Flávio Bolsonaro é investigado no STF por suspeita de lavagem com advogado do caso INSS
Pedido de inquérito chegou ao Supremo e terá o ministro Alexandre de Moraes como relator do caso

A Polícia Federal enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de inquérito contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, também investigado pela corporação por envolvimento com fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
No Supremo, foi sorteado para relatar o caso
No Supremo, foi sorteado para relatar o caso o ministro Alexandre de Moraes . A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha .
A campanha de Flávio foi procurada por email institucional e via WhatsApp, mas ainda não houve resposta.
Como relator, caberá a Moraes acompanhar e conduzir judicialmente a tramitação do inquérito, autorizando medidas que dependam de decisão judicial —como quebras de sigilo, buscas ou outras cautelares.
Antes disso, porém, caberá a Moraes decidir se autoriza
Antes disso, porém, caberá a Moraes decidir se autoriza a abertura formal do inquérito pedido pela PF.
Entre bolsonaristas, o magistrado é considerado o "algoz" do ex-presidente Jair Bolsonaro por conta da sua atuação no inquérito das fake news e na trama golpista, que resultou na condenação do ex-chefe do Executivo a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A investigação teve origem em movimentações relacionadas ao setor de apostas. Na sexta-feira (16), a Folha mostrou que uma empresa do setor, de propriedade de Willer Tomaz, havia pagado voos de Flávio para a Europa em 2025.
A apuração revelou que a empresa atuou como intermediária na compra das passagens aéreas e que teria sido utilizada para custear viagens de caráter pessoal, envolvendo tanto os núcleos familiares de Willer quanto de Flávio.
Segundo a PF, o senador possuía acesso operacional relevante como usuário master em uma conta bancária pertencente a empresa offshore Alcazar Holding , da qual o advogado é sócio. Em maio de 2025, foi solicitada a exclusão do acesso do parlamentar.
A investigação aponta relação de proximidade entre Willer e Flávio. Entre os registros localizados pela PF, constam referências a festas, encontros e reuniões envolvendo os dois.
Quando questionado pela Folha sobre as viagens em 16 de outubro, Flávio afirmou que sua relação com Willer é exclusivamente de amizade.
Candidato à Presidência mais votado no primeiro turno, Flávio vem tentando associar o esquema de desvios dos recursos de aposentados e pensionistas do INSS a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por conta do possível envolvimento do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha" .
Contudo, ele próprio mantém relação de proximidade com Willer, que também é investigado no caso.
Willer é investigado sob a acusação de fazer repasses financeiros de dinheiro obtido em fraudes contra a Previdência no escândalo do INSS .
Ele também é dono da Rede Loto, primeira bet a conseguir uma licença de operação no país ainda em maio de 2023, emitida pelo governo do Rio de Janeiro.
Em agosto, o advogado foi alvo da Operação Sem Desconto , da PF.
Esta é a segunda investigação da qual Flávio é alvo no STF. O senador também é formalmente investigado no inquérito que apura a produção do filme "Dark Horse" , sobre seu pai, Jair Bolsonaro (PL).
No caso, a PF pediu a apuração de possível prática de lavagem de dinheiro e corrupção no contexto do financiamento do filme junto ao Banco Master.
Em maio, foi revelado um áudio enviado por Flávio a Daniel Vorcaro, dono do Master, pedindo dinheiro para a produção da obra. O senador negociou com o então banqueiro um repasse de pelo menos US$ 24 milhões (hoje, aproximadamente R$ 122,7 milhões) para a produção.
Em resumo
A Polícia Federal enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de inquérito contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, também investigado pela corporação por envolvimento com fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
No Supremo, foi sorteado para relatar o caso o ministro Alexandre de Moraes . A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha .
A campanha de Flávio foi procurada por email institucional e via WhatsApp, mas ainda não houve resposta.
Como relator, caberá a Moraes acompanhar e conduzir judicialmente a tramitação do inquérito, autorizando medidas que dependam de decisão judicial —como quebras de sigilo, buscas ou outras cautelares. Antes disso, porém, caberá a Moraes decidir se autoriza a abertura formal do inquérito pedido pela PF.
Entre bolsonaristas, o magistrado é considerado o "algoz" do ex-presidente Jair Bolsonaro por conta da sua atuação no inquérito das fake news e na trama golpista, que resultou na condenação do ex-chefe do Executivo a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.