Eleições 2026: como a vitória da direita radical na Colômbia provocou mudanças na campanha de Lula no segundo turno - BBC News Brasil
Reação ao resltado do primeiro turno foi semelhante ao que ocorreu na Colômbia, onde o direitista Abelardo de la Espriella conquistou a Presidência por uma estreita margem.

Acompanhe a apuração para presidente e governador em seu Estado e município com o mapa interativo da BBC News Brasil
Na noite do último dia 4 de outubro,
Na noite do último dia 4 de outubro, a esquerda brasileira acordou para o cenário que ela havia passado meses desconsiderando.
O senador de direita radical Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno da eleição presidencial brasileira cerca de dois milhões de votos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (47% a 45% dos votos válidos).
As pesquisas que haviam mostrado o presidente candidato à reeleição confortavelmente à frente na maior parte do ano iludiram sua campanha e seus apoiadores. E a campanha de Flávio passou rapidamente a transformar a surpresa em destino.
Em questão de dias, o senador começou a comentar
Em questão de dias, o senador começou a comentar quais seriam os seus ministros e suas prioridades de governo, como se o segundo turno fosse uma mera formalidade.
Este roteiro, em vários aspectos, foi tomado emprestado da Colômbia .
No dia 21 de junho, Abelardo de la Espriella conquistou a Presidência do país por uma diferença de cerca de 250 mil votos entre os mais de 25 milhões de eleitores.
Foram 49,7% a seu favor, contra 48,7% do candidato Iván Cepeda, em uma das eleições com maior índice de comparecimento da história do país.
Desde então, a direita vende este resultado como o ato inicial de uma nova onda regional, que o Brasil estaria destinado a acompanhar .
A narrativa da inevitabilidade sempre esteve errada, mas não o diagnóstico colombiano. A derrota de Cepeda demonstrou quatro variáveis constantemente mal gerenciadas pela esquerda latino-americana.
O que surpreende nas três últimas semanas é que a campanha de Lula, depois de tropeçar nas quatro questões, parece ter aprendido a lição.
E, nos dias que precederam a eleição deste domingo (25/10), a corrida presidencial se encontra em um empate técnico e o ímpeto do momento está do lado do atual presidente.
A primeira lição se refere à aritmética que afeta o governo que está no poder no momento.
Cepeda perdeu obtendo a maior votação absoluta já recebida pela esquerda colombiana. Sua derrota não foi o colapso da coalizão progressista, mas a descoberta do seu teto, em consequência do governo que estava de saída, do presidente Gustavo Petro.
Atualmente, nenhum presidente em exercício na América do Sul conta com o apoio da maioria da população.
O baixo crescimento econômico, restrições fiscais e a normalização do sentimento antiestablishment fizeram com que governar tivesse um alto custo eleitoral. E Lula, que teve aprovação menor que a rejeição por grande parte do terceiro mandato, não é exceção.
O primeiro turno demonstrou que construir a liderança com base em uma oposição fragmentada e enfraquecida por escândalos é diferente de ter um governo popular. E essa liderança evapora quando surge um adversário consolidado.
A resposta da campanha foi parar de conduzir um referendo e começar a apresentar uma escolha.
Em resumo
Acompanhe a apuração para presidente e governador em seu Estado e município com o mapa interativo da BBC News Brasil
Na noite do último dia 4 de outubro, a esquerda brasileira acordou para o cenário que ela havia passado meses desconsiderando.
O senador de direita radical Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno da eleição presidencial brasileira cerca de dois milhões de votos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (47% a 45% dos votos válidos).
As pesquisas que haviam mostrado o presidente candidato à reeleição confortavelmente à frente na maior parte do ano iludiram sua campanha e seus apoiadores. E a campanha de Flávio passou rapidamente a transformar a surpresa em destino.
Em questão de dias, o senador começou a comentar quais seriam os seus ministros e suas prioridades de governo, como se o segundo turno fosse uma mera formalidade.