Flávio acelera alianças para o segundo turno
Campanha do PL pretende concluir até quinta-feira as principais negociações com partidos e candidatos derrotados no primeiro turno.

A campanha de Flávio Bolsonaro intensificou nesta terça-feira, 6 de outubro, as negociações para ampliar a frente política no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva. A equipe do candidato do PL estabeleceu quinta-feira, dia 8, como referência para concluir as principais tratativas com partidos e lideranças derrotadas.
A CNN Brasil informou que a coordenação procura atrair especialmente Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, além de abrir conversas com siglas do centro. A articulação começou logo após a apuração de domingo e busca transformar a vantagem eleitoral da primeira rodada em uma coalizão mais ampla.
Apoios começam a se consolidar
Zema declarou apoio a Flávio na segunda-feira, 5 de outubro. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que não ficaria neutro na disputa contra o PT. A adesão foi confirmada pelo UOL e pela Folha de S.Paulo e representa o primeiro apoio formal de um candidato presidencial eliminado no primeiro turno.
Caiado deve receber Flávio em Goiânia nesta terça. Aliados do ex-governador de Goiás anunciaram um ato para formalizar o posicionamento no segundo turno, mas a incorporação do PSD à aliança nacional depende de decisões partidárias mais amplas. Apoio pessoal e apoio de legenda produzem efeitos diferentes na distribuição de palanques e tempo político.
As campanhas também observam PP, União Brasil, Republicanos e Podemos. Essas siglas reúnem governadores, prefeitos e bancadas capazes de oferecer estrutura nos estados, mesmo quando a direção nacional evita compromisso integral. A negociação, portanto, ocorre simultaneamente com dirigentes e lideranças regionais.
Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%. A diferença de cerca de 2,2 milhões de votos dá iniciativa política ao candidato do PL, mas não elimina a necessidade de conquistar eleitores que escolheram outras opções ou deixaram de votar.
Campanha mira maioria política
A Folha informou que a campanha planeja reunir aliados de diferentes partidos na quarta-feira, 7 de outubro, para demonstrar força. O encontro deverá combinar parlamentares eleitos, governadores e antigos adversários, criando uma imagem de convergência antes da retomada da propaganda eleitoral.
Somados, os votos de candidatos que agora se aproximam de Flávio são relevantes, mas não podem ser transferidos automaticamente. Eleitores de Zema, Caiado e outras candidaturas mantêm autonomia e podem escolher Lula, Flávio, voto branco, nulo ou abstenção. O valor dos apoios dependerá da capacidade de mobilização de cada liderança.
A campanha de Lula também trabalha para ampliar alianças e recuperar terreno. O segundo turno desloca a disputa para os eleitores menos identificados com os dois finalistas, e as negociações partidárias convivem com temas econômicos, propostas de governo e avaliações sobre o primeiro mandato do petista.
O prazo fixado até quinta-feira é político, não legal. Conversas poderão continuar durante toda a campanha, mas a equipe de Flávio quer chegar ao fim da primeira semana com um mapa claro de apoios. A votação de 25 de outubro mostrará se a vantagem inicial e a expansão da coalizão serão suficientes para formar maioria nacional.
Em resumo
A equipe pretende concluir as principais negociações políticas até quinta-feira, 8 de outubro.
Romeu Zema anunciou apoio na segunda-feira, enquanto Ronaldo Caiado programou um ato com o candidato em Goiânia.
A articulação alcança siglas como PSD, PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e Novo.
Não. As lideranças oferecem estrutura e orientação, mas cada eleitor decide de forma autônoma.
A eleição entre Flávio Bolsonaro e Lula será decidida em 25 de outubro de 2026.