Política Nacional · 2026-10-03 · Redação Notícia ES

Eleição para o Senado tem PL em ascensão, centro isolado e nomes tradicionais em risco

Pesquisas indicam disputa aberta, com chance de viradas nos estados e alta renovação

Eleição para o Senado tem PL em ascensão, centro isolado e nomes tradicionais em risco
Eleição para o Senado tem PL em ascensão, centro isolado e nomes tradicionais em risco

Os eleitores vão às urnas neste domingo (4) para escolher 54 novos senadores em meio a um cenário que projeta uma ascensão do PL , uma provável redução das bancadas dos partidos de centro e políticos tradicionais em risco em suas tentativas de reeleição.

Senado será renovado em dois terços,

O Senado será renovado em dois terços, com a eleição de dois senadores em cada unidade da federação.

Pesquisas Quaest e Datafolha realizadas nas últimas duas semanas não apontam favoritos claros na maioria dos estados, o que indica chance de reviravoltas na reta final da campanha.

O PL, que tem dez senadores em meio de mandato, deve ampliar sua bancada de forma significativa.

Pesquisas apontam que ao menos 11 nomes do partido

Pesquisas apontam que ao menos 11 nomes do partido estão numericamente em primeiro ou segundo lugar nas pesquisas Quaest e Datafolha.

Outros 10 candidatos estão empatados com os líderes dentro da margem de erro e podem surpreender.

O partido busca uma maioria capaz de aprovar a anistia aos presos do 8 de janeiro e levar adiante uma das principais bandeiras da direita bolsonarista: o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A ofensiva contra o STF ganhou novo impulso nas últimas semanas, após a divulgação de detalhes de conversas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Nas últimas semanas, a direita tem feito movimentos para reduzir as divisões internas dentro do campo conservador. Ex-ministro de Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo) desistiu da candidatura ao Senado em São Paulo para apoiar André do Prado (PL) e Guilherme Derrite ( PP ).

A avaliação foi de que uma divisão dos votos da direita entre três candidatos poderia dar margem para a eleição de aliados de Lula , caso das ex-ministras Simone Tebet ( PSB ) e Marina Silva (Rede).

No Distrito Federal, houve um movimento semelhante: Ronaldo Fonseca (PSD) saiu do páreo para apoiar Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.

Na esquerda, o presidente Lula tem demonstrado preocupação com a divisão na base aliada na disputa pelas cadeiras na Casa legislativa . O petista criticou as candidaturas independentes e previu uma "crise sem precedente" caso tenha que cumprir um mandato com minoria no Senado.

A declaração foi dada após vaias ao candidato ao Senado Pedro Paulo (PSD) em um ato no Rio de Janeiro. Ele é companheiro de chapa da deputada Benedita da Silva ( PT ) ao cargo, mas parte da esquerda sinaliza apoio à vereadora Mônica Benício ( PSOL ).

O presidente repetiu a crítica em Belém, onde a base se divide entre Helder Barbalho ( MDB ), Chicão ( União Brasil ) e Celso Sabino (PDT) na disputa pelo Senado. No ato de campanha, o presidente sugeriu uma unificação com a retirada de uma das candidaturas.

Líder nas pesquisas para o Senado no Pará, Helder faz parte do grupo de ex-governadores que devem renovar o Senado.

Entre eles estão Renato Casagrande (PSB-ES), João Azevêdo (PSB-PB), Gladson Cameli (PP-AC), Mauro Mendes (União Brasil-MT), Rui Costa (PT-BA) e Reinaldo Azambuja (PL-MS).

Os partidos de centro enfrentam um cenário desafiador, imprensados diante da polarização entre esquerda e direita. O PSD tem 10 senadores em fim de mandato, mas apenas seis disputam a reeleição.

Entre eles estão nomes em dificuldades, caso de Carlos Fávaro (MT) e Sérgio Petecão (AC).

Nomes que eram considerados competitivos e cotados para disputar a Presidência, como Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS), desistiram de disputar a eleição para o Senado.

O MDB também tem 10 senadores, sendo 9 em fim de mandato. Mas aparece à frente com uma margem confortável apenas no Pará, com Helder Barbalho, e no Amazonas, com Eduardo Braga. Mas tem chances com nomes alinhados a Lula no Nordeste e ao bolsonarismo no Centro-Oeste.

Alguns medalhões do Senado também estão com a reeleição ameaçada, inclusive alguns dos nomes mais longevos na Casa.

Em resumo

O que aconteceu?

Os eleitores vão às urnas neste domingo (4) para escolher 54 novos senadores em meio a um cenário que projeta uma ascensão do PL , uma provável redução das bancadas dos partidos de centro e políticos tradicionais em risco em suas tentativas de reeleição.

Qual é o ponto principal?

O Senado será renovado em dois terços, com a eleição de dois senadores em cada unidade da federação. Pesquisas Quaest e Datafolha realizadas nas últimas duas semanas não apontam favoritos claros na maioria dos estados, o que indica chance de reviravoltas na reta final da campanha.

Quais são os dados mais importantes?

O PL, que tem dez senadores em meio de mandato, deve ampliar sua bancada de forma significativa. Pesquisas apontam que ao menos 11 nomes do partido estão numericamente em primeiro ou segundo lugar nas pesquisas Quaest e Datafolha. Outros 10 candidatos estão empatados com os líderes dentro da margem de erro e podem surpreender.

Qual é o contexto?

O partido busca uma maioria capaz de aprovar a anistia aos presos do 8 de janeiro e levar adiante uma das principais bandeiras da direita bolsonarista: o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Quais são os próximos desdobramentos?

A ofensiva contra o STF ganhou novo impulso nas últimas semanas, após a divulgação de detalhes de conversas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Fontes