Política Nacional · 2026-10-25 · Redação Notícia ES

Flávio Bolsonaro: o herdeiro de Jair tenta levar o clã de volta ao Planalto - BBC News Brasil

Senador estreia na disputa presidencial e tenta impor derrota a Lula quatro anos depois de seu pai não ter sido reeleito.

Flávio Bolsonaro: o herdeiro de Jair tenta levar o clã de volta ao Planalto - BBC News Brasil
Flávio Bolsonaro: o herdeiro de Jair tenta levar o clã de volta ao Planalto - BBC News Brasil

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"Não é à toa que você é o Bolsonaro

"Não é à toa que você é o Bolsonaro moderado", diz Fernanda, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um vídeo publicado nas redes sociais do casal em abril. "Reeduquei ele", acrescenta.

A fala ajuda a resumir a imagem que a campanha procurou projetar: a de um Flávio mais moderado e com identidade própria, embora carregue o sobrenome do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Essa estratégia também apareceu em temas concretos ao longo da campanha. Flávio, que já havia chamado o Bolsa Família de "bolsa-farelo" e criticado o fim da escala 6x1, recuou dessas posições: passou a defender a manutenção do programa social em seu plano de governo e votou a favor da redução da jornada de trabalho no Senado.

Neste domingo (25/10), Flávio disputa a Presidência da República

Neste domingo (25/10), Flávio disputa a Presidência da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de terminar o primeiro turno à frente , com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

"Eu estou muito feliz com o resultado que eu assisti agora, quase 56 milhões de brasileiros e brasileiras me dando voto de confiança para mudança. Essa é a leitura de hoje: o Brasil quer mudança", afirmou o senador após o resultado do primeiro turno.

"Está decretado o fim da era do PT, a mudança no nosso país", acrescentou.

Filho mais velho de Jair, Flávio chega à reta final da campanha com a possibilidade de levar novamente um Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Se vencer, poderá impor a Lula o mesmo desfecho que o petista impôs a seu pai em 2022: a derrota na tentativa de reeleição.

Jair Bolsonaro foi o primeiro presidente brasileiro a não conseguir um segundo mandato consecutivo desde que a reeleição passou a ser permitida, em 1997.

O senador também conta com a simpatia e o apoio — ainda que não publicamente declarado— de Donald Trump e mantém laços políticos com o governo americano, acusado por parlamentares democratas e independentes dos Estados Unidos de tentar interferir na eleição brasileira e favorecer Flávio.

Caso eleito, Flávio contará com uma bancada expressiva de aliados no Congresso — o PL terá a maior bancada na Câmara dos Deputados em 2027 — e deve encontrar receptividade no mercado financeiro, onde sua candidatura é associada à expectativa de maior disposição para cortar gastos e ajustar as contas públicas.

Há, porém, desafios. As promessas de buscar uma forma de libertar o pai, condenado por tentativa de golpe de Estado, e de indicar até cinco ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) colocam a relação com o Judiciário entre as questões centrais de um eventual governo.

Flávio Bolsonaro começou cedo na política, antes mesmo de sua primeira eleição.

Ainda no ano 2000, aos 19 anos, foi nomeado para um cargo na Câmara dos Deputados, na função de assistente técnico de gabinete na liderança do PPB, então o partido de Jair Bolsonaro.

Segundo declaração do Imposto de Renda de Flávio, o cargo de assistente técnico de gabinete rendeu em 2001 o equivalente a R$ 4.712 por mês, ou R$ 13,5 mil em valores corrigidos.

Uma investigação da BBC News Brasil, porém, levantou indícios de que Flávio seria um funcionário fantasma .

Em resumo

O que aconteceu?

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Qual é o ponto principal?

"Não é à toa que você é o Bolsonaro moderado", diz Fernanda, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um vídeo publicado nas redes sociais do casal em abril. "Reeduquei ele", acrescenta.

Quais são os dados mais importantes?

A fala ajuda a resumir a imagem que a campanha procurou projetar: a de um Flávio mais moderado e com identidade própria, embora carregue o sobrenome do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Qual é o contexto?

Essa estratégia também apareceu em temas concretos ao longo da campanha. Flávio, que já havia chamado o Bolsa Família de "bolsa-farelo" e criticado o fim da escala 6x1, recuou dessas posições: passou a defender a manutenção do programa social em seu plano de governo e votou a favor da redução da jornada de trabalho no Senado.

Quais são os próximos desdobramentos?

Neste domingo (25/10), Flávio disputa a Presidência da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de terminar o primeiro turno à frente , com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Fontes