Política Nacional · 2026-11-07 · Redação Notícia ES

Dólar sobe 10% após eleição; bancos veem exagero e Congresso como contrapeso

Dólar acumula alta de 10% após reeleição de Lula, mas bancos estrangeiros veem espaço para recuperação do real. Confira projeções para câmbio.

Dólar sobe 10% após eleição; bancos veem exagero e Congresso como contrapeso
Dólar sobe 10% após eleição; bancos veem exagero e Congresso como contrapeso

A forte desvalorização do real após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi considerada exagerada por economistas e estrategistas de grandes instituições financeiras internacionais , que veem espaço para uma recuperação parcial da moeda brasileira.

O contexto do cenário político

Na avaliação desses profissionais, um ajuste das contas públicas e a presença de um Congresso de perfil mais conservador podem ajudar a limitar uma agenda fiscal expansionista. Apesar das incertezas, a visão sobre o real permanece, em geral, construtiva.

Desde o último pregão antes do segundo turno, em 23 de outubro, o dólar acumulou alta de 10,33% frente ao real , passando a apresentar leve valorização no ano.

Apenas na primeira semana após a reeleição de Lula, a moeda americana subiu mais de 9% frente ao real , registrando a maior valorização semanal desde o fim de outubro de 2008, no auge da crise financeira global desencadeada pelo colapso do setor imobiliário americano.

Informações e repercussões do episódio

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“Esta depreciação não foi inesperada, afinal, o resultado eleitoral representou o pior cenário para participantes do mercado.

Flávio Bolsonaro, que liderou de forma surpreendente o primeiro turno, prometeu pôr a política fiscal nos trilhos”, afirma o analista de câmbio Michael Pfister, do banco alemão Commerzbank.

“É provável que os mercados tenham precificado o risco de uma política fiscal mais frouxa, depois que Lula permitiu a alta do déficit e fez uma série de promessas.”

Pfister classifica a depreciação do real como aguda e pondera que pode haver uma correção no curto prazo, à medida que o resultado da eleição seja assimilado pelos investidores.

No médio prazo, o fator-chave para o comportamento da taxa de câmbio será a capacidade de Lula de implementar um ajuste fiscal crível e conduzir uma agenda de reformas econômicas.

“Por ora, estamos mantendo nossa projeção para o dólar em R$ 5,20 no fim do ano”, afirma.

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O economista-chefe de mercados emergentes da Capital Economics, William Jackson, trabalha com a perspectiva de uma política fiscal um pouco mais conservadora em 2027.

Ele observa, porém, que o governo discute, por enquanto, “apenas um resultado primário modestamente mais ambicioso”, enquanto o nome do futuro ministro da Fazenda ainda não foi anunciado.

“Lula vai ser constrangido pela guinada à direita no Congresso e pela necessidade de reduzir os juros. Caso contrário, os custos do serviço da dívida aumentarão ainda mais”, afirma Jackson.

O economista elevou sua projeção para o dólar no fim do ano de R$ 5,40 para R$ 5,50 , passando a trabalhar com um real um pouco mais depreciado.

“Nossas previsões se baseiam na manutenção do status quo e não trazem um julgamento sobre o resultado da eleição.”

Em resumo

O que aconteceu?

A forte desvalorização do real após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi considerada exagerada por economistas e estrategistas de grandes instituições financeiras internacionais , que veem espaço para uma recuperação parcial da moeda brasileira.

Qual é o ponto principal?

Na avaliação desses profissionais, um ajuste das contas públicas e a presença de um Congresso de perfil mais conservador podem ajudar a limitar uma agenda fiscal expansionista. Apesar das incertezas, a visão sobre o real permanece, em geral, construtiva.

Quais são os dados mais importantes?

Desde o último pregão antes do segundo turno, em 23 de outubro, o dólar acumulou alta de 10,33% frente ao real , passando a apresentar leve valorização no ano.

Qual é o contexto?

Apenas na primeira semana após a reeleição de Lula, a moeda americana subiu mais de 9% frente ao real , registrando a maior valorização semanal desde o fim de outubro de 2008, no auge da crise financeira global desencadeada pelo colapso do setor imobiliário americano.

Quais são os próximos desdobramentos?

Thiago de Aragão, durante participação na Conferência MBA Brasil, disse que distritos democratas vão pressionar mais o presidente dos EUA, Donald Trump

Fontes