Economia · 2026-11-08 · Redação Notícia ES

Economia lidera preocupações com 4º governo Lula, aponta Quaest

Para 27% dos eleitores, gastos públicos e juros são o principal temor; segurança vem em segundo, com 17%

Economia lidera preocupações com 4º governo Lula, aponta Quaest
Economia lidera preocupações com 4º governo Lula, aponta Quaest

Uma pesquisa da Quaest, divulgada em 8 de novembro de 2026, revela que 48% dos brasileiros estão mais preocupados que otimistas em relação ao futuro sob o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a economia sendo a principal fonte de inquietação para 27% dos entrevistados.

Dados e contexto do setor

A segurança pública e a corrupção também são preocupações significativas. A maioria dos eleitores prevê mais conflitos entre Lula e o Congresso, com 70% acreditando em um mandato mais conturbado.

A economia, sobretudo os gastos públicos, a dívida e os juros, é o principal temor dos brasileiros que se dizem preocupados com o futuro do país no novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo pesquisa Quaest divulgada neste domingo, 8, 48% dos eleitores estão mais preocupados que otimistas. Nesse grupo, 27% apontam a economia como a maior fonte de inquietação.

Impactos e informações adicionais

Os otimistas somam 44%, e 8% não souberam responder. O quadro é diferente do registrado em dezembro de 2022, logo depois da eleição anterior, quando 54% se diziam preocupados e 41% otimistas.

A segurança pública aparece em segundo lugar entre as preocupações, com 17%. O item reúne violência, facções criminosas, milícias e drogas.

Corrupção e escândalos empatam com a governabilidade e a relação com o Congresso , ambos com 12%. Educação (8%), saúde (7%), meio ambiente (5%) e relações exteriores (3%) completam a lista.

A economia lidera entre homens e mulheres, com 27% nos dois grupos. O peso do tema muda conforme a renda: entre os preocupados que ganham mais de cinco salários mínimos, chega a 30%; entre os que recebem até dois salários, cai para 20%.

Nessa faixa, empata com a violência, e a relação de Lula com o Congresso alcança 16%, ante 7% entre os mais ricos.

A divisão política pesa mais. Entre os eleitores de direita que não se declaram apoiadores de Jair Bolsonaro, 44% dos preocupados citam a economia.

No grupo que se identifica com o ex-presidente, a corrupção vem em primeiro, com 25%. Esse eleitorado é também o mais pessimista: 89% dizem estar preocupados com o futuro do país.

O humor sobre a economia piorou. Para os próximos 12 meses, 39% esperam melhora e outros 39% preveem piora. Em agosto, os otimistas eram 46%, e os pessimistas, 24%. Outros 19% acham que o cenário vai ficar igual.

1/ Começamos a divulgar hoje resultados da pesquisa "O Brasil depois das urnas”, um estudo pós-eleitoral conduzido pelo time de inteligência da @quaestpesquisa. Segue o fio para os primeiros resultados…

A maioria prevê um mandato mais conturbado no Legislativo . Para 70%, Lula terá mais conflito com o Congresso do que no último ano do atual governo, e só 18% esperam menos atrito. Em dezembro de 2022, 48% previam mais conflito no Congresso na comparação com o governo Bolsonaro.

Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), 46% apostam em mais conflito e 35% em menos. Há quatro anos, o cenário era inverso: 45% esperavam menos atrito com a corte e 33%, mais.

A aprovação do trabalho de Lula está em 48%, e a desaprovação, em 44%. A diferença de 4 pontos é a menor entre os presidentes reeleitos na primeira pesquisa depois da vitória. Em 2006, Lula tinha saldo de 38 pontos.

Dilma Rousseff, em 2014, registrava 18 pontos, e Fernando Henrique Cardoso, em 1998, dez.

Entre os atributos testados pela Quaest, 73% dizem que Lula é um líder forte e 61%, que ele sabe o que está fazendo. Para 57%, o presidente não é honesto; 34% afirmam o contrário. Apesar disso, 94% dizem torcer para que ele faça um bom governo, independentemente do voto.

Entre os 44% de otimistas, o item mais citado como motivo foi “a democracia e o combate ao bolsonarismo”, com 20%. Programas sociais e redução da desigualdade somaram 17%, e a regulação das bets e das redes sociais, 16%.

Economia, crescimento e infraestrutura ficaram com 6%, mesmo índice do combate à corrupção.

Quando perguntados sobre qual promessa de campanha deve ser a prioridade do novo governo, 17% escolheram o fim da escala 6×1. O imposto zero na cesta básica teve 16%, e a valorização do salário mínimo, 11%.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores, em entrevistas presenciais domiciliares, entre 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Em resumo

O que aconteceu?

Uma pesquisa da Quaest, divulgada em 8 de novembro de 2026, revela que 48% dos brasileiros estão mais preocupados que otimistas em relação ao futuro sob o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a economia sendo a principal fonte de inquietação para 27% dos entrevistados.

Qual é o ponto principal?

A economia, sobretudo os gastos públicos, a dívida e os juros, é o principal temor dos brasileiros que se dizem preocupados com o futuro do país no novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo pesquisa Quaest divulgada neste domingo, 8, 48% dos eleitores estão mais preocupados que otimistas.

Quais são os dados mais importantes?

Os otimistas somam 44%, e 8% não souberam responder. O quadro é diferente do registrado em dezembro de 2022, logo depois da eleição anterior, quando 54% se diziam preocupados e 41% otimistas.

Qual é o contexto?

A segurança pública aparece em segundo lugar entre as preocupações, com 17%. O item reúne violência, facções criminosas, milícias e drogas. Corrupção e escândalos empatam com a governabilidade e a relação com o Congresso , ambos com 12%. Educação (8%), saúde (7%), meio ambiente (5%) e relações exteriores (3%) completam a lista.

Quais são os próximos desdobramentos?

A economia lidera entre homens e mulheres, com 27% nos dois grupos. O peso do tema muda conforme a renda: entre os preocupados que ganham mais de cinco salários mínimos, chega a 30%; entre os que recebem até dois salários, cai para 20%. Nessa faixa, empata com a violência, e a relação de Lula com o Congresso alcança 16%, ante 7% entre os mais ricos.

Fontes