Política ES · 2026-09-01 · Redação Notícia ES

Espírito Santo já tem renovação mínima garantida na Câmara e na Assembleia

Quatro dos dez atuais deputados federais capixabas não disputam a reeleição à Câmara, enquanto oito dos 30 deputados estaduais concorrem a outros cargos; cenário garante mudança mínima nas duas bancadas.

Espírito Santo já tem renovação mínima garantida na Câmara e na Assembleia
Espírito Santo já tem renovação mínima garantida na Câmara e na Assembleia

O Espírito Santo chegará às urnas de 2026 com uma renovação mínima já contratada tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa. Entre os dez atuais deputados federais capixabas, pelo menos quatro não disputarão a reeleição ao mesmo cargo. Na Assembleia, oito dos 30 parlamentares seguem caminhos eleitorais diferentes e também deixam vagas abertas para novos nomes.

Levantamento publicado pela coluna Plenário, do Tribuna Online, mostra que Helder Salomão (PT), Evair de Melo (Republicanos), Paulo Foletto (PSB) e Gilvan da Federal (PL) não concorrem à renovação de seus atuais mandatos na Câmara. As situações são diferentes entre si: há candidatos a outros cargos e também caso de inelegibilidade.

Câmara terá renovação de pelo menos 40%

O Espírito Santo possui dez cadeiras na Câmara dos Deputados. Com quatro parlamentares fora da disputa pela recondução, a renovação mínima já chega a 40% da bancada. Esse percentual poderá ser maior caso algum dos seis deputados que tentam permanecer em Brasília seja derrotado.

Helder Salomão concorre ao governo do Estado. Evair de Melo disputa uma vaga no Senado. Paulo Foletto busca retornar à Assembleia Legislativa. Gilvan da Federal enfrenta impedimento eleitoral apontado pela Justiça Eleitoral, situação que ainda produz reflexos sobre a chapa do PL.

O número de candidatos também mudou. Segundo o levantamento, 136 nomes concorrem às dez vagas de deputado federal destinadas ao Espírito Santo, média de 13,6 candidatos por cadeira. Em 2022 foram 201 concorrentes, o que representa queda de cerca de 32%.

Oito cadeiras da Assembleia já terão novos ocupantes

Na Assembleia Legislativa, oito deputados atuais não buscam novo mandato estadual. Callegari (DC) e Sergio Meneguelli (PSD) concorrem ao Senado. Dr. Bruno Resende (União), Iriny Lopes (PT), João Coser (PT), Lucas Polese (PL), Marcelo Santos (União) e Tyago Hoffmann (PSB) tentam uma vaga na Câmara dos Deputados.

Como a Casa possui 30 cadeiras, a saída desses oito parlamentares garante uma renovação mínima de aproximadamente 26,7%. Novamente, o índice poderá crescer se deputados que tentam a reeleição forem superados por candidatos novos.

A Gazeta também registrou que todos os 30 deputados estaduais participam da eleição de alguma forma. Vinte e dois tentam permanecer na Assembleia e oito buscam posições no Congresso Nacional. O quadro confirma que a mudança mínima não depende de projeção eleitoral, mas das próprias escolhas de candidatura.

Menos candidatos estaduais do que em 2022

A disputa pela Assembleia também terá menos nomes. Foram registradas 402 candidaturas para deputado estadual, contra 519 em 2022. A redução é de 117 candidatos, aproximadamente 22,5%.

A diminuição não significa necessariamente menor competitividade. Partidos reorganizaram federações, coligações proporcionais deixaram de existir há algumas eleições e a distribuição interna das chapas influencia diretamente a chance de cada candidato.

Renovação começa antes da apuração

Normalmente, a taxa de renovação é calculada depois da eleição, comparando quem tinha mandato com quem foi eleito. Em 2026, porém, parte dela já pode ser conhecida antes da votação porque vários ocupantes das cadeiras atuais escolheram disputar outros cargos.

Esse cenário abre espaço para novos nomes, mas também para políticos experientes que tentam migrar entre as duas Casas. A renovação formal de uma cadeira não significa necessariamente entrada de um estreante na política.

Para o eleitor capixaba, a consequência prática é uma eleição proporcional com número significativo de vagas sem seus atuais ocupantes na disputa direta. Na Câmara, pelo menos quatro das dez cadeiras mudarão de titular. Na Assembleia, pelo menos oito das 30 terão novos representantes. O tamanho final da mudança só será conhecido depois da apuração.

Fontes