Flávio lidera apoios de governadores no segundo turno
Levantamento aponta vantagem do candidato do PL entre governadores eleitos e postulantes aos seis governos estaduais ainda em disputa.

Flávio Bolsonaro (PL) reúne mais declarações de apoio do que Lula (PT) entre governadores eleitos no primeiro turno e candidatos que ainda disputam governos estaduais. O mapa divulgado nesta terça-feira (13) mostra 19 apoios ao candidato do PL, oito ao petista e seis posições de neutralidade ou sem manifestação pública nos dois grupos analisados.
O levantamento do g1 contabilizou separadamente os 21 governadores definidos no primeiro turno e os 12 candidatos que concorrem nos seis estados e no Distrito Federal onde haverá nova votação. Entre os eleitos, 12 declararam apoio a Flávio, cinco a Lula e quatro não aderiram a nenhum dos presidenciáveis. Entre os postulantes do segundo turno estadual, sete estão com Flávio, três com Lula e dois não anunciaram voto.
A contagem ajuda a medir a capilaridade política das campanhas, mas não transforma o apoio de um governador em transferência automática de votos. Cada declaração pode oferecer palanque, estrutura partidária e presença regional; seu efeito depende da popularidade local do apoiador, do grau de empenho e das alianças formadas em cada estado.
O UOL confirmou a ofensiva de Flávio sobre lideranças estaduais ao registrar uma reunião do presidenciável com governadores eleitos em Brasília. Na ocasião, ele pediu que aliados mantivessem comitês e mobilização digital ativos e disse que a eleição não estava ganha. A reportagem também registrou a neutralidade da governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).
Mapa estadual favorece Flávio
A vantagem numérica do candidato do PL aparece nos dois recortes. Ele tem apoio de 12 dos 21 governadores já eleitos, o equivalente a mais da metade desse grupo, e de sete dos 12 candidatos que seguem na disputa estadual. Lula soma cinco e três apoios, respectivamente. O dado descreve o alinhamento declarado até esta terça-feira e pode mudar durante a campanha.
O resultado estadual do primeiro turno também explica parte dessa composição. O PL elegeu cinco governadores, o PSD quatro e o PT três. Partidos que ficaram fora do segundo turno presidencial passaram a discutir apoio, liberação de diretórios ou neutralidade, enquanto lideranças locais avaliam custos e benefícios de subir no palanque nacional.
A cobertura do g1 apresentou os dois candidatos sob a mesma métrica e separou apoio de neutralidade. Já a reportagem do UOL concentrou-se no esforço de Flávio para conservar a mobilização e conquistar espaço no Nordeste. Os dois enquadramentos são compatíveis: um oferece a fotografia numérica, e o outro mostra a estratégia da campanha que aparece à frente no mapa de adesões.
Neutralidade mantém estados em disputa
As seis posições neutras ou ainda não declaradas impedem tratar o quadro como fechado. Quatro pertencem a governadores eleitos e duas a candidatos dos segundos turnos estaduais. Essas lideranças podem optar por permanecer fora da disputa presidencial, liberar seus grupos ou formalizar apoio até a votação de 25 de outubro.
Raquel Lyra afirmou que manteria a coerência com a posição adotada no primeiro turno e não declararia voto. Mesmo assim, Flávio citou a governadora ao dizer que pretende governar para todos os estados, independentemente da filiação de quem estiver no comando. Lula, por sua vez, busca preservar alianças no Nordeste e ampliar adesões de partidos de centro.
O apoio estadual vale como indicador de força política, não como previsão do resultado. Governadores podem mobilizar prefeitos, deputados e redes locais, mas o voto presidencial é individual e pode divergir da escolha para o governo. A comparação correta, portanto, exige acompanhar não apenas quantos aderiram, mas quanto cada aliado efetivamente participa da campanha.
Se as cores partidárias fossem invertidas, a mesma regra deveria valer: maioria de apoios merece registro, neutralidade não pode ser convertida em adesão e palanque não equivale a voto transferido. Até que novas declarações sejam formalizadas, o fato verificável é a vantagem de Flávio no número de lideranças estaduais alinhadas ao segundo turno presidencial.
Em resumo
Flávio Bolsonaro lidera entre governadores eleitos e candidatos aos governos estaduais que ainda disputam o segundo turno.
Entre os 21 eleitos no primeiro turno, 12 apoiam Flávio, cinco apoiam Lula e quatro não declararam apoio.
Dos 12 candidatos, sete estão com Flávio, três com Lula e dois não anunciaram voto.
Não. O apoio oferece palanque e estrutura, mas sua transferência para o voto presidencial não é automática.
A votação presidencial e os segundos turnos estaduais ocorrerão em 25 de outubro de 2026.