Economia · 2026-10-08 · Redação Notícia ES

Flávio quer mexer no tributo do consumo, e Lula adia definição de parte das alíquotas

Daniella Marques, uma das principais assessoras econômicas do senador, defende acabar com

Flávio quer mexer no tributo do consumo, e Lula adia definição de parte das alíquotas
Flávio quer mexer no tributo do consumo, e Lula adia definição de parte das alíquotas

Enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adia a definição de parte das alíquotas de impostos criados pela Reforma Tributária , que entra em vigor no ano que vem, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reforçou ontem a intenção de rediscutir o regime de tributos sobre o consumo.

Ele citou essa como uma das mudanças que pretende

Ele citou essa como uma das mudanças que pretende fazer na Constituição caso seja eleito, contando com a vantagem que a direita terá no Congresso a partir de 2027.

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Considerada pelos especialistas um ganho após décadas de discussão sobre o complexo sistema tributário do Brasil, a reforma foi aprovada por emenda à Constituição em 2023.

Seu objetivo é simplificar a cobrança dos impostos

Seu objetivo é simplificar a cobrança dos impostos sobre o consumo e deixá-la mais uniforme, com uma alíquota padrão, embora haja uma série de exceções e regimes especiais.

A reforma criou um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, com uma parte federal e outra dos estados e municípios.

Em 2027, começam a valer a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que vai substituir o PIS/Cofins, e o Imposto Seletivo — mas as alíquotas ainda não estão definidas.

No início da discussão sobre a reforma, a Fazenda estimava uma alíquota de referência do IVA (CBS + Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS) de 26,5%, mas, com a inclusão de várias exceções, a taxa final deve ficar mais alta.

Veja: Flávio diz que defende mudanças na Constituição para reforma do Judiciário, fim da reeleição e redução da maioridade penal

A alíquota oficial, no entanto, será fixada pelo Senado a partir da proposta enviada pelo Tribunal de Contas da União ( TCU ), que, por sua vez, tomará como base uma metodologia de cálculo apresentada pela Receita Federal .

Pela regra, a metodologia poderia ser enviada ao TCU até 31 de julho de 2026, com a possibilidade de prorrogação por até 45 dias, até 14 de setembro — opção escolhida pelo governo.

Agora, o TCU tem até 30 de outubro para analisar os cálculos e propor uma alíquota de referência ao Senado, que terá até 15 de dezembro para fixá-la oficialmente.

Em relação ao Imposto Seletivo (IS), conhecido como “imposto do pecado”, ficou definido que as alíquotas serão estabelecidas por lei. Até o momento, no entanto, não há projeto sobre o tema.

Diante da sensibilidade do assunto e para não contaminar a campanha eleitoral, o governo adiou o envio ao Congresso.

Veja : ‘O maior IVA do mundo é o que pagamos hoje’, diz secretário da Reforma Tributária

Como o tributo tem noventena, não poderá ser cobrado em janeiro de 2027. Além disso, a taxação final da CBS depende do percentual que será cobrado de IS — quanto maior o imposto do pecado, menor a alíquota geral.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan , já prometeu aos setores afetados — bebidas, cigarros e automóveis — que, no primeiro ano da reforma, a taxação será a mesma do IPI, como forma de transição.

Mesmo sem as alíquotas oficiais, o governo já estimou a arrecadação com a CBS e o IS em 2027: R$ 636,8 bilhões para a parte federal do IVA e R$ 41,9 bilhões com o IS.

Ontem, Flávio se disse a favor da simplificação tributária, mas defendeu mudanças na reforma:

— Óbvio que eu sou a favor da modernização da legislação tributária, que é muito confusa. Tem que simplificar, desburocratizar tudo isso — afirmou.

— Mas o ponto principal que a gente tem que discutir é o valor do IVA, 28%, que, aliás, ninguém sabe até agora qual é o valor oficial.

Porque, se o governo anunciar, perde voto com isso, porque está elogiando a Reforma Tributária que vai trazer a carga tributária mais alta do mundo para os brasileiros.

Programa: Flávio Bolsonaro apresenta plano de governo com regra para substituir arcabouço fiscal e limite a decisões monocráticas no STF

A ideia já constava do seu programa de governo. O documento diz que a Reforma Tributária foi aprovada ao “sabor dos lobbies” e que o IVA será bem maior do que a média dos países da OCDE, de 19%.

Em resumo

O que aconteceu?

Enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adia a definição de parte das alíquotas de impostos criados pela Reforma Tributária , que entra em vigor no ano que vem, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reforçou ontem a intenção de rediscutir o regime de tributos sobre o consumo. Ele citou essa como uma das mudanças que pretende fazer n

Qual é o ponto principal?

ICMS: STF decide a favor de contribuintes, com impacto de R$ 16,5 bi Marcelo Kayath: Sou contra esse conceito de 'Posto Ipiranga', diz cotado para equipe econômica de eventual governo Flávio

Quais são os dados mais importantes?

Considerada pelos especialistas um ganho após décadas de discussão sobre o complexo sistema tributário do Brasil, a reforma foi aprovada por emenda à Constituição em 2023. Seu objetivo é simplificar a cobrança dos impostos sobre o consumo e deixá-la mais uniforme, com uma alíquota padrão, embora haja uma série de exceções e regimes especiais.

Qual é o contexto?

A reforma criou um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, com uma parte federal e outra dos estados e municípios.

Quais são os próximos desdobramentos?

Em 2027, começam a valer a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que vai substituir o PIS/Cofins, e o Imposto Seletivo — mas as alíquotas ainda não estão definidas. No início da discussão sobre a reforma, a Fazenda estimava uma alíquota de referência do IVA (CBS + Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS) de 26,5%, mas, com a inclusão de várias exceções, a t

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