Exposição em BH revisita obra de Markito
Mostra gratuita no Museu da Moda reúne roupas, fotografias, documentos e figurinos que reconstroem a trajetória do estilista mineiro.

O Museu da Moda de Belo Horizonte apresenta neste mês a exposição gratuita “Markito: Cintilações da Noite”, dedicada à obra do estilista mineiro que transformou brilho, movimento e figurinos de palco em assinatura própria. A mostra foi aberta em 25 de setembro e permanece integrada à programação cultural da capital.
A exposição foi noticiada pelo Metrópoles e detalhada nos canais oficiais da Prefeitura de Belo Horizonte. O conjunto reúne peças de vestuário, fotografias, documentos e trajes de cena para reconstruir o percurso criativo de Marcus Vinícius Resende Gonçalves, conhecido profissionalmente como Markito.
Moda noturna ganha memória
O recorte concentra-se na produção das décadas de 1970 e 1980, quando a moda brasileira incorporava referências das discotecas, da televisão e dos grandes espetáculos. Paetês, tecidos com brilho, jérsei e bordados aparecem como recursos técnicos, não apenas como ornamento, porque ajudam a dar movimento às roupas sob a luz.
As peças também revelam uma cadeia de trabalho que ultrapassava o ateliê. Bordadeiras de Uberaba, cidade natal do estilista, participaram da execução de criações que circularam em festas, palcos e editoriais. Ao registrar essas colaboradoras, a mostra amplia a memória da moda para incluir os ofícios envolvidos na construção de cada vestido.
Entre os núcleos apresentados estão referências às coleções “The Party Must Go On” e “Max Pull”, além de figurinos associados a artistas como Ney Matogrosso e Zizi Possi. A aproximação com a música evidencia como Markito pensava a roupa em ação: desenho, tecido e iluminação deveriam funcionar juntos diante do público.
Fotografias e documentos ajudam a ligar os trajes ao ambiente cultural do período. Em vez de tratar as roupas como objetos isolados, a exposição mostra as escolhas de materiais, as relações profissionais e a presença do estilista em uma cena que aproximava moda, espetáculo e vida noturna.
Museu amplia programação cultural
Instalado no Centro de Belo Horizonte, o Museu da Moda utiliza a mostra para valorizar um criador mineiro de projeção nacional. O espaço público preserva acervos ligados ao vestir e promove exposições que aproximam design, comportamento e história urbana.
A visita é gratuita. De acordo com a programação oficial, o museu funciona às terças-feiras das 12h às 20h e, de quarta a sábado, das 10h às 18h. Como horários podem sofrer alterações em feriados ou por atividades internas, a orientação é consultar os canais da Prefeitura antes do deslocamento.
A montagem interessa mesmo a quem não acompanha a indústria da moda. Os figurinos permitem observar como uma linguagem visual nasce da combinação entre técnica, personalidade artística e condições de produção. O público também encontra pistas sobre mudanças de comportamento que marcaram o país no fim do século passado.
Ao reunir roupas, imagens e registros de trabalho, “Cintilações da Noite” transforma uma trajetória individual em documento cultural. A proposta não é apenas celebrar o brilho associado a Markito, mas mostrar o conhecimento artesanal e a rede criativa que sustentaram sua presença na moda brasileira.
Em resumo
A mostra se chama “Markito: Cintilações da Noite” e é dedicada à obra do estilista mineiro.
A exposição ocupa o Museu da Moda, no Centro de Belo Horizonte.
O percurso reúne roupas, fotografias, documentos, coleções e figurinos usados por artistas.
Sim. A visitação informada pela Prefeitura de Belo Horizonte é gratuita.
O museu abre às terças das 12h às 20h e de quarta a sábado das 10h às 18h, sujeito a alterações oficiais.