Política Nacional · 2026-10-28 · Redação Notícia ES

Flávio Bolsonaro fugiu em jato de empresa citada em esquema de corrupção que derrubou aliado de Milei

Aeronave que transportou senador é da Baires Fly S.A., que teria lavado dinheiro de agência sob comando de ex-advogado do presidente argentino

Flávio Bolsonaro fugiu em jato de empresa citada em esquema de corrupção que derrubou aliado de Milei
Flávio Bolsonaro fugiu em jato de empresa citada em esquema de corrupção que derrubou aliado de Milei

Depois de perder a eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) fugiu do Brasil com a mulher e as duas filhas em um jato privado operado pela Baires Fly S.A., empresa citada em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de medicamentos e insumos médicos na Argentina .

Suposto esquema de corrupção causou, em 2025, escândalo

O suposto esquema de corrupção causou, em 2025, escândalo no governo de Javier Milei , presidente do país, e levou à demissão de Diego Spagnuolo, ex-diretor do órgão que já foi advogado e pessoa próxima do político.

A Folha procurou a Baires Fly por meio do email disponibilizado para contato no site da companhia aérea, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil foi confirmada nesta quarta-feira (28) pela Direção Nacional de Migrações argentina. Segundo o órgão, o senador e familiares entraram no país por via terrestre, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, às 22h50 de terça-feira (27).

Às 23h30, embarcaram em um voo privado operado pela

Às 23h30, embarcaram em um voo privado operado pela Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador, conforme o plano de voo apresentado às autoridades. A aeronave utilizada é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW.

Depois da parada no Equador, o senador continuou a viagem até Miami, nos Estados Unidos .

A Baires Fly é citada em uma investigação judicial sobre suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro na Andis, agência argentina responsável por políticas destinadas às pessoas com deficiência.

O caso apura possíveis irregularidades em contratos públicos para aquisição de medicamentos e insumos.

Segundo investigação das autoridades, empresas fornecedoras da agência transferiram recursos à Baires Fly, que posteriormente emitiu faturas por supostos serviços aeronáuticos.

Os investigadores suspeitam que a documentação comercial tenha sido utilizada para dar aparência legítima às transferências.

Uma investigação judicial descrita pelo jornal argentino Infobae aponta o empresário Sergio Mastropietro, ligado à Baires Fly, como suspeito de participar da canalização de recursos de origem ilícita.

O empresário teria fornecido dados bancários da companhia e, depois de receber transferências, emitido faturas da Baires Fly com valores correspondentes.

O suposto esquema de corrupção gerou escândalo, em 2025, no governo de Javier Milei, e a Casa Rosada precisou demitir, em agosto daquele ano, Diego Spagnuolo, na época diretor do órgão. Spagnuolo também já foi advogado de Milei e era considerado próximo ao político.

O escândalo foi conhecido pelos argentinos após a divulgação de uma série de gravações com relatos de supostos pedidos de suborno e também menções à Karina Milei, irmã do mandatário e secretária-geral da Presidência.

Nos áudios, Spagnuolo falava de supostas propinas solicitadas aos laboratórios que forneciam medicamentos para a Andis.

O avião usado por Flávio é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW . De fabricação americana, um G400 usado tem preço estimado entre US$ 7 milhões (R$ 37,3 milhões) e US$ 9 milhões (R$ 48,1 milhões), segundo a empresa especializada The Jet Collection.

O anúncio de venda informa que o jatinho foi fabricado em 2004 e tem 9.210,3 horas de voo e 4.048 pousos.

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Depois de perder a eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) fugiu do Brasil com a mulher e as duas filhas em um jato privado operado pela Baires Fly S.A., empresa citada em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de medicamentos e insumos médicos na Argentina .

O suposto esquema de corrupção causou, em 2025, escândalo no governo de Javier Milei , presidente do país, e levou à demissão de Diego Spagnuolo, ex-diretor do órgão que já foi advogado e pessoa próxima do político.

Em resumo

O que aconteceu?

Depois de perder a eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) fugiu do Brasil com a mulher e as duas filhas em um jato privado operado pela Baires Fly S.A., empresa citada em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de medicamentos e insumos médicos na Argentina .

Qual é o ponto principal?

O suposto esquema de corrupção causou, em 2025, escândalo no governo de Javier Milei , presidente do país, e levou à demissão de Diego Spagnuolo, ex-diretor do órgão que já foi advogado e pessoa próxima do político.

Quais são os dados mais importantes?

A Folha procurou a Baires Fly por meio do email disponibilizado para contato no site da companhia aérea, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Qual é o contexto?

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil foi confirmada nesta quarta-feira (28) pela Direção Nacional de Migrações argentina. Segundo o órgão, o senador e familiares entraram no país por via terrestre, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, às 22h50 de terça-feira (27).

Quais são os próximos desdobramentos?

Às 23h30, embarcaram em um voo privado operado pela Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador, conforme o plano de voo apresentado às autoridades. A aeronave utilizada é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW. Depois da parada no Equador, o senador continuou a viagem até Miami, nos Estados Unidos .

Fontes