Flávio critica fim da escala 6 X 1 e defende jornada flexível
Candidato a presidente diz ter proposta “infinitamente melhor” e defende que trabalhador possa definir carga horária. Leia no Poder360.

Candidato a presidente diz ter proposta “infinitamente melhor” e defende que trabalhador possa definir carga horária
Candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou a proposta
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou a proposta para acabar com a escala 6 X 1 e defendeu que trabalhadores tenham liberdade para definir a própria jornada de trabalho.
Flávio deu a declaração nesta 3ª feira (6.out.2026), em Brasília, depois de se reunir com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Questionado sobre a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata da escala, o senador afirmou ter uma alternativa “infinitamente melhor” , mas não deu detalhes.
“Meu posicionamento é o que já é público, é
“Meu posicionamento é o que já é público, é que eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária”, disse.
Flávio citou como exemplo mães que não conseguem cumprir uma jornada diária de 8 horas por não terem onde deixar os filhos. Para esses casos, prometeu criar um voucher para garantir vaga em creche privada quando não houver disponibilidade na rede pública.
Segundo o candidato, a medida seria combinada à flexibilização da jornada.
“Nossa proposta é dar essa liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade, a sua necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais.
Quem quer trabalhar menos, que não consegue trabalhar mais, vai ter o direito de priorizar outras coisas da sua vida ”, afirmou.
Flávio também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela discussão sobre a escala 6 X 1 durante o 2º turno. Segundo ele, a iniciativa seria “oportunista” .
“O Lula, em 4 anos de governo, não faz. Agora, no meio do 2º turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento achando que isso vai dar voto para ele” , declarou.
A PEC começou a ser discutida no plenário do Senado nesta 3ª feira (6.out). O texto já foi aprovado pela Câmara, em maio, e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, além de estabelecer 2 dias de descanso por semana, sem redução salarial.
A proposta precisa passar por 5 sessões de discussão antes da votação em 1º turno no Senado. O intervalo pode ser reduzido caso haja acordo entre os líderes. Para ser aprovada, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em 2 turnos.
O governo Lula tentava acelerar a análise para aprovar a mudança antes do 2º turno das eleições.
A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse ao Poder360 na 2ª feira (5.out), porém, que a PEC não deve ser votada nesta semana.
Segundo governistas, o resultado do 1º turno aumentou as dúvidas sobre o apoio necessário para acelerar a tramitação.
A proposta é uma das principais bandeiras da campanha de Lula à reeleição. O PL, por sua vez, defende uma alternativa em que empresas e funcionários negociem diretamente jornadas e condições de trabalho.
Flávio também falou sobre as articulações para ampliar os apoios à sua candidatura no 2º turno.
Agradeceu publicamente o apoio de Romeu Zema (Novo) e disse que integrantes do partido participarão de uma reunião em Brasília.
Afirmou ainda que sua campanha já iniciou conversas com o Republicanos e que a sigla levará a discussão às bancadas.
O candidato destacou a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na articulação e disse que ele ajuda na “construção dessa unidade” . Também afirmou que iria a Goiânia para receber o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
Segundo Flávio, há convergência com Caiado em áreas como segurança, saúde, inteligência artificial e mineração. Na área econômica, Flávio prometeu reduzir impostos, a tributação sobre a folha de pagamento e a burocracia.
Disse que Lula não tem condições de atrair investimentos para o Brasil e citou o que classificou como insegurança jurídica. Na sequência, chamou o presidente de “biruta” : “Para onde bate o vento, ele vira” .
Em resumo
Candidato a presidente diz ter proposta “infinitamente melhor” e defende que trabalhador possa definir carga horária
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou a proposta para acabar com a escala 6 X 1 e defendeu que trabalhadores tenham liberdade para definir a própria jornada de trabalho.
Flávio deu a declaração nesta 3ª feira (6.out.2026), em Brasília, depois de se reunir com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Questionado sobre a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata da escala, o senador afirmou ter uma alternativa “infinitamente melhor” , mas não deu detalhes.
“Meu posicionamento é o que já é público, é que eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária”, disse.
Flávio citou como exemplo mães que não conseguem cumprir uma jornada diária de 8 horas por não terem onde deixar os filhos. Para esses casos, prometeu criar um voucher para garantir vaga em creche privada quando não houver disponibilidade na rede pública.