ES elege o primeiro governador declaradamente de direita desde a redemocratização
Com a vitória de Pazolini, “direita declarada” chega agora ao poder no Espírito Santo, fato inédito em mais de 40 anos de redemocratização.

Desde a redemocratização do Brasil, o Espírito Santo nunca havia elegido um candidato declaradamente de direita para governar o Espírito Santo. Nunca, até o último domingo (25). O tabu histórico foi rompido com a eleição de Lorenzo Pazolini.
Futuro governador está posicionado no campo da direita conservadora
O futuro governador está posicionado no campo da direita conservadora. O partido dele é o conservador Republicanos. O PL foi o aliado mais importante na coligação de Pazolini, desde o primeiro turno.
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O ex-prefeito de Vitória inclusive apoiou e foi apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL derrotado pelo presidente Lula (PT).
No último dia 17, na Praia de Camburi, ao
No último dia 17, na Praia de Camburi, ao lado do próprio Flávio num trio elétrico de campanha, Pazolini exaltou “a união da direita” capixaba.
“Espírito Santo, esta é a direita capixaba unida, junto com o 22 e com o 10, o melhor para o nosso país e para o nosso estado”, disse Pazolini, do alto do trio elétrico, ao lado de Flávio, Tarcísio de Freitas (Rep) e outros políticos aliados, em um vídeo postado por ele que chegou a quase 200 mil curtidas.
Enfim, o governador eleito está situado do lado direito do mapa político-ideológico. E se declara um homem de direita. Isso, por si, é um fato inédito.
De 1982, nos estertores da ditadura civil-militar, a 2022, foram realizadas 11 eleições diretas para governador, com sete governadores eleitos no Espírito Santo: Gerson Camata (PMDB), Max Mauro (PMDB), Albuíno Azeredo (PDT), Vitor Buaiz (PT), José Ignácio (PSDB), Paulo Hartung (PSB e PMDB) e Renato Casagrande (PSB) – os dois últimos, com três mandatos cada um.
O próprio Paulo Hartung foi eleito pelo PSB e depois pelo MDB. Casagrande é um homem de centro-esquerda e é o líder maior do Partido Socialista Brasileiro no Espírito Santo.
Alguns nomes dessa lista, é claro, tinham traços de direita em seu perfil e em seu governo. Hartung e Casagrande formaram amplas coalizões e governaram com forças de direita.
Camata, antes de chegar ao governo, foi filiado à Arena e tinha características pessoais conservadoras. Mas elegeu-se pelo PMDB, partido de oposição à ditadura, em uma frente ampla com forças de esquerda.
Quem mais se aproximou da direita, ideologicamente, foi José Ignácio, que no Senado, por um breve período, no início dos anos 1990, chegou a ser líder do governo Collor. Mas governou pelo socialdemocrata PSDB.
Foi deputado cassado pela ditadura e opositor do regime como presidente da OAB-ES.
Nenhum deles, enfim, preenchia todas as casinhas de um autêntico “político de direita”. E, de novo: nenhum deles se dizia de direita. Pazolini se assume como tal.
Atenção: direita, sim; extrema-direita, não. Mesmo tendo firmado, estrategicamente, a vitoriosa aliança com o PL para chegar ao Palácio Anchieta, Pazolini jamais demonstrou traços de um político de extrema-direita, tampouco de um típico “bolsonarista”.
Durante sua passagem pela Prefeitura de Vitória e mesmo agora, na campanha ao governo, não fez eco a pautas radicais dessa extrema-direita derrotada nas urnas no país, no último domingo, com a reeleição de Lula.
Na capital capixaba, sua administração tampouco foi marcada por um forte “viés ideológico”.
De todo modo, a “direita declarada” chega agora ao poder no Espírito Santo, fato inédito em mais de 40 anos de redemocratização.
Desde a redemocratização do Brasil, o Espírito Santo nunca havia elegido um candidato declaradamente de direita para governar o Espírito Santo. Nunca, até o último domingo (25).
O tabu histórico foi rompido com a eleição de Lorenzo Pazolini. O futuro governador está posicionado no campo da direita conservadora. O partido dele é o conservador Republicanos.
O PL foi o aliado mais importante na coligação de Pazolini, desde o primeiro turno. > Clique aqui e receba em primeira mão a Coluna Vitor Vogas pelo Whatsapp
Em resumo
Desde a redemocratização do Brasil, o Espírito Santo nunca havia elegido um candidato declaradamente de direita para governar o Espírito Santo. Nunca, até o último domingo (25). O tabu histórico foi rompido com a eleição de Lorenzo Pazolini.
O futuro governador está posicionado no campo da direita conservadora. O partido dele é o conservador Republicanos. O PL foi o aliado mais importante na coligação de Pazolini, desde o primeiro turno.
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O ex-prefeito de Vitória inclusive apoiou e foi apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL derrotado pelo presidente Lula (PT). No último dia 17, na Praia de Camburi, ao lado do próprio Flávio num trio elétrico de campanha, Pazolini exaltou “a união da direita” capixaba.
“Espírito Santo, esta é a direita capixaba unida, junto com o 22 e com o 10, o melhor para o nosso país e para o nosso estado”, disse Pazolini, do alto do trio elétrico, ao lado de Flávio, Tarcísio de Freitas (Rep) e outros políticos aliados, em um vídeo postado por ele que chegou a quase 200 mil curtidas.