Euro cai a R$ 5,62: por que moeda perde mais força que o dólar — e até onde pode ir?
Euro negocia perto de R$ 5,62 com real forte e moeda europeia pressionada no exterior; análise mostra suportes e resistências do EUR/BRL.

O euro segue sob pressão diante do real e negocia na região de R$ 5,62 , depois de uma queda que ganhou velocidade nesta semana. Apenas na segunda-feira (5), a moeda europeia recuou 4,52% frente à divisa brasileira.
Movimento reúne duas forças que atuam ao mesmo tempo
O movimento reúne duas forças que atuam ao mesmo tempo. De um lado, o real ganhou força , especialmente após o primeiro turno das eleições.
Do outro, o euro também vem perdendo terreno no mercado internacional , pressionado pelas incertezas fiscais e políticas na Europa e pelas expectativas para os juros.
Essa combinação ajuda a explicar por que o euro pode continuar enfraquecendo frente ao real mesmo se a queda do dólar perder força.
Em termos cambiais, a relação pode ser resumida pela
Em termos cambiais, a relação pode ser resumida pela combinação entre EUR/USD e USD/BRL . Se o dólar perde valor diante do real ao mesmo tempo em que o euro recua frente à moeda americana, os dois movimentos pressionam o EUR/BRL na mesma direção.
E o movimento já aparece de forma clara nos gráficos.
Mesmo com o ano ainda em andamento, o ganho já supera o registrado em todos os anos completos desde 2010, com exceção de 2016 e 2025
A análise técnica elaborada pelo InfoMoney mostra que o EUR/BRL segue abaixo das médias móveis de 9 períodos (MM9) e 21 períodos (MM21) no gráfico diário, mantendo uma estrutura predominantemente de baixa.
Depois de alcançar uma máxima próxima de R$ 6,61 em dezembro de 2025 , o euro passou a desenvolver uma trajetória descendente diante do real ao longo de 2026. A pressão vendedora voltou a se intensificar nas últimas sessões e levou a cotação para a região de R$ 5,62.
O primeiro suporte relevante aparece em R$ 5,54 . A perda desse nível pode ampliar o movimento e colocar no radar a faixa entre R$ 5,47 e R$ 5,43 .
Em uma extensão maior da queda, aparecem como referências inferiores R$ 5,30, R$ 5,25 e R$ 5,19 .
A velocidade do movimento recente, entretanto, também deixou a cotação bastante afastada das médias móveis. Esse distanciamento abre espaço para eventuais repiques técnicos , sem que uma recuperação pontual necessariamente represente uma reversão da tendência.
Para começar a aliviar a estrutura de baixa, o euro precisa inicialmente recuperar a região de R$ 5,63 . Acima desse patamar, as próximas referências ficam em R$ 5,75 e na região da MM21, próxima de R$ 5,84 .
Na sequência, aparecem resistências em R$ 5,96, R$ 6,08, R$ 6,20 e R$ 6,31 .
Enquanto essas regiões não forem recuperadas, o gráfico diário mantém predominância do movimento vendedor.
Parte da queda vem do próprio desempenho da moeda brasileira.
O real acumula forte valorização frente ao dólar em 2026 e ganhou novo impulso depois do primeiro turno das eleições. O desempenho da moeda brasileira neste ano já está entre os mais fortes dos últimos anos .
Em resumo
O euro segue sob pressão diante do real e negocia na região de R$ 5,62 , depois de uma queda que ganhou velocidade nesta semana. Apenas na segunda-feira (5), a moeda europeia recuou 4,52% frente à divisa brasileira.
O movimento reúne duas forças que atuam ao mesmo tempo. De um lado, o real ganhou força , especialmente após o primeiro turno das eleições. Do outro, o euro também vem perdendo terreno no mercado internacional , pressionado pelas incertezas fiscais e políticas na Europa e pelas expectativas para os juros.
Essa combinação ajuda a explicar por que o euro pode continuar enfraquecendo frente ao real mesmo se a queda do dólar perder força.
Em termos cambiais, a relação pode ser resumida pela combinação entre EUR/USD e USD/BRL . Se o dólar perde valor diante do real ao mesmo tempo em que o euro recua frente à moeda americana, os dois movimentos pressionam o EUR/BRL na mesma direção.
E o movimento já aparece de forma clara nos gráficos.