Esporte · 2026-11-01 · Redação Notícia ES

Exclusivo: Cafu defende Neymar, cobra a Seleção e relembra o penta; Vídeo

No Que Dia, capitão do penta critica falta de espírito coletivo na Seleção, diz que Neymar ficou sozinho e destaca o papel social do futebol

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Há imagens que ficam na memória de um país. Cafu levantando a taça do pentacampeonato é uma delas. Naquele gesto, um menino do Jardim Irene, na periferia de São Paulo, erguia o sonho de milhões de brasileiros.

As informações principais do assunto

Antes de chegar ali, ouviu muitas vezes que não servia. Voltou, tentou de novo, conquistou seu lugar. Disputou três finais consecutivas de Copa do Mundo, venceu duas e se tornou o capitão de uma seleção que o Brasil ainda guarda com saudade.

A braçadeira reconhecia uma liderança construída no convívio: o jogador que chegava cedo, treinava mais, cobrava e cuidava dos companheiros. Em um grupo de estrelas, Cafu conquistou respeito pelo exemplo.

E atravessou os maiores palcos do futebol sem perder o sorriso de quem sabia o quanto havia caminhado para estar ali.

Contexto e informações complementares

Fora de campo, levou consigo a lembrança do menino que precisava de uma chance. Do sertão brasileiro a Moçambique, ajudou outras crianças a encontrar oportunidades. O sonho que começou no Jardim Irene abriu caminhos para os sonhos de muitos outros meninos e meninas.

Hoje, no Que Dia, nossa conversa é com Cafu, o capitão do penta. Vamos falar das vitórias, das derrotas, da responsabilidade de conduzir um grupo e dos caminhos que o futebol pode abrir. E ouvir o homem que, ao levantar uma taça, fez um país inteiro levantar os braços com ele.

Coluna – No ano passado, antes da Copa, você dizia que o Brasil era favorito absoluto ao título. Depois da eliminação nas oitavas de final, o que a Copa mostrou que nós não estávamos enxergando?

Cafu – Para mim, o Brasil sempre vai ser favorito em qualquer competição em que a Seleção Brasileira entrar.

Independentemente do período, de estar jogando bem ou mal, quando se fala de uma competição oficial como a Copa do Mundo, nós já revertemos várias vezes a situação: saímos desacreditados do Brasil e fomos campeões.

Eu acreditava pelo potencial do treinador, pelo potencial dos jogadores. Acreditava, como o Brasil inteiro acreditou, que o Brasil poderia chegar um pouco mais longe.

Copa do Mundo sempre nos traz algumas surpresas em relação a alguns jogos. O que mudou daquele pensamento para agora talvez seja a maneira como os meninos entraram em campo.

Isso fez com que a gente mudasse um pouco de ideia.

Coluna – Você escreveu depois da derrota que ela “dói, e muito”, mas lembrou que também viveu as frustrações de 1998 e 2006. O peso emocional de uma eliminação muda com o passar dos anos ou a dor de uma derrota em Copas do Mundo permanece exatamente igual?

Cafu – A de 1998 foi completamente diferente da derrota de 2006, porque em 1998 nós chegamos à final. Realmente, perder dói, perder é difícil, perder não é legal. Ninguém quer perder, mas sabemos que do lado de lá existe um adversário que também está pronto para ganhar de você.

Perder uma final de Copa do Mundo é diferente de perder na fase de grupos, nas oitavas ou nas quartas de final. O sentimento é diferente de perder nas quartas achando que conseguiria caminhar um pouco mais. São pesos diferentes.

Perdemos em 1998 e ganhamos em 2002. Em 2002, já entramos completamente diferentes do que em 1998. E mesmo ganhando em 2002, isso não me dava certeza de que ganharíamos em 2006.

Copa do Mundo são jogos em que, passada a primeira fase do mata-mata, a chance de erro tem que ser mínima.

Coluna – Mas ainda dói a derrota naquela final de 1998?

Cafu – De verdade, não. Porque quatro anos depois eu já estava sendo campeão. Em 2005, perdemos uma final da Champions League para o Liverpool e, em 2007, estávamos sendo campeões novamente.

A derrota dói, mas ela não tem que ser maior do que a vitória. Eu não posso priorizar uma derrota em relação a uma vitória, a ser campeão do mundo, a ser pentacampeão do mundo. Vou priorizar sempre a vitória.

Coluna – O Brasil não conquista uma Copa desde 2002, justamente a seleção da qual você foi capitão. Depois de tanto tempo, ainda é correto explicar esse jejum apenas pelo que acontece dentro de campo ou existe algo mais profundo na formação do futebol brasileiro?

Em resumo

O que aconteceu?

Há imagens que ficam na memória de um país. Cafu levantando a taça do pentacampeonato é uma delas. Naquele gesto, um menino do Jardim Irene, na periferia de São Paulo, erguia o sonho de milhões de brasileiros.

Qual é o ponto principal?

Antes de chegar ali, ouviu muitas vezes que não servia. Voltou, tentou de novo, conquistou seu lugar. Disputou três finais consecutivas de Copa do Mundo, venceu duas e se tornou o capitão de uma seleção que o Brasil ainda guarda com saudade.

Quais são os dados mais importantes?

A braçadeira reconhecia uma liderança construída no convívio: o jogador que chegava cedo, treinava mais, cobrava e cuidava dos companheiros. Em um grupo de estrelas, Cafu conquistou respeito pelo exemplo. E atravessou os maiores palcos do futebol sem perder o sorriso de quem sabia o quanto havia caminhado para estar ali.

Qual é o contexto?

Fora de campo, levou consigo a lembrança do menino que precisava de uma chance. Do sertão brasileiro a Moçambique, ajudou outras crianças a encontrar oportunidades. O sonho que começou no Jardim Irene abriu caminhos para os sonhos de muitos outros meninos e meninas.

Quais são os próximos desdobramentos?

Hoje, no Que Dia, nossa conversa é com Cafu, o capitão do penta. Vamos falar das vitórias, das derrotas, da responsabilidade de conduzir um grupo e dos caminhos que o futebol pode abrir. E ouvir o homem que, ao levantar uma taça, fez um país inteiro levantar os braços com ele.

Fontes