, compras internacionais, combustíveis, máquinas e contratos indexados à moeda norte-americana. O fechamento abaixo de R$ 5,08 reduz parte da pressão imediata, mas a alta semanal mostra que o mercado continua sujeito a mudanças rápidas de expectativa.
Os próximos pregões devem continuar refletindo dados dos Estados Unidos, decisões de bancos centrais e a evolução da campanha presidencial. O resultado desta sexta-feira oferece uma fotografia do dia, não uma garantia de tendência: o dólar caiu na sessão, subiu na semana e permanece abaixo do nível observado no início do ano.
Em resumo
O dólar comercial encerrou a sexta-feira cotado a R$ 5,073 para venda.
A moeda recuou aproximadamente 0,3% no pregão.
Apesar da queda diária, o dólar acumulou alta de 1,75% na semana.
O enfraquecimento externo do dólar, as pesquisas eleitorais e as expectativas sobre juros e política fiscal influenciaram o mercado.
Segundo o InfoMoney, a moeda ainda acumula queda de 7,58% no ano.