Justiça · 2026-10-20 · Redação Notícia ES

Flávio pede a Moraes acesso a inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro | Jovem Pan

Investigação envolve advogado Willer Tomaz, amigo do candidato; campanha nega irregularidades e demonstra preocupação com andamento do caso

Flávio pede a Moraes acesso a inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro | Jovem Pan
Flávio pede a Moraes acesso a inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro | Jovem Pan

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu nesta terça-feira (20) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos autos de um inquérito sigiloso que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

Informação foi publicada inicialmente pela CNN Brasil e confirmada

A informação foi publicada inicialmente pela CNN Brasil e confirmada pela Jovem Pan .

A investigação foi encaminhada ao STF em 8 de outubro e distribuída a Moraes no dia 16. Segundo integrantes da campanha de Flávio, o processo avançou rapidamente e já teria diligências em andamento antes da abertura de vista ao Ministério Público.

O caso provocou preocupação entre aliados do candidato, que avaliam a possibilidade de Moraes tomar alguma decisão antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25).

Campanha considera atípica a velocidade de tramitação do inquérito

A campanha considera atípica a velocidade de tramitação do inquérito em comparação com outras investigações na Corte.

A investigação é um desdobramento de um inquérito da PF no Rio Grande do Sul que apura suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas esportivas.

Flávio classificou as acusações como “fake news”. Willer negou irregularidades e questionou a divulgação do caso às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.

Durante a apuração, os investigadores encontraram indícios de que Willer controlaria a Rede Loto, empresa de apostas autorizada a operar no Rio de Janeiro em 2023.

A partir da quebra do sigilo telemático do advogado, a PF identificou mensagens, e-mails e outros registros que apontam vínculos com Flávio Bolsonaro.

Segundo o relatório policial, os documentos analisados mostram uma relação de proximidade entre o senador e o advogado, incluindo registros de viagens, encontros e reuniões. A identificação de um parlamentar entre os envolvidos levou à remessa da investigação ao STF.

Um dos e-mails obtidos pela PF indica que Flávio estava cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária no Santander vinculada à empresa Alcazar Holdings, administrada por Willer.

Em maio de 2025, uma funcionária do advogado solicitou ao banco a exclusão do nome do senador do cadastro.

Os dois negam ter compartilhado uma conta bancária e afirmam que as mensagens não comprovam a existência de uma relação financeira.

A PF também identificou ao menos cinco viagens internacionais realizadas pelos dois em 2025, incluindo deslocamentos para os Estados Unidos, África do Sul, Portugal e França.

Documentos analisados pelos investigadores indicam que empresas ligadas a Willer participaram do pagamento de passagens utilizadas por Flávio e seus familiares.

Em nota, Flávio afirmou que mantém apenas uma relação de amizade com Willer e negou qualquer irregularidade.

“A única relação existente entre eles é a de amizade entre as famílias e qualquer tentativa de insinuar irregularidades a partir dessa afinidade pessoal é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos.

Da mesma forma, o senador nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz e nenhuma de suas empresas. Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa.

Essas insinuações não surgem por acaso. Aparecem agora, em pleno período eleitoral, com um propósito único: espalhar Fake News.”

Willer Tomaz também negou irregularidades e criticou o momento da divulgação da investigação.

“Causa estranheza o vazamento, num domingo e a poucas horas do debate entre os candidatos à Presidência, de um suposto inquérito até então desconhecido.

Trata-se do uso indevido do aparato policial com o claro propósito de requentar acusações infundadas e interferir no resultado das urnas.

A Rede Loto jamais operou como plataforma de apostas, e a Cathedral é tão somente uma holding patrimonial. Não houve circulação de recursos entre as empresas mencionadas; portanto, inexiste qualquer movimentação financeira irregular.

É igualmente inaceitável que a quebra do sigilo telemático do advogado Willer Tomaz sirva de instrumento para uma ‘pescaria probatória’ destinada a fabricar falsos escândalos com fins político-eleitorais.”

Em resumo

O que aconteceu?

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu nesta terça-feira (20) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos autos de um inquérito sigiloso que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. A informação foi publicada inicialmente pela CNN Brasil e c

Qual é o ponto principal?

A investigação foi encaminhada ao STF em 8 de outubro e distribuída a Moraes no dia 16. Segundo integrantes da campanha de Flávio, o processo avançou rapidamente e já teria diligências em andamento antes da abertura de vista ao Ministério Público.

Quais são os dados mais importantes?

O caso provocou preocupação entre aliados do candidato, que avaliam a possibilidade de Moraes tomar alguma decisão antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). A campanha considera atípica a velocidade de tramitação do inquérito em comparação com outras investigações na Corte.

Qual é o contexto?

A investigação é um desdobramento de um inquérito da PF no Rio Grande do Sul que apura suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas esportivas. Flávio classificou as acusações como “fake news”. Willer negou irregularidades e questionou a divulgação do caso às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.

Quais são os próximos desdobramentos?

Durante a apuração, os investigadores encontraram indícios de que Willer controlaria a Rede Loto, empresa de apostas autorizada a operar no Rio de Janeiro em 2023. A partir da quebra do sigilo telemático do advogado, a PF identificou mensagens, e-mails e outros registros que apontam vínculos com Flávio Bolsonaro.

Fontes