Eurasia: ‘lua de mel’ de Lula será curta, e Congresso ‘vai dificultar’
Segundo Christopher Garman, da Eurasia, Lula corre risco de sofrer queda significativa de popularidade ao longo de seu 1° ano de governo

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará desafios em seu quarto mandato, com uma "lua de mel" curta e resistência de um Congresso majoritariamente conservador a partir de 2027, segundo Christopher Garman, do Eurasia Group.
Dados e contexto do setor
Ele prevê uma queda na popularidade de Lula já no primeiro ano, devido a problemas econômicos e à necessidade de ajustes fiscais.
Garman destaca que a classe média demonstra pessimismo, o que favoreceu a direita nas eleições.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enfrentar dificuldades em seu quarto mandato e terá uma “lua de mel” curta, além de forte resistência de um Congresso Nacional majoritariamente conservador a partir de 2027.
Como interpretar os resultados
A avaliação é de Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group , a maior empresa de consultoria e pesquisa de risco político do mundo.
Em entrevista à Exame , Garman avalia que Lula corre risco de sofrer uma queda significativa de popularidade já ao longo de seu primeiro ano de novo governo, em meio aos problemas econômicos do país e à necessidade de implementar um ajuste fiscal e reduzir os gastos públicos.
“O problema para o presidente Lula é a trajetória futura, porque o que a gente viu nessa eleição é que a votação do primeiro turno foi uma expressão de um senso de estagnação grande da classe média, um pessimismo com o futuro, preocupação com segurança e corrupção”, afirma Garman.
“Isso explica a performance da direita e também do Flávio [Bolsonaro] no primeiro turno, exacerbada pela crise do Supremo Tribunal Federal [STF]”, explica o analista.
Ainda de acordo com o diretor da Eurasia, Lula terá de lidar com um Legislativo praticamente dominado pelas forças de oposição, que terão maioria tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal .
“Vai ser um Congresso que vai dificultar a vida do presidente, vai dificultar a capacidade de aprovar aumento de carga tributária, e o governo pode sofrer reveses, sim”, projeta.
“As condições são favoráveis no início do mandato, mas uma lua de mel curta e um Congresso conservador podem dificultar a vida do presidente ao longo do tempo”, diz Garman.
“Por isso mesmo, dar um sinal de correção de rumo fiscal é tão importante nesse início de governo”, completa.
O analista observa ainda que “a economia já está desacelerando e está sofrendo com uma taxa de juros elevada”.
“No ano que vem, não devemos ter o estímulo de crédito nem o estímulo fiscal que tivemos nos últimos dois anos. É provável que esse senso de estagnação do eleitor vá se aprofundar ainda mais”, afirma.
“Acredito que a lua de mel do presidente Lula vai ser curta. Se eu tivesse que apostar, ele começa com uma aprovação de 50% e pouco e, ao longo de 2027, a aprovação pode cair abaixo de 40%. Tende a ser um ambiente de opinião pública hostil para o presidente em 2027”, conclui.
Em resumo
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará desafios em seu quarto mandato, com uma "lua de mel" curta e resistência de um Congresso majoritariamente conservador a partir de 2027, segundo Christopher Garman, do Eurasia Group.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enfrentar dificuldades em seu quarto mandato e terá uma “lua de mel” curta, além de forte resistência de um Congresso Nacional majoritariamente conservador a partir de 2027.
Em entrevista à Exame , Garman avalia que Lula corre risco de sofrer uma queda significativa de popularidade já ao longo de seu primeiro ano de novo governo, em meio aos problemas econômicos do país e à necessidade de implementar um ajuste fiscal e reduzir os gastos públicos.
“O problema para o presidente Lula é a trajetória futura, porque o que a gente viu nessa eleição é que a votação do primeiro turno foi uma expressão de um senso de estagnação grande da classe média, um pessimismo com o futuro, preocupação com segurança e corrupção”, afirma Garman.
Ainda de acordo com o diretor da Eurasia, Lula terá de lidar com um Legislativo praticamente dominado pelas forças de oposição, que terão maioria tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal .