EUA vão às urnas para midterms, as eleições de meio mandato
Com baixa aprovação de Trump, democratas podem inverter equilíbrio no Congresso e conquistar maioria no Senado e na Câmara.

Com baixa aprovação de Trump, democratas podem inverter equilíbrio no Congresso e conquistar maioria no Senado e na Câmara
O contexto do cenário político
Eleitores dos EUA vão às urnas nesta 3ª feira (3.nov.2026) para renovar a Câmara dos Representantes e 1/3 do Senado nas eleições de meio de mandato, as midterms .
A votação pode inverter o equilíbrio entre partidos no Congresso e influenciar diretamente o restante da administração do presidente Donald Trump (Partido Republicano), cujo mandato se encerra em janeiro de 2029.
Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão em jogo. Os deputados cumprem mandatos fixos de 2 anos.
Informações e repercussões do episódio
No Senado, 35 das 100 cadeiras estão em disputa. Os senadores têm mandatos de 6 anos. Cabe a eles analisar os projetos aprovados pelos deputados.
O controle das duas Casas determinará a facilidade com que Trump poderá avançar em sua agenda legislativa. Os resultados também funcionam como um termômetro da aprovação popular ao desempenho do presidente –ou seja, uma baixa aprovação pode resultar em perdas de cadeiras.
O Partido Democrata chega às eleições com expectativas positivas. Trump enfrenta índices de popularidade historicamente baixos, atingindo 32% de aprovação na última pesquisa Ipsos, publicada em 26 de outubro.
Trump tem pontos de vulnerabilidade que podem afetar o desempenho do Partido Republicano como um todo.
Segundo a pesquisa, os principais problemas nos EUA sob a administração republicana são:
Seguindo a tendência histórica, é provável que os republicanos percam cadeiras na Câmara e no Senado. Como Trump enfrenta maior reprovação que seus antecessores durante o período das eleições de meio mandato, também há a possibilidade de que o domínio do partido caia ainda mais.
A tendência é de que, quanto pior o desempenho do presidente incumbente, maior a quantidade de cadeiras perdidas nas Casas.
Desde 2002, a única exceção à regra se deu durante a 1ª administração de George W. Bush (Partido Republicano), na época aprovado por 66% da população –o maior índice do século durante esse período de eleições de meio de mandato.
O Texas é o Estado símbolo de uma possível virada democrata.
Desde 1988, nenhum integrante do partido conquistou uma cadeira no Senado norte-americano representando o Estado.
James Talarico, de 37 anos, é o candidato em quem o partido aposta para quebrar esse jejum. As pesquisas eleitorais indicam que ele pode estar próximo de transformar o assento texano em uma vitória democrata.
De acordo com a pesquisa New York Times/Siena , o democrata tem 50% das intenções de voto contra 43% de Ken Paxton, do Partido Republicano.
A vitória democrata pode ser um case d e que os republicanos podem perder espaço até em redutos historicamente administrados por eles, ampliando a pressão sobre Donald Trump e sua base no Congresso.
Em resumo
Com baixa aprovação de Trump, democratas podem inverter equilíbrio no Congresso e conquistar maioria no Senado e na Câmara
Eleitores dos EUA vão às urnas nesta 3ª feira (3.nov.2026) para renovar a Câmara dos Representantes e 1/3 do Senado nas eleições de meio de mandato, as midterms .
Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão em jogo. Os deputados cumprem mandatos fixos de 2 anos.
No Senado, 35 das 100 cadeiras estão em disputa. Os senadores têm mandatos de 6 anos. Cabe a eles analisar os projetos aprovados pelos deputados.
O controle das duas Casas determinará a facilidade com que Trump poderá avançar em sua agenda legislativa. Os resultados também funcionam como um termômetro da aprovação popular ao desempenho do presidente –ou seja, uma baixa aprovação pode resultar em perdas de cadeiras.