Política ES · 2026-10-21 · Redação Notícia ES

Erick Musso articula alianças para Pazolini

Presidente estadual do Republicanos amplia a base do candidato ao governo do Espírito Santo, mas termina a eleição sem mandato próprio.

Erick Musso articula alianças para Pazolini
Erick Musso articula alianças para Pazolini

Erick Musso assumiu papel central na articulação política de Lorenzo Pazolini na reta final do segundo turno no Espírito Santo. Presidente estadual do Republicanos, ele trabalha para atrair aliados de Ricardo Ferraço antes da votação marcada para domingo, 25 de outubro.

A movimentação foi descrita nesta quarta-feira (21) pela coluna de Vitor Vogas, em A Gazeta, e encontra confirmação em reportagem da Folha de S.Paulo sobre reuniões do Republicanos com dirigentes estaduais do PP e do União Brasil. Os dois partidos integram a federação que está formalmente na coligação de Ferraço.

Musso atua como secretário de Governo de Vitória e é apontado como um dos interlocutores mais próximos de Pazolini. Na campanha, sua função tem sido abrir conversas com lideranças municipais e partidárias, organizar adesões e manter o diálogo com grupos que apoiaram outros candidatos no primeiro turno.

Alianças mudam no segundo turno

O caso mais visível envolve o deputado federal Josias da Vitória, presidente estadual do PP. Embora não tenha anunciado apoio pessoal a Pazolini, o parlamentar retirou o apoio que dava a Ferraço e liberou seus aliados. Parte dessa base, sobretudo no Noroeste capixaba, passou a participar de atos do candidato do Republicanos.

A aproximação ocorre enquanto Pazolini tenta transformar a vantagem obtida em 4 de outubro em maioria definitiva. Ele recebeu 49,65% dos votos válidos no primeiro turno, contra 34,06% de Ferraço. Pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro indicou 47% para Pazolini e 38% para o governador, com margem de erro de três pontos percentuais.

O desempenho do candidato contrasta com o resultado pessoal de Musso. O dirigente recebeu 53.726 votos para deputado federal, mas ficou como suplente. O Republicanos também reduziu sua bancada capixaba: elegeu um deputado federal e dois estaduais, números inferiores aos alcançados em 2022.

Influência cresce sem mandato

A diferença entre os dois resultados ajuda a medir o perfil de Musso nesta eleição. Nas urnas, ele não conquistou uma cadeira. Nos bastidores, participou da construção das candidaturas de Pazolini e de Evair de Melo, eleito para o Senado, além de conduzir contatos que ampliaram o campo político do Republicanos.

Uma eventual vitória de Pazolini deve aumentar as especulações sobre a presença de Musso na administração estadual. A coluna de A Gazeta cita funções ligadas à articulação política, como Casa Civil ou Secretaria de Governo, mas não há anúncio oficial de equipe e qualquer nomeação depende do resultado de domingo.

Para Ferraço, a tarefa imediata é preservar a coligação formal e impedir que a migração de lideranças se converta em votos. Para Pazolini, as adesões servem para ocupar espaços regionais nos quais o Republicanos precisa consolidar sua vantagem. O movimento mostra que, no segundo turno capixaba, a disputa também passa pelo controle das redes locais de apoio.

Em resumo

Qual é o papel de Erick Musso?

Ele coordena articulações políticas e contatos com lideranças para ampliar a base de Lorenzo Pazolini no segundo turno capixaba.

Quando ocorre o segundo turno?

A votação para o governo do Espírito Santo está marcada para domingo, 25 de outubro de 2026.

Quem disputa o governo capixaba?

Lorenzo Pazolini, do Republicanos, enfrenta Ricardo Ferraço, do MDB.

Musso foi eleito deputado federal?

Não. Ele recebeu 53.726 votos e ficou como suplente.

Há cargo confirmado para Musso?

Não. Há especulações sobre uma função de articulação em eventual governo, mas nenhum anúncio oficial.

Fontes