Política ES · 2026-09-21 · Redação Notícia ES

ES tem 11 candidaturas ao Senado com registros deferidos; veja a lista

Levantamento atualizado com dados do TSE reúne onze nomes; todos aparecem com registro deferido, mas situação ainda pode mudar até a votação.

ES tem 11 candidaturas ao Senado com registros deferidos; veja a lista
As onze candidaturas ao Senado pelo Espírito Santo listadas pela Justiça Eleitoral. Crédito: fotografias da Agência Senado; montagem documental/Notícia ES.

O Espírito Santo tem 11 candidaturas ao Senado com o registro deferido pela Justiça Eleitoral, segundo a base do Tribunal Superior Eleitoral consultada nesta segunda-feira, 21 de setembro. O levantamento, extraído pelo UOL do Portal de Dados Abertos do TSE às 5h30, reúne candidatos de 11 partidos e confirma os nomes que disputarão as duas vagas reservadas ao Estado nas eleições de 4 de outubro.

A lista é formada por Callegari (DC), número 277; Evair de Melo (Republicanos), 100; Fabiano Contarato (PT), 133; Leonardo Monjardim (Novo), 300; Maguinha Malta (PL), 222; Marcos do Val (Avante), 700; Professor Fabian (PSOL), 500; Renato Casagrande (PSB), 400; Rodney Miranda (PRTB), 280; Rose de Freitas (MDB), 156; e Sergio Meneguelli (PSD), 556. A Agência Senado apresenta os mesmos 11 titulares em sua página especial sobre a disputa capixaba.

O status “deferido” significa que o pedido de registro foi julgado e considerado regular, com documentação e requisitos aceitos naquele momento. Não significa eleição, nem impede uma alteração posterior decorrente de recurso, renúncia, substituição ou nova decisão judicial. Por isso, a referência final para o eleitor continua sendo o DivulgaCandContas, sistema oficial que recebe atualizações durante o processo eleitoral.

Disputa reúne parlamentares, ex-gestores e estreantes

Entre os nomes estão os atuais senadores Fabiano Contarato e Marcos do Val, além do governador Renato Casagrande, que já exerceu mandato no Senado. Também concorrem o deputado federal Evair de Melo, o deputado estadual Callegari, a ex-senadora Rose de Freitas, o ex-prefeito de Vila Velha Rodney Miranda e o ex-prefeito de Colatina Sergio Meneguelli. Maguinha Malta, Leonardo Monjardim e Professor Fabian completam a relação.

As informações biográficas publicadas pela Agência Senado foram montadas a partir dos registros eleitorais. Elas incluem profissão, cargos anteriores, patrimônio declarado e os dois suplentes vinculados a cada candidatura. Esses dados ajudam a identificar as chapas, mas não substituem a comparação de propostas, declarações públicas e atuação anterior de cada concorrente.

Há uma atualização específica na chapa de Rose de Freitas. A listagem consultada no UOL registra a renúncia de Erico, que aparecia como primeiro suplente, e mostra Marcus Vicente (PP) deferido nessa posição. Nubia (MDB) permanece como segunda suplente. A mudança ilustra por que o eleitor deve verificar a composição mais perto da votação, mesmo quando o nome do titular permanece o mesmo.

Eleitor poderá escolher dois nomes diferentes

Em 2026, cada eleitor capixaba terá direito a dois votos para senador porque dois terços das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa. No Espírito Santo, isso corresponde a duas das três vagas da bancada. Os votos precisam ser dados a candidatos diferentes: repetir o mesmo número não transforma a escolha em dois votos para a mesma pessoa.

Os suplentes não recebem voto separado. Cada candidatura ao Senado é registrada com primeiro e segundo suplentes, que podem assumir temporária ou definitivamente em situações previstas na Constituição e na legislação. Conhecer esses nomes é relevante porque o mandato de senador dura oito anos e uma eventual substituição pode transferir o exercício do cargo por período longo.

A eleição é majoritária. Serão eleitos os dois candidatos mais votados no Estado, independentemente do desempenho de seus partidos na disputa para deputado. Essa regra é diferente do sistema proporcional usado para Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, no qual os votos dados às legendas e federações entram no cálculo das cadeiras.

Situação pode ser atualizada até o dia da eleição

A relação publicada nesta segunda é um retrato da base às 5h30. O próprio UOL informa que a extração é automática e que o Portal de Dados Abertos do TSE passa por atualizações constantes. Uma mudança de suplente, renúncia ou decisão judicial posterior pode aparecer primeiro no sistema oficial e só depois em páginas de terceiros.

Para conferir a situação, o eleitor pode abrir o DivulgaCandContas, selecionar Espírito Santo e o cargo de senador. O sistema mostra nome de urna, número, partido, composição da chapa, certidões, declaração de bens, proposta e andamento do pedido de registro. A consulta é pública e permite distinguir registro deferido, recurso pendente, renúncia e outras situações.

Os próximos marcos são a eventual atualização das chapas, a votação de 4 de outubro e a totalização oficial dos votos pela Justiça Eleitoral. Até lá, pesquisas e alianças podem mudar a dinâmica política, mas a confirmação de quem está apto a concorrer e de quem foi eleito deve vir dos canais do TSE, não de peças de campanha ou publicações sem vínculo com a base oficial.

Em resumo

Quantos candidatos disputam o Senado pelo Espírito Santo em 2026?

A base consultada em 21 de setembro reúne 11 candidaturas titulares com registro deferido.

Quantos senadores serão eleitos no Espírito Santo?

Duas das três cadeiras da bancada capixaba estão em disputa nas eleições de 2026.

O eleitor pode votar duas vezes no mesmo candidato ao Senado?

Não. Como há duas vagas, o eleitor pode escolher dois candidatos diferentes; repetir o número não gera dois votos para a mesma pessoa.

O que significa candidatura deferida?

Significa que o pedido de registro foi julgado regular pela Justiça Eleitoral naquele momento.

Onde conferir a situação atualizada dos candidatos?

No DivulgaCandContas e no Portal de Dados Abertos do TSE, que recebem atualizações ao longo do processo eleitoral.

Os suplentes recebem voto separado?

Não. Primeiro e segundo suplentes integram a chapa do candidato a senador e não aparecem como opção independente na urna.

Fontes