Esporte · 2026-09-22 · Redação Notícia ES

Espírito Santo chega a 46 medalhas nos Jogos Escolares Brasileiros

Delegação capixaba somou dez ouros, 13 pratas e 23 bronzes no primeiro bloco; wrestling já acrescentou cinco pódios na etapa seguinte.

Espírito Santo chega a 46 medalhas nos Jogos Escolares Brasileiros
Equipe capixaba de futsal masculino no pódio dos JEBs 2026, em Brasília. Crédito: Rodolfo Mageste/Sesport.

O Espírito Santo encerrou o primeiro bloco dos Jogos Escolares Brasileiros de 2026, em Brasília, com 46 medalhas: dez de ouro, 13 de prata e 23 de bronze. A delegação reúne estudantes de 12 a 14 anos classificados nos Jogos Escolares do Espírito Santo e continua na disputa do segundo bloco.

Atletismo e atletismo adaptado lideraram a contribuição capixaba, com 13 pódios. O judô somou nove medalhas. Também houve resultados em ginástica rítmica, karatê, taekwondo, vôlei de praia, futsal, basquete e xadrez, demonstrando distribuição entre modalidades individuais e coletivas.

No futsal masculino, a Escola Municipal Deocleciano de Oliveira, de Guaçuí, conquistou ouro na série cobre. Daniel e Guilherme venceram a série bronze do vôlei de praia. No xadrez, Anna Preisigke e Yasmim Pinheiro ficaram com bronze em duplas e recolocaram o estado no pódio da modalidade.

A delegação capixaba tem 272 integrantes, dos quais 213 são estudantes-atletas. Técnicos e dirigentes completam o grupo. As vagas vieram da etapa infantil dos Jogos Escolares do Espírito Santo, disputada entre maio e julho, o que liga o resultado nacional ao calendário estadual.

Atletismo e lutas sustentaram o quadro capixaba

No atletismo, o ouro apareceu tanto em prova individual quanto por equipe. O atletismo adaptado também produziu resultados em salto, arremesso e equipes. A combinação mostra a importância de programas escolares capazes de identificar talentos e garantir treino compatível com diferentes necessidades.

O judô conquistou pódios individuais e por equipe, enquanto karatê e taekwondo ampliaram a presença do Espírito Santo nas lutas. Medalhas em séries diferentes refletem o sistema competitivo dos JEBs e precisam ser lidas dentro da classificação específica de cada prova.

O quadro não deve ser reduzido a contagem. Para estudantes dessa faixa etária, a experiência envolve viagem, convivência, rotina de competição e responsabilidade escolar. O resultado esportivo é acompanhado por aprendizado sobre regras, recuperação, alimentação e respeito a adversários.

Segundo bloco já começou com cinco bronzes

A etapa seguinte inclui badminton, ciclismo, ciclismo virtual, ginástica artística, handebol, natação, tênis de mesa, voleibol e wrestling. Logo no primeiro dia, o wrestling rendeu cinco bronzes ao Time ES com Gabriel Lopes, Giovanna Sales, Karoliny Franco, Yago Sútil e Yanny Lorença.

Como a competição continua, a soma de 46 medalhas representa um retrato do primeiro bloco, não o total definitivo da delegação. Resultados posteriores devem ser agregados com clareza para evitar comparar parciais de momentos diferentes.

Os JEBs reúnem 5.417 estudantes-atletas de escolas públicas e privadas de todas as regiões. A dimensão nacional aumenta o nível técnico e permite que jovens capixabas enfrentem estilos de treinamento distintos. Para muitos, é a primeira competição fora do estado.

As escolas campeãs carregam custos que não aparecem no quadro de medalhas: professores que acumulam funções, famílias que organizam deslocamentos e estudantes que conciliam treino e estudo. Um balanço responsável deve registrar esse esforço e verificar se a oportunidade alcança redes públicas e privadas de diferentes municípios, não apenas instituições com estrutura consolidada.

Também é necessário cuidar da transição para categorias seguintes. Talento aos 12 ou 14 anos não garante carreira, e pressão precoce pode afastar jovens do esporte. Orientação técnica, proteção contra assédio, acompanhamento escolar e acesso a competições progressivas são condições para que o resultado dos JEBs produza desenvolvimento duradouro.

Resultado começa nas escolas e continua depois do pódio

O desempenho depende da parceria entre escola, família, professor e política pública. Treino, transporte, material e calendário precisam conviver com aulas e avaliações. Quando a classificação nacional chega, a estrutura de apoio deve incluir saúde, alimentação e acompanhamento responsável.

Os medalhistas retornam como referência para colegas e podem estimular novas inscrições nos jogos estaduais. O desafio é transformar visibilidade pontual em continuidade, com acesso a espaços de treino e competições durante todo o ano, inclusive fora da Grande Vitória.

Até o encerramento, a Sesport e a organização nacional devem atualizar resultados das modalidades restantes. O balanço completo deverá considerar medalhas, escolas representadas, municípios de origem e evolução em relação às edições anteriores. Por enquanto, o primeiro bloco confirma um Time ES competitivo e diversificado.

Em resumo

Quantas medalhas o Espírito Santo conquistou?

O Time ES chegou a 46 medalhas no primeiro bloco: dez ouros, 13 pratas e 23 bronzes.

Quais modalidades mais contribuíram?

Atletismo e atletismo adaptado somaram 13 pódios, enquanto o judô conquistou nove medalhas.

O Espírito Santo ganhou ouro em esporte coletivo?

Sim. A equipe masculina de futsal da EM Deocleciano de Oliveira, de Guaçuí, venceu a série cobre.

Quantos atletas integram a delegação?

São 213 estudantes-atletas de 12 a 14 anos, dentro de uma delegação total de 272 pessoas.

Como os estudantes se classificaram?

As vagas foram conquistadas na categoria infantil dos Jogos Escolares do Espírito Santo.

A competição já terminou?

Não. O segundo bloco segue com novas modalidades e já rendeu cinco bronzes no wrestling ao Time ES.

Fontes