Cidades · 2026-11-01 · Redação Notícia ES

Fim da era Trump e crise democrata: o que as eleições nos EUA podem indicar

Independentemente de vitória ou derrota, as eleições de meio de mandato marcam o início de uma disputa pelo futuro político dos EUA

Fim da era Trump e crise democrata: o que as eleições nos EUA podem indicar
Fim da era Trump e crise democrata: o que as eleições nos EUA podem indicar

Os dois maiores partidos norte-americanos estão em uma encruzilhada. Após uma década remodelando o Partido Republicano à sua própria imagem, Donald Trump enfrenta na terça-feira, 3, a possibilidade de uma rebelião de eleitores, o que pode forçar os conservadores a repensar sua lealdade incondicional ao presidente de 80 anos, na reta final do mandato.

Dados e informações dos municípios

Já os democratas, que continuam impopulares, apesar do impulso das eleições, caminham para um embate interno entre líderes tradicionais e uma ala progressista mais ousada, que exige mudanças transformadoras.

Independentemente de vitória ou derrota, as eleições marcam o início de uma disputa pelo futuro político dos EUA, no crepúsculo da era Trump.

Essa guerra ganhará rapidamente o centro da política americana, à medida que novos membros do Congresso se acomodem em Washington e a corrida presidencial de 2028 ganhe fôlego.

Contexto e diferenças locais

“Quando Trump deixar o cargo, criará um vácuo imenso. E a pergunta que fica é: para onde o país vai?”, questionou o ex-senador republicano John Sununu, que concorre a uma vaga no Senado por New Hampshire.

Mais do que qualquer política ou princípio, a força unificadora mais poderosa no Partido Republicano atual é Trump. Assim, à medida que o partido vislumbra o fim de uma era, surgem grandes incertezas sobre quem o guiará daqui para frente.

Há muito tempo, Trump desmantelou o tripé de Ronald Reagan, que definiu o Partido Republicano por gerações: conservadorismo fiscal (defesa de um Estado menor e do livre-comércio), valores sociais conservadores e uma política externa assertiva.

O que resta hoje é um populismo fluido, que se molda conforme os caprichos do presidente.

Empresário audacioso, Trump afastou o Partido Republicano de uma base elitista, voltando-o para uma coalizão muito mais ampla de eleitores da classe trabalhadora, incluindo uma parcela da base tradicional democrata, como hispânicos, negros e jovens.

O estrategista David Urban afirmou que está acompanhando atentamente se a coalizão de Trump se manterá firme a partir de terça-feira. “Quando virmos o resultado, isso nos dirá muito sobre o futuro”, disse.

“Se todo esse eleitorado ficar em casa – seja por descontentamento com a economia, com a guerra ou qualquer outro motivo -, surgirão muitas dúvidas sobre quem será o próximo grande nome a representar o partido.”

Grande parte das especulações dentro do Partido Republicano para 2028 giram em torno do vice-presidente J.D. Vance, de 42 anos, que passou de crítico a seguidor fiel de Trump.

Ele poderá enfrentar o desafio, comum a quem ocupa o segundo cargo mais importante do país, de construir uma identidade política própria e independente.

Caso os republicanos tenham um desempenho ruim, as chances de Vance como candidato presidencial podem ser prejudicadas. Outro nome especulado para 2028, o secretário de Estado Marco Rubio, também pode enfrentar um desafio semelhante.

Por outro lado, a indecisão poderia abrir caminho para o senador pelo Texas Ted Cruz, para o governador da Flórida, Ron DeSantis, ou talvez até para um crítico declarado de Trump, como o ex-governador de New Jersey Chris Christie – que, aos 64 anos, avalia um possível retorno à política.

Com poucas exceções, os líderes democratas esperam um bom resultado na terça-feira, mesmo que não conquistem a maioria em ambas as Casas do Congresso. No entanto, não há consenso sobre o que virá a seguir.

A cúpula do partido celebra a ascensão do deputado Hakeem Jeffries, que, caso os democratas conquistem a maioria, poderá se tornar o primeiro presidente da Câmara dos Deputados negro na história dos EUA.

Por outro lado, a ala progressista frustrada considera que Jeffries e o líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, fazem parte do problema. Eles exigem mudanças profundas tanto nas lideranças quanto nas diretrizes políticas que orientam o partido.

Essas exigências são particularmente intensas entre os democratas alinhados à organização batizada de Socialistas Democratas da América (DSA). Atualmente, apenas dois membros apoiados por esse grupo integram a Câmara.

Espera-se que o número aumente para pelo menos sete no novo Congresso, graças ao sucesso, nas primárias, da chapa de candidatos apoiada pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

O candidato ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, seria mais um defensor declarado da extrema esquerda, embora ele não conte com o apoio da DSA nem se identifique como um socialista.

Em resumo

O que aconteceu?

Os dois maiores partidos norte-americanos estão em uma encruzilhada. Após uma década remodelando o Partido Republicano à sua própria imagem, Donald Trump enfrenta na terça-feira, 3, a possibilidade de uma rebelião de eleitores, o que pode forçar os conservadores a repensar sua lealdade incondicional ao presidente de 80 anos, na reta final do mandato.

Qual é o ponto principal?

Já os democratas, que continuam impopulares, apesar do impulso das eleições, caminham para um embate interno entre líderes tradicionais e uma ala progressista mais ousada, que exige mudanças transformadoras.

Quais são os dados mais importantes?

Independentemente de vitória ou derrota, as eleições marcam o início de uma disputa pelo futuro político dos EUA, no crepúsculo da era Trump. Essa guerra ganhará rapidamente o centro da política americana, à medida que novos membros do Congresso se acomodem em Washington e a corrida presidencial de 2028 ganhe fôlego.

Qual é o contexto?

“Quando Trump deixar o cargo, criará um vácuo imenso. E a pergunta que fica é: para onde o país vai?”, questionou o ex-senador republicano John Sununu, que concorre a uma vaga no Senado por New Hampshire.

Quais são os próximos desdobramentos?

Mais do que qualquer política ou princípio, a força unificadora mais poderosa no Partido Republicano atual é Trump. Assim, à medida que o partido vislumbra o fim de uma era, surgem grandes incertezas sobre quem o guiará daqui para frente.

Fontes