Economia · 2026-10-28 · Redação Notícia ES

Empresa de transporte aéreo que leva Flávio Bolsonaro para os EUA é investigada por corrupção no governo Milei

O caso ANDIS apura suspeitas de direcionamento de contratos e sobrepreços na compra de medicamentos e insumos para pessoas com deficiência. A investigação alcança empresários, fornecedores e ex-integrantes do órgão público.

Empresa de transporte aéreo que leva Flávio Bolsonaro para os EUA é investigada por corrupção no governo Milei
Empresa de transporte aéreo que leva Flávio Bolsonaro para os EUA é investigada por corrupção no governo Milei

A empresa de taxi aéreo Baires Fly, que é dona do jatinho usado por Flávio Bolsonaro para ir da Argentina até os Estados Unidos, é alvo de uma investigação por corrupção diretamente no governo argentino de Javier Milei.

Ela é suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro

Ela é suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS), órgão do governo.

Segundo as apurações, a companhia teria recebido transferências milionárias de fornecedores beneficiados por contratações públicas e emitido notas fiscais por supostos serviços aeronáuticos para justificar as operações.

Em 2025, o jornal argentino Ámbito disse que a empresa recebeu 95,06 milhões de pesos argentinos em transferências de duas companhias, Prolite Orthopedics e Probock.

Baires tem como presidente e dono oficialmente Luis Grande

A Baires tem como presidente e dono oficialmente Luis Grande. Apesar disso, a Justiça e polícia argentina investiga se estaria sob o nome de Sergio Daniel Mastropietro.

Ele foi processado pela Justiça nas investigações sobre um suposto esquema de corrupção na Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS).

Em setembro de 2025, diz o veículo, Mastropietro havia enviado ao lobista Miguel Ángel Calvete os dados bancários da Baires Fly e pedido que fosse avisado quando o dinheiro fosse transferido.

Após as operações, Mastropietro encaminhou notas fiscais emitidas pela empresa às companhias envolvidas, com a descrição de compra de quilômetros nacionais para utilização em aeronaves.

A Justiça também identificou outras operações de faturamento entre a Baires Fly e fornecedores investigados no caso.

A hipótese é que a emissão de documentos comerciais tenha servido para dar aparência legal a recursos provenientes de contratos supostamente direcionados na ANDIS.

Os investigadores, porém, precisam demonstrar quais operações eram efetivamente irregulares e a origem dos valores movimentados.

O caso ANDIS apura suspeitas de direcionamento de contratos e sobrepreços na compra de medicamentos e insumos para pessoas com deficiência. A investigação alcança empresários, fornecedores e ex-integrantes do órgão público.

Mastropietro também é citado em registros de encontros com o então diretor da ANDIS, Diego Spagnuolo, e em conversas com Calvete sobre transferências e emissão de notas fiscais.

A Baires Fly também tem uma ligação documentada com Milei. Em novembro de 2023, após vencer a eleição presidencial, o então presidente eleito viajou a Nova York em um jato operado pela companhia.

Segundo o elDiarioAR, Luis Grande pilotou a aeronave.

Assessor político de Milei estava em aeroporto em que Flávio Bolsonaro pegou voo na Argentina, diz TV

O presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador Flávio Bolsonaro durante convenção do PL — Foto: Roberto Sungi/AtoPress/Agência O Globo

O assessor político do presidente argentino, Javier Milei, esteve no aeroporto em Iguazú, no mesmo momento em que Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao local ao lado da esposa e das filhas. Não há informações se eles conversaram.

A informação foi divulgada pelo canal argentino C5N. A TV argentina informou o senador Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira do Brasil com a Argentina em uma van na noite desta terça, e estava em uma fazenda em Foz do Iguaçu desde a noite anterior.

Nessa terça (27), parlamentares argentinos de oposição cobraram uma investigação para saber se o governo Milei colaborou com a fuga do aliado brasileiro.

Em resumo

O que aconteceu?

A empresa de taxi aéreo Baires Fly, que é dona do jatinho usado por Flávio Bolsonaro para ir da Argentina até os Estados Unidos, é alvo de uma investigação por corrupção diretamente no governo argentino de Javier Milei.

Qual é o ponto principal?

Ela é suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS), órgão do governo.

Quais são os dados mais importantes?

Segundo as apurações, a companhia teria recebido transferências milionárias de fornecedores beneficiados por contratações públicas e emitido notas fiscais por supostos serviços aeronáuticos para justificar as operações.

Qual é o contexto?

Em 2025, o jornal argentino Ámbito disse que a empresa recebeu 95,06 milhões de pesos argentinos em transferências de duas companhias, Prolite Orthopedics e Probock.

Quais são os próximos desdobramentos?

A Baires tem como presidente e dono oficialmente Luis Grande. Apesar disso, a Justiça e polícia argentina investiga se estaria sob o nome de Sergio Daniel Mastropietro. Ele foi processado pela Justiça nas investigações sobre um suposto esquema de corrupção na Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS).

Fontes