Fim das bets causa 3.500 demissões diretas, diz associação
Levantamento parcial da ANJL aponta que 23% dos trabalhadores do setor já foram desligados; 4.167 estão em férias coletivas. Leia no Poder360.

Levantamento parcial da ANJL aponta que 23% dos trabalhadores do setor já foram desligados; 4.167 estão em férias coletivas
O que muda no bolso
Mais de 3.500 trabalhadores foram demitidos por empresas do setor de apostas desde a edição da medida provisória 1.394, que proibiu a operação de bets no Brasil .
O número representa 23% da força de trabalho do setor, segundo levantamento parcial da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), divulgado nesta 4ª feira (7.out.2026). Eis a íntegra do estudo (PDF – 235 kB).
Além das demissões, 4.167 funcionários estão em férias coletivas. A associação estima que o número de desligamentos possa chegar a 5.600 trabalhadores em 90 dias, o equivalente a 37% dos empregados do setor.
Levantamento considera demissões e encerramentos de contratos realizados
O levantamento considera demissões e encerramentos de contratos realizados a partir de 25 de setembro, data do anúncio da MP pelo governo . A ANJL informou que o prazo para as empresas enviarem os dados termina nesta 4ª feira (7.out).
A associação afirma que o levantamento foi feito com dados fornecidos pelas empresas de apostas. Segundo a entidade, os números ainda são parciais.
A ANJL também afirma que o impacto não se restringe às empresas de apostas. O setor inclui companhias de meios de pagamento, marketing, compliance, agências, afiliados e veículos de comunicação especializados.
O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, afirmou que a entidade busca dimensionar os efeitos da medida sobre trabalhadores e empresas ligadas à atividade.
Parte dos trabalhadores em férias coletivas pode ser demitida, segundo a associação, caso seja mantida a suspensão das atividades. A ANJL aguarda o julgamento de ações que questionam a MP e estão sob relatoria do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.
O governo e alguns economistas argumentam que, apesar das demissões, o impacto social e econômico das bets é negativo. O argumento é que os jogos de apostas drenam dinheiro dos consumidores que poderia circular em outras áreas.
Em 2025, as apostas retiraram R$ 62,5 bilhões da renda das famílias, segundo o Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros. O valor correspondeu a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias.
O relatório também afirmou que a restrição de apostas para beneficiários do Bolsa Família, implementada em outubro de 2025, reduziu o ritmo das transações no período.
O efeito sobre a renda das famílias também pode afetar o consumo e outros setores da economia.
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Em resumo
Levantamento parcial da ANJL aponta que 23% dos trabalhadores do setor já foram desligados; 4.167 estão em férias coletivas
Mais de 3.500 trabalhadores foram demitidos por empresas do setor de apostas desde a edição da medida provisória 1.394, que proibiu a operação de bets no Brasil . O número representa 23% da força de trabalho do setor, segundo levantamento parcial da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), divulgado nesta 4ª feira (7.out.2026). Eis a íntegra do estudo
Além das demissões, 4.167 funcionários estão em férias coletivas. A associação estima que o número de desligamentos possa chegar a 5.600 trabalhadores em 90 dias, o equivalente a 37% dos empregados do setor.
O levantamento considera demissões e encerramentos de contratos realizados a partir de 25 de setembro, data do anúncio da MP pelo governo . A ANJL informou que o prazo para as empresas enviarem os dados termina nesta 4ª feira (7.out).
A associação afirma que o levantamento foi feito com dados fornecidos pelas empresas de apostas. Segundo a entidade, os números ainda são parciais.