Flávio quer retomar Perse, que teve custo de R$ 50 bi
Ideia destoa da promessa de cortes; programa de eventos criado por Jair Bolsonaro beneficiou artistas, como Gusttavo Lima. Leia no Poder360.

Ideia destoa da promessa de cortes; programa de eventos criado por Jair Bolsonaro beneficiou artistas como Gusttavo Lima
Senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu
O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ressuscitar o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos). O programa foi sancionado por Jair Bolsonaro (PL) e custou R$ 50 bilhões de 2021 a 2025, além de ter ficado marcado por irregularidades.
Em vídeo publicado nas suas redes sociais, Flávio não apresentou estimativa de custo nem detalhou as condições para a retomada.
Em 2024, já no governo Lula, depois de um intenso debate entre o Executivo e o Legislativo, ficou estabelecido um teto de gastos de R$ 15 bilhões para o Perse desde abril daquele ano até dezembro de 2026. O objetivo era criar uma “trava” para conter os gastos do programa.
No entanto, a Receita Federal confirmou que o limite
No entanto, a Receita Federal confirmou que o limite foi estourado precocemente, consumindo R$ 15,68 bilhões só no período entre abril de 2024 e março de 2025 , atingindo 105% da meta legal e provocando sua extinção.
O Ministério da Fazenda constatou em fevereiro de 2024 que o Perse poderia ter margem para lavagem de dinheiro, superfaturamento e atividades ilícitas.
Em julho do mesmo ano, a Receita Federal identificou mais de 2.000 empresas que nos últimos anos utilizavam o incentivo sem que o Fisco tivesse registrado pedidos de habilitação para o benefício.
A Reuters mostrou o iFood como um exemplo de possível distorção no Perse. Criado para amparar setores prejudicados pelo fechamento de estabelecimentos durante a pandemia, o programa também beneficiou a plataforma de entregas, que registrou forte expansão no período.
Em 2025, a agência noticiou que o iFood recolheu quase R$ 1 bilhão em tributos depois de o governo vencer uma disputa judicial que questionava o direito da empresa aos incentivos fiscais.
À época, a companhia declarou que utilizou os benefícios só durante o período em que havia uma decisão judicial favorável.
O Poder360 procurou a empresa para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do conteúdo da reportagem. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
O programa foi criado por conta da pandemia de Covid-19, para socorrer atividades prejudicadas pelas restrições sanitárias.
O Perse reduzia a zero as alíquotas de IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) para empresas habilitadas.
Ou seja, o governo abria mão da arrecadação com esses impostos.
Flávio afirmou ao prometer a retomada do Perse que a medida estimularia grandes e pequenos artistas e movimentaria outros segmentos da economia.
“Onde tem eventos o comércio vende mais, o taxista e o Uber faturam, os pequenos artistas prosperam e a economia gira” , disse o candidato.
A Receita Federal publicou uma lista em novembro de 2024 que mostra mais de 10.000 beneficiários do Perse.
Conforme dados do Fisco, influenciadores digitais, artistas, clubes de futebol e grandes restaurantes tiveram acesso ao benefício no acumulado de janeiro a agosto daquele ano.
Dentre os nomes que se destacam estão os dos influenciadores digitais Felipe Neto e Virgínia Fonseca .
No período, o youtuber teve acesso a R$ 14,3 milhões do Perse por meio de sua empresa, a Play9 Serviços de Mídia, Comunicação e Produções LTDA. Para ter acesso à lista completa, clique aqui (XLSX – 9,3 MB).
Cantores famosos, como Gusttavo Lima , Simone Mendes e Luísa Sonza , também foram beneficiados com o programa. Empresa do cantor sertanejo – conhecido pelos fãs como “embaixador” –, a Balada Eventos e Produções teve acesso a R$ 18,9 milhões em renúncias fiscais.
A Simone Mendes Produções Musicais foi contemplada com R$ 8,8 milhões. Já a SG11 & Cia, de Luísa Sonza, com R$ 562 mil.
Em resumo
Ideia destoa da promessa de cortes; programa de eventos criado por Jair Bolsonaro beneficiou artistas como Gusttavo Lima
O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ressuscitar o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos). O programa foi sancionado por Jair Bolsonaro (PL) e custou R$ 50 bilhões de 2021 a 2025, além de ter ficado marcado por irregularidades.
Em vídeo publicado nas suas redes sociais, Flávio não apresentou estimativa de custo nem detalhou as condições para a retomada.
Em 2024, já no governo Lula, depois de um intenso debate entre o Executivo e o Legislativo, ficou estabelecido um teto de gastos de R$ 15 bilhões para o Perse desde abril daquele ano até dezembro de 2026. O objetivo era criar uma “trava” para conter os gastos do programa.
No entanto, a Receita Federal confirmou que o limite foi estourado precocemente, consumindo R$ 15,68 bilhões só no período entre abril de 2024 e março de 2025 , atingindo 105% da meta legal e provocando sua extinção.