Flávio faz carreata em São Gonçalo e promete receber faixa do pai
Candidato do PL percorreu São Gonçalo neste sábado e reforçou uma mensagem familiar para a reta final do segundo turno presidencial.

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, participou de uma carreata em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, neste sábado, 10 de outubro. Durante o ato, ele afirmou que pretende receber das mãos do pai, Jair Bolsonaro, a faixa presidencial caso vença o segundo turno.
A CBN acompanhou a agenda e registrou a declaração, a presença do governador eleito Douglas Ruas e a participação de centenas de motociclistas. A Folha de S.Paulo e o UOL confirmaram a carreata e a promessa sobre a cerimônia de posse, além de detalharem outros compromissos previstos pelo candidato no Rio de Janeiro.
O grupo percorreu duas áreas populosas de São Gonçalo sobre um carro de som. Além de Ruas, estavam no veículo os senadores eleitos Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, e o prefeito Capitão Nelson, pai do governador eleito.
Campanha amplia presença fluminense
São Gonçalo tem quase 1 milhão de habitantes e é o segundo maior colégio eleitoral do estado. A cidade também é a principal base política de Douglas Ruas, aliado que acompanhou Flávio durante todo o trajeto e pediu votos ao candidato presidencial no encerramento da mobilização.
O desempenho eleitoral ajuda a explicar a escolha do município. Flávio obteve 52,37% dos votos válidos em São Gonçalo no primeiro turno, contra 40,41% de Luiz Inácio Lula da Silva. No conjunto do Rio de Janeiro, o candidato do PL marcou 53,01%, enquanto Lula chegou a 39,41%.
A carreata abriu a programação fluminense deste sábado. A agenda também previa reunião com apoiadoras na Barra da Tijuca e participação em um evento evangélico no Maracanãzinho, indicando uma tentativa de manter mobilizados diferentes grupos da base conservadora no início da campanha decisiva.
Faixa concentra mensagem eleitoral
Ao falar sobre a entrega da faixa, Flávio retomou uma imagem que sua campanha já havia apresentado em outros atos: a presença de Jair Bolsonaro na posse como símbolo de continuidade política. O candidato também disse que os responsáveis por terem tentado silenciar o ex-presidente contribuiriam para levá-lo ao Palácio do Planalto.
A declaração tem caráter de promessa política. A transmissão da faixa é uma tradição cerimonial, enquanto a posse constitucional depende da eleição, da diplomação e do compromisso prestado perante o Congresso Nacional. A eventual participação de Jair Bolsonaro ainda dependeria de sua situação jurídica e das autorizações vigentes em janeiro de 2027.
O ato ocorreu na primeira semana do segundo turno, período em que as campanhas buscam consolidar os estados onde já tiveram vantagem e conquistar eleitores que escolheram outros candidatos. No Rio, Flávio tenta converter a votação obtida na etapa inicial em estrutura de rua e apoio de aliados locais até a votação marcada para 25 de outubro.
A cobertura de CBN, Folha e UOL convergiu sobre o fato central e os números do evento. O ponto verificável é que a carreata serviu para nacionalizar uma aliança fluminense e reforçar uma mensagem de continuidade familiar; a concretização da cena da faixa permanece condicionada ao resultado eleitoral e às decisões judiciais futuras.
Em resumo
O ato percorreu áreas populosas de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Ele disse que pretende receber das mãos de Jair Bolsonaro a faixa presidencial caso seja eleito.
Douglas Ruas, Carlos Portinho, Carlos Jordy e o prefeito Capitão Nelson estavam entre os participantes.
Ele recebeu 53,01% dos votos válidos no estado e 52,37% em São Gonçalo.
A votação está marcada para 25 de outubro de 2026.